quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A fada da chupeta

Em setembro a Laura fez sua primeira visita ao dentista, e, como esperávamos, a chupeta foi condenada. Segundo a Dra. Gabriela, a mordida já estava um pouco prejudicada, mesmo com a Laura não usando chupeta o tempo todo. Se a tirássemos antes que a Laura completasse quatro anos, haveria chances do quadro regredir sem a necessidade de aparelho ou outra intervenção. Já sabíamos que a recomendação era tirar por volta dos 2 anos, quando normalmente a dentição está completa. Mas eu, que tinha a chupeta como uma ótima aliada dos momentos de stress e de sono (principalmente depois que a Laura parou de mamar), não tinha planos de tirá-la antes dos 4 anos. Mas o Douglas já vinha se incomodando e com o parecer da Dra. Gabriela, já via a chupeta com os dias contados.

Diga aaaaahhhhhh!

A Laura usava a chupeta mais em casa para dormir, quando entendiada ou em algum momento que precisasse se acalmar. Sucção sempre teve um papel muito importante para acalmar a Laurinha. Acho que desde que estava dentro da barriga, onde, nas ecografias, ela apareceu algumas vezes chupando o polegar e o dedão do pé!

Além da conveniência de contar com este recurso, minha resistência em tirar a chupeta tinha a ver também com o fato de que eu  não queria introduzir agora mais uma mudança neste departamento, depois que ela deixou o peito.

Mas, enfim, o dever falou mais alto e, quando me senti mais confortável com a idéia, começamos a discutir como seria este "desmame". A Dra. Gabriela tinha sugerido a retirada abrupta. Segundo ela iríamos passar uns poucos dias tendo que lidar com a reação da Laura, mas passaria rápido. O Douglas viu com simpatia, e eu, claro, não gostei nem um pouco. Sou sempre pelas soluções graduais, que dão tempo de a criança absorver as mudanças no seu próprio ritmo.

Assim, a primeira medida que tomamos foi tirar a chupeta da rua. Explicamos para ela que chupeta seria só em casa. Deixei então de levar a chupeta na bolsa para  as emergências. Quando ela ficava contrariada em alguma situação fora de casa ou quando batia o cansaço, na hora de voltar dos passeios e ela pedia a chupeta no carro, passamos a tentar distraí-la de outras formas, uma das quais usar uma almofadinha de pescoço. Uma nova "amiga" para os momentos difíceis, a que ela deu o nome de Julia.

A nova amiguinha: Julia

Claro que ela protestou. Além de chorar nas primeiras vezes, ela ficou muito mais grudada com a chupeta em casa. O Douglas chegou até a insinuar que esta abordagem não ia funcionar, que deveríamos tirar de uma vez só. Mas eu estava convencida de que esta etapa era necessária para ela se acostumar com a idéia e, principalmente, perceber que era capaz de ficar sem a chupeta.

Outra coisa que fizemos foi comprar um livrinho que contava a história de crianças que largavam a chupeta. Ela adorava ouvir a história. Ao mesmo tempo começamos a patrocinar a fada da chupeta. Tirei a ideia de um livro da Elizabeth Pantey.

É uma história parecida com a da fada do dente. A Laura tinha assistido um episódio dos Bubble Guppies que falava da fada do dente e ficou super fã. Até pediu para ir ao dentista (foi quando aproveitamos para levá-la). Eu dizia para ela que a fada da chupeta era muito sabida. Que quando a criança estava pronta e antes que os dentinhos ficassem estragados, a fada da chupeta vinha, levava a chupeta e deixava uma surpresa em troca. E as chupetas seriam levadas para a terra dos bebezinhos, onde sempre precisavam de muitas chupetas :-)

Deema, dos Bubble Guppies, feliz com a Fada do Dente

A Laura começou a ficar encantada com a ideia, mas também em conflito. Às vezes dizia que já estava pronta, pedia para encenarmos que a fada da chupeta tinha vindo e para ler o livrinho das crianças que largavam a chupeta. Outras horas dizia que não queria que a fada viesse!

Na primeira semana de outubro entramos de férias e resolvemos que seria o melhor momento para a fada entrar em ação. Se tivesse alguma crise, estaríamos disponíveis para passar mais tempo com ela. Como a Lolly tinha três chupetas, decidimos que a fada faria três visitas.  E, claro, deixaria 3 surpresas, progressivamente mais interessantes.

No primeiro dia, colocamos adesivos de fada na sua cama e na cômoda. Ela ficou toda animada! No segundo dia, foi meio acidental. Tinha comprado uma roupa de cama de fada e deixei secando no varal. Por coincidência, uma das duas chupetas restantes sumiu. E a Laura quando viu a roupa de cama no varal falou toda animada que tinha sido a fada que tinha levado! E eu fiquei no maior aperto para achar a chupeta e sumir com ela pra valer. Felizmente deu tudo certo.

A Fada da Chupeta passou por aqui...


Enfim chegou o dia da tirar a última chupeta. Quando ela acordou, parece que sabia. Foi correndo para a sala, onde encontrou  uma "trilha" feita pela fada com florezinhas de papel, da janela da sala para o sofá e para o chão. Na sala, uma mesinha e cadeirinhas novas, tudo com motivo de princesa. Além de algumas bonecas de pano e de uma nova amiguinha para as horas difíceis: uma almofada de pescoço na forma de uma ratinha, que mais tarde a Laura batizou de Squeaky.

A visita final da Fada da Chupeta!

Depois de um tempo brincando, a Laura tropeçou e caiu. Começou a chorar e queria a chupeta. Aí veio a primeira e única crise. Ela chorou, disse que queria chupeta e que não queria que a fada da chupeta viesse. Eu peguei no colo, coloquei Squeaky no pescoço dela e aos poucos ela foi se acalmando. Nos dias que se seguiram, ela chegou a mencionar a falta da chupeta na hora de dormir algumas vezes.  Chegava a ficar com a mãozinha, os dedos, ou Squeaky encostada na boca. Depois parou de verbalizar, embora continuasse colocando as coisas na boca (tipo mastigar o bico da garrafinha de água...) em algumas ocasiões. Este comportamento foi diminuindo com o tempo, até desaparecer. Squeaky virou mesmo amiga, até comprei uma de backup.

Ficamos muito felizes de ter conseguido fazer também esta transição de forma suave!




sábado, 1 de dezembro de 2012

Lendo?!


A Laura adora livros. Ela brinca de "ler" sozinha no iPod, com seus livros eletrônicos ou nos pede para ler (além da hora de dormir, que já é tradição) praticamente todos os dias. Também já sabe reconhecer há um bom tempo todas as letras do alfabeto, maiúsculas e minúsculas, bem como seus sons (mais em inglês que em português). Estávamos na expectativa de quando ela iria manifestar outras habilidades necessárias para leitura. Neste meio tempo, quando percebíamos uma oportunidade, líamos algumas palavras tentando mostrar como os sons que ela já conhecia se combinavam para formar sílabas e palavras.

"Biblioteca" da Laura

Um belo dia, mais precisamente em 18 de agosto, a Laura leu sua primeira palavra em um letreiro: ROSSI. O Douglas tinha parado para arrumar o retrovisor do carro e eu a vi olhando pela janela, lendo esta palavra da forma que fazíamos com ela de vez em quando:  juntando som por som até ler a palavra inteira. Eu arregalei os olhos e tentei chamar a atenção do Douglas.

Depois deste episódio, tentamos mostrar mais palavras para ver se ela repetia a façanha, mas ela se mostrou resistente.  Às vezes a  Laura reage assim quando está desenvolvendo uma nova habilidade, como se  sentisse pressionada ou tivesse medo de errar. Então demos um passo para trás. Não costumamos forçar nenhum aprendizado, apenas aproveitamos as oportunidades para estimular aquilo em que ela demonstra interesse.

Pois bem, com o tempo ela voltou a  fazer o mesmo exercício, juntando os sons e atualmente tem andado curiosa sobre o que está escrito nos mais diversos lugares.

Segundo o Child development tracker, uma criança vai ter todas as habilidades necessárias para ler, por volta dos 6 anos, quando normalmente são alfabetizadas. Por curiosidade, olhei algumas que a Lolly já tem, em cada faixa etária. Considerei apenas as características relacionadas ao reconhecimento de sons e domínio do alfabeto (ia dar muito trabalho olhar também relacionamento com livros e entendimento do texto  mas este é um quesito em que ela também já tem algumas habilidades de crinaças mais velhas)

entre 3 e 4 anos:
  • identifica palavras que rimam
  • sabe dizer que duas palavras começam com o mesmo som
  • pergunta o que está escrito em diferentes situações
entre 4 e 5 anos:
  • lista palavras que rimam, a partir de uma palavra dita por um adulto
  • consegue quebrar palavras em sons e segmentos
  • sabe que números não são letras
  • confunde letras minúsculas similares como p e q , d e b
entre 5 e 6 anos:
  • consegue reconhecer todo o alfabeto, letras maiúsculas e minúsculas e seus sons
  • consegue ler palavras simples, cuja leitura seria difícil apenas juntando os sons, uma vez que não seguem as regras gerais (sight words) como the, to, for, it,  go, on, up, at, cat, dog (só começando...)

entre 6 e 7 anos:
  • cria novas palavras mudando o som inicial como sun e fun, map e tap
  • funde os sons para formar (ler) palavras (só començando...)
Para acompanhar esta fase,  resolvemos pesquisar livros específicos para crianças que estão aprendendo a ler e descobrimos que em inglês há uma organização bem complexa em níveis de leitura. Estes níveis variam de A até Z e se baseiam nas habilidades que o livro exigirá da criança, como número total de palavras, número de palavras diferentes, suporte de figuras, tamanho e complexidade das sentenças, tamanho e espaçamento das letras, número de palavras por página, dentre outros. Não sei se em porguês é assim também, ainda não buscamos informação. Então compramos livros com sight words e níveis de leitura A, B e C (adequados para crianças em idade pré-escolar - 4 a 6 anos), para termos material  para apoiar o interesse da Laura em ler, à medida que ela se desenvolve. Já colocamos os livros de sight words e leitura nivel A, junto com os demais livros que ela tem,  para  que ela possa explorar. Assim, quando ela quer, brincamos com estes livros e temos tido momentos bem divertidos!

Pacote com livrinhos de sight words - novas aquisições para a "biblioteca" da Lolly
 
Cantinho de arte da Lolly
 Por outro lado, ela demonstra poucas habilidades relacionadas com escrita. Algo que ela ainda está desenvolvendo é sua coodenação motora fina, o que se reflete no resultado de atividades que requerem representação gráfica, como desenhar, colorir e escrever.  Com exceção de pintura ou apps, espontaneamente é difícil ela procurar atividades desta natureza para brincar.  Assim, para ajudar com este desenvolvimento, este semestre a Laura começou a fazer aula de artes duas vezes por semana. Está adorando!





quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Dreams can come true...

Era véspera de aniversário de uma coleguinha de escola da Laurinha, a Bárbara, e eu tinha acabado de chegar em casa com sacolas de compra. Logo em seguida a Laura chegou do passeio da tarde. Quando me viu, ela disse: "Mommy, you buyed Bárbara's present!" (ela ainda flexiona errado o passado de muitos verbos irregulares como buy, dizendo "buyed" ao invés de "bought". É parte do desenvolvimento normal da linguagem - a criança já percebe as regras gramaticais - no caso, acrescentar -ed ao fim do verbo -, mas não conhece as exceções).

Achei o máximo ela ter tenha feito a conexão da compra com o aniversário, já que tínhamos recebido o convite para a festa e ela sabia que seria no fim de semana. Mas o melhor veio depois:

Eu respondi, "Yes, and I have a surprise for you, too!" (Sim, e eu tenho uma surpresa pra você também). Eu tinha comprado dois pares de meia e um livro pra ela."For  me?!" (Pra mim?!) respondeu toda entusiamada. Enquanto eu me trocava, ela foi correndo lavar as mãos com a babá, para abrir os presentes.

Sonhos... em a Princesa e o Sapo
Quando abriu a sacola, disse:"Thank you!, Thank you! Thank you, Mommy!... Dreams can come true!" (Obrigada!Obrigada! Obrigada, Mamãe! Sonhos se tornam realidade!"). Segurei o riso e o encantamento e disse "I'm glad you enjoyed it." (Fico feliz que você tenha gostado) e dei um abraço.

Dreams can come true!

A Laurinha tem imitado bastante diálogos que ela ouve nos desenhos animados, nos livros, na escola e da gente. Desconfio que ela tirou esta fala do filme/desenho A Princesa e o Sapo.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Evolução do vocabulário 2012

Ano passado avaliamos nosso vocabulário em inglês usando este teste do site e chegamos ao seguinte resultado:

Laura 2.560 palavras
Eu 9.430 palavras
Douglas 12.500 palavras

Qual não foi a nossa surpresa ao avaliar nosso vocabulário este ano:

Laura: 4.960
Eu: 14.200
Douglas: 17.700

Em números aproximados, o crescimento do nosso vocabulário foi  de, respectivamente, 50% (eu),  94% (Laura) e 41% (Douglas). Para chegar a estes números, fazemos o teste algumas vezes e ficamos com o número mais próximo da média. É que dependendo do conjunto de palavras apresentadas, a diferença na pontuação é significativa.  Para ter uma idéia, cheguei a pontuar os extremos de 11200  e 17500 palavras! Mas a pontuação mais frequente foi 14000, 15000 palavras.  A margem de erro declarada no teste é de 10%, mas em nossa experiência pessoal tem sido de mais que isso. Ainda assim, parece-nos um trabalho sério e consideramos uma boa estimativa.

Vocabulário aproximado da Laura em inglês

Só para referência, este teste tem as seguintes estatísticas: a pontuação de nativos que fizeram o teste está entre 20.000 e 35.000 palavras e a de um estrangeiro que está aprendendo inglês está entre 2.500 e 9.000.

É muito legal ver a gente se aproximando da pontuação dos nativos, basicamente por praticarmos todos os dias, falando, lendo, vivenciando situações comuns e também estudando. Por exemplo, temos utilizado o Supermemo, uma app para IOS e Android que permite incrementar bastante o vocabulário, seja pelos diversos cursos que possui, seja por permitir cadastrar palavras novas para que nunca mais sejam esquecidas.  Ainda assim, sinto-me insegura em várias situações e continuo cometendo erros. O aprendizado não para nunca!

No caso da Laura,  o esperado é que ela tenha um vocabulário de entre 2500 e 3000 palavras quando completar 4 anos e de entre 4500 e 5000 quando completar 5 anos. O resultado do teste bate com a nossa percepção de que, com seus 3 anos e 9 meses, sua linguagem é bem desenvolvida para sua idade.

Nossa pequetita bilíngue com a mamãe

O bilinguismo tem sido realmente uma experiência muito rica para nós. É impressionante o quanto o fato de estarmos dando uma educação bilingue para Laura amplia o leque de materiais educativos/lúdicos que podemos oferecer para ela. Infelizmente não dá para comparar com o que vemos disponível em português para crianças nessa idade . A quantidade de livros, jogos, apps em inglês é absurda, temos até dificuldade de escolher. Já em português, a dificuldade é achar sempre algo compatível, para proporcionar a mesma experiência nos dois idiomas. Muitas vezes não conseguimos.

Além disso, como falamos no post do ano passado, não se trata só de vocabulário ou aperfeiçoar o inglês, é uma experiência bem mais ampla, já que vamos conhecendo cada vez mais a cultura inglesa e estamos usando o cérebro de uma maneira diferente ao chavear entre dois idiomas. É realmente uma vivência única e que recomendamos fortemente.

sábado, 20 de outubro de 2012

How do we make...?

As crianças começam a entender conexão lógica entre idéias e conceitos entre 2 e 3 anos . Mas só quem acompanha o desenvolvimento dos pequeninos pode entender e se deliciar com esta evolução.

Há algum tempo a Laurinha incorporou o why (por que) e o because (porque) ao seu vocabulário. Mas no início o uso era bem precário. Por exemplo, quando perguntávamos o por quê de alguma coisa, a Laura geralmente respondia com algo que não tinha muita relação com o que foi perguntado :-)
Atualmente ela já usa estes termos com mais propriedade, desque que não seja nada muito complicado.

Ainda no campo da lógica, uma pergunta que a Lolly  tem feito é "How do we make..." (Como se faz...)
  • water? (água?)
  • chocolate milk? (leite com chocolate?)
  • orange tree? (laranjeira?)
  • milk? (leite?)
  • meat? (carne?)
  • ice cream? (sorvete?)
How do we make milk?

Começamos com a resposta mais simples, em termos que achamos que ela vai entender, mas, às vezes, ela só se contenta com uma looonga explicação. No caso do chocolate, por exemplo, respondemos: "Você pega o leite, o chocolate, coloca no copo, mistura..." e ela interrompe dizendo: "No, from the begining!" O que siginifica que temos que contar que a semente do cacau foi plantada, a árvore cresceu, deu frutos .... até o pó de chocolate chegar no supermercado e a mamãe comprar. E o mesmo vale para o leite... tem que começar indo na fazenda ordenhar a vaca!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Incêndio na Maple Bear

Fonte: D.A. press

Conforme amplamente noticiado, ocorreu um incêndio na Maple Bear Brasília, no último dia 11 de outubro pela manhã, durante a comemoração do Dia das Crianças. O fogo teria começado em uma barraquinha de pipoca  da empresa contratada para a festa. Houve danos à escola, mas o principal foco da grande quantidade de fumaça das imagens divulgadas na imprensa não foi a escola, mas sim uma gráfica ao lado, para onde o fogo se alastrou. Felizmente não houve feridos graves: a pessoa que operava a pipoqueira teve queimaduras leves e uma criança também teve um ferimento leve.

Nesse dia a Laura amanheceu com febre e não foi à escola. Acreditamos que a sua sorte não teria sido diferente da das outras crianças, caso ela estivesse lá. Mas não deixamos de ficar aliviados com o fato de ela não ter presenciado o acidente.

Sabemos que a escola é preparada e faz regularmente exercícios de evacuação do prédio, para o caso de incêndio e já foi mostrada como modelo de infraestrutura ideal para escolas. Além disso, desde o dia 12, temos sido mantidos muito bem informados sobre os acontecimentos e providências, tendo a escola demonstrado preocupação com os diversos aspectos envolvidos:  detalhes sobre os fatos,  danos materiais e, principalmente, aspectos emocionais.

A escola tem previsão de retorno às aulas na próxima quinta, 18 de outubro, data em que se acredita que a escola estará 100% em condições de receber os alunos. No retorno haverá inclusive um Open House, para que os pais tenham oportunidade de conversar com todos e visitar o edifício. A escola disponibilizará apoio psicológico para os que solicitarem, além de reembolso de quaisquer danos materiais que as famílias venham reclamar.

Achamos que tudo está sendo tratado com o cuidado e profissionalismo que a situação requer e só podemos reafirmar a nossa confiança na Maple Bear.

Aproveitamos para agradecer novamente a preocupação dos amigos que entraram em contato para saber notícias da Laurinha.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A balinha da Laurinha

Um dia desses a Laura estava reclamando de dor na barriguinha. Não parecia haver nada de errado, mas ficamos preocupados, pois ela insistiu na reclamação ao longo do dia. Como não estava com diarréia, demos Buscopan, que é  amargo. Normalmente, para incentivar que ela o tome e ajudar a tirar o gosto ruim, oferecemos uma balinha de alga ao final.

No segundo dia de reclamação, começamos a desconfiar que ela quisesse apenas a bala. Para testar, demos Mylicon, que é doce (e não precisa de balinha no final...). A danadinha protestou que não queria aquele remédio e sim o outro!...

Tivemos então uma conversa com ela. Dissemos que, se quisesse bala, deveria pedir. E somente deveria dizer que está com dor na barriguinha se realmente estivesse, pois isso nos deixa preocupados e podemos até levá-la ao médico sem necessidade. Lembramos a ela da história do "Menino e o Lobo", em que ninguém acreditava mais no menino depois de mentir duas vezes que havia um lobo por perto. Aparentemente ela entendeu, pois parou com essa moda depois disso.

Tentamos evitar que a Laura fique comendo muitos doces. Costumamos liberar em festas, mas gostamos de passar para ela a mensagem de que guloseimas são algo que se come de vez em quando. E o mais importante para isso (e outras regras...) é darmos o exemplo.

Em festas os doces são liberados

Não costumamos ter doces e afins em casa por não gostarmos muito, pela questão da saúde e de dar o exemplo. Tentamos sempre olhar os rótulos dos produtos para escolher os que têm mais nutrientes e menos gordura, sódio e açúcar. Daí acaba sendo natural que ela forme bons hábitos.

Aliás, essas balinhas de alga da Sweet Jelly são muito boas opções porque não são só açúcar como as convencionais. Têm proteínas e até fibras. Mas, obviamente,  como qualquer doce, não são pra comer o tempo todo.

A Laura adora! Tanto que oferecemos pra ela em  outras situações em que as crianças estão se entupindo de pirulitos e balas comuns. Para a Laura, tanto faz o tipo de bala. E para nós, dos males o menor!



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Tell the story about...

Um comportamento que vem chamando a nossa atenção há algum tempo é o fato da Laura pedir para contarmos histórias. Não as dos livros, que ela também adora, mas sobre si mesma.  Parece algo relacionado tanto com seu estilo de aprendizado quanto com uma forma de lidar ou reviver situações que tennham sido marcantes para ela por algum motivo. Começa sempre assim

"Mommy (ou Daddy), tell the story about..." (Mamãe (ou Papai), conte a história sobre...)
  • I am going to school ( eu indo para a escola - sobre a rotina diária da se arrumar para a escola)
  • me at vovó's house (eu na casa da vovó - depois da última viagem para Minas)
  • we going to the airport (a gente indo para o aeroporto - depois da última viagem de férias)
  • me in the spooky train (eu no trem fantasma - isso foi depois de termos ido ao parque de diversões)
  • I woke up in the middle of the night (eu acordei no meio da noite - depois de eu ter dito que ela estava cansada porque acordou no meio da noite)
  • we going to the bucket swimming pool (nós indo para a piscina do balde - depois das férias, referindo-se a uma das piscinas infantis do resort em que ficamos hospedados)
  • me having an exam (eu fazendo exame - depois de um dia difícil em que a Laura teve que fazer exame de sangue)
  • when I went to the dentist... ( de quando eu fui ao dentista - após sua primeira visita ao dentista)
só para citar alguns exemplos!

Contar histórias é muito divertido!

Além disso, ela gosta de encenar as situações. Então, ao invés de pedir para contar a história sobre a praia ela começa "Let's pretend we are going to the airpoirt... " (Vamos fingir que estamos indo para o aeroporto...) e transforma a casa no cenário da "aventura": a cama ou o sofá viram as poltronas do avião. Fazemos todos os passos, como colocar o cinto, desembarcar, pegar o transporte para o hotel, nos prepararmos para ir para a praia... O mais curioso é que ela gosta também de trocar de papel. Assim, além de sugerir o cenário, ela diz: "You are Lolly, and I am mommy..." (Você é a Lolly e eu sou a mamãe...). Ela também faz o mesmo com episódios dos programas de TV que ela mais gosta. Um que ela tem encenado frequentemente (com participações especiais da mamãe, papai e babá, claro) é um em que as Meninas Superpoderosas deixam de usar filtro solar e pegam queimadura de sol (não sei se já foi exibido no Brasil - a Laurinha costuma ver no Youtube, o episódio se chama sun scream).

Adoro encenar (bom, pelo menos em casa!)


Como é característico desta fase, as histórias (e o "teatro") são repetidas incansavelmente. Mas nem sempre são as mesmas, pois a Laura vira e mexe interfere na nossa narração para lembrar ou inventar um detalhe!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Barriguinha pós-parto - fim do tratamento!!

Minha segunda consulta de acompanhamento, em 21 de agosto, não foi tão animadora. Em relação à anterior, as medidas foram as seguintes:
  1. acima do umbigo: 1 dedo - superficial
  2. umbigo : 3 dedos - média
  3. abaixo do umbigo: 2 dedos - superficial
Ou seja, tinha praticamente fechado a diástase acima do umbigo, mas não tinha saído do lugar em relação ao umbigo e abaixo. Conforme avaliação da Rafaela, tive dois problemas:
  1. estava fazendo o exercício principalmente sentada e com o foco na parte superior do abdomen
  2. a faixa estava se deslocando e deixando a região do umbigo e abaixo "desenfaixadas" a maior parte do tempo.
Assim, ela sugeriu as seguintes modificações:
  1. fazer os exercícios em pé e segurando uma faixa em torno do umbigo em parte das séries de contrações
  2. colocar a faixa da cintura para baixo (cobrindo bem o umbigo), deixando descoberta a parte do abdomen em que a diástase já estava fechada.
Embora tenha ficado um pouco desanimada, continuei seguindo a rotina à risca. No último dia 18 voltei para nova avaliação. Finalmente, recebi alta! O que siginifica que a diástase fechou e não preciso mais usar a faixa. Eis as medidas:

  1. acima do umbigo: zero (praticamente sem espaço)
  2. umbigo : 1 dedo - superficial (segundo a Rafaela isto é o normal, por conta da cicatriz umbilical)
  3. abaixo do umbigo: zero (praticamente sem espaço)

Na ordem: primeira consulta, após 3 semanas, após 7 semanas, final (10 semanas)

 As séries acima mostram as fotos tiradas a cada consulta. Na primeira consulta, acabei estufando a barriga na foto de perfil por ter entendido mal quando a Rafaela pediu para "soltar" a barriga. Isso distorceu um pouco a primeira série, mas não muito. A segunda série são fotos de frente com a barriga  contraída, dos mesmos períodos (para evidenciar a definição dos músculos). A barriga está um pouco marcada também pelo fato de as fotos terem sido tiradas logo após tirar a faixa para fazer a avaliação.

Daqui para a frente, a rotina de manutenção inclui os mesmos exercícios em quantidade menor e o mesmo cuidado na contração do abdomen, sempre que realizar movimentos que forcem o abdomem para frente.

Ainda há o que melhorar, mas posso dizer que atingi minha meta. Só resta levar as roupas para a costureira ajustar a cinutra :)

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Você também já foi bebê?

Crianças na idade da Lolly gostam de ouvir e descrever o mesmo evento repetidamente. Previsibilidade é algo que os faz se sentirem seguros e a repetição é um recurso usado em muitas situações. Isto tem sido bem marcante ultimamente. A Laura anda encantada com o fato de já ter sido um bebê, dentro da minha barriga. Como no sonho dela que contei  neste post.

Dentro da barriga, com 7 meses

Muitas vezes ela diz: "Mommy, did you know [that] I was a baby?" ou em português: "Mamãe, sabia que eu estava um bebê? " (Ainda confundindo as traduções possíveis do verbo to be - ser/estar :). E continua "I was very tinny... I was inside your belly!... And you?" ("Eu era bem pequenininha... Eu estava dentro da sua barriga!... E você? ") Aí ela gosta de me ouvir explicar que eu também era pequeninina e que já estive dentro da barriga da vovó Glória. Para ajudar a ilustrar, mostro fotos de quando eu era bebê. Ela também faz o mesmo com o pai e a babá.

Dentro da barriga, vista "externa" :)

A Laura adora bebês e adora "ser" bebê. Vira e mexe ela fica imitando bebês e se derrete quando vê um bebezinho. Seja bebê ou bichinho :)

Lolly e os filhotinhos de tartaruga do projeto Tamar: "Oh, so cute!.."

Como isso tem apelo para ela, às vezes usamos o "argumento" para tentar convencê-la de alguma coisa. Por exemplo, ultimamente ela tem estado seletiva para comer. Dissemos "Você adorava isso quando era bebê...". Algumas vezes funciona. Outro dia mesmo ela comeu cebola, que ela realmente adorava quando era menor e atualmente andava torcendo o nariz.

O engraçado é que ela passou a adotar a mesma frase, mesmo para coisas que ela acabou de conhecer. Outro dia ganhou um presente da vovó Glória (um acessório para o cabelo) e disse:  "I love this when I was a baby!" (Assim mesmo, com o love no presente, tipo: "Eu adoro isso quando era bebê!")

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Barriguinha pós-parto - como fazer o autoexame

Depois dos contatos que recebi por causa do post sobre a diástase, lembrei de algo que pode ser muito útil para quem quer avaliar se precisa fazer o tratamento. O livro da Julie Tupler descreve como fazer o autoexame. Recomendo o livro para quem quiser uma descrição mais precisa. No meu caso, deu uma boa estimativa. Eu medi 4 dedos de largura no umbigo e a Rafaela mediu 5.  É assim:

Duas dicas: 1) não levante tanto a cabeça; 2) melhor levantar a blusa

  1. deite no chão com os joelhos dobrados
  2. coloque a mão próxima do umbigo. Nesta posição, você vai levantar a cabeça minimamente, sem tirar os ombros do chão
  3. enquanto a cabeça está nesta posição, você examina três pontos: umbigo, uns 3 cm acima e uns 3 cm abaixo; para isso você enfia a mão na barriga, os dedos apontando para o umbigo. Você vai identificar a abertura. Veja quantos dedos cabem.
normalmente conseguimos perceber a largura da diástase (quantos dedos), mas é difícil a gente que não tem experiência avaliar a profundidade. Mas com esta estimativa você já vai ter uma idéia se é melhor procurar um especilista.

Tome cuidado para não levantar demais a cabeça. Eu cometi este erro quando avaliei a minha. Quando se levanta a cabeça mais do que deve, os músculos do abdomen se contraem mais, mascarando a largura da diástase.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Barriguinha pós-parto - resultados da 1a fase

Ontem foi a minha primeira avaliação da evolução da diástase após o início do uso da faixa e continuidade da rotina de exercícios.

No meu post anterior não tinha dado todos os detalhes da medida da diástase. São avaliados 3 pontos: umbigo, alguns centímetros acima e alguns centímetros abaixo.  Os critérios são largura (quantos dedos cabem entre os músculos retos) e profundidade (superficial, média ou profunda). A minha situação era a seguinte:
  1. acima do umbigo: 6 dedos - profunda
  2. umbigo : 5 dedos - profunda
  3. abaixo do umbigo: 4 dedos - profunda
Confesso que fui para a avaliação meio insegura, pois passamos cerca de uma semana na praia. Mantive a rotina de exercícios, mas, por motivos óbvios, tive que diminuir o uso da faixa durante o dia. Tentei compensar dormindo com a faixa alguns dias...  Mas vamos aos resultados.

Situação após três semanas de tratamento:
  1. acima do umbigo: 3 dedos - média
  2. umbigo : 3 dedos - média
  3. abaixo do umbigo: 2 dedos - superficial
É incrível! A resposta foi muito rápida.  Eu já tinha percebido visualmente, mas como a gente se vê todos os dias, acaba não notando como a mudança foi grande. Na consulta, a Rafaela também mostrou minhas fotos da visita anterior e as de ontem e fiquei de queixo caído. No final do tratamento vou publicá-las. É impressionante. De quebra, você vê os músculos definindo na barriga, coisa que nunca tive!

Segundo a Rafaela, se continuar assim, é possível que eu tenha alta já na próxima avaliação :-)

Não poderia deixar de dizer também que está sendo uma parte legal desta experiência compartilhar esta informação com as pessoas, muitas com o mesmo problema e que nunca tinham ouvido falar em díástase e trocar experiências.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

De Volta à Praia do Forte

Ok, depois de uma experiência bem "mais ou menos" quando viajamos para o Iberostar Praia do Forte em 2010, voltamos lá nas férias deste ano. Foi meio por falta de opção, pois mesmo procurando pacotes em abril, já era tarde para achar outros destinos para julho.

Desta vez foi um pouco melhor, mas no hotel em si quase nada mudou. Acho que foi melhor porque a Laura está maiorzinha e curtiu mais. Assim, prestamos menos atenção ao serviço do hotel e mais na estrutura física, com muito espaço para as crianças explorarem.

Saímos de casa no dia quase duas horas antes do voo. Foi bom, pois o aeroporto estava cheio e demoramos bastante na fila. Apesar de ser uma quinta feira, havia muito tráfego aéreo. O voo atrasou uma hora. A Laura estava super ansiosa, pois ficamos quase meia hora dentro do avião antes de decolar. 

Ao chegar em Salvador, tivemos um stress. O transfer não era privativo. Era um micro-ônibus e foi com umas 15 pessoas. Até aí tudo bem, mas o problema é que não tinha a cadeirinha que a Junia tanto tinha insistido. Outra família também reclamou. Chegamos a ligar pra mais de uma pessoa um dia antes da viagem para confirmar que realmente haveria uma cadeirinha. E disseram por telefone que não precisávamos nos preocupar, pois com certeza haveria sim a cadeira no veículo.

A Junia ficou muito irada! Eu também, mas nem tanto e falei pra ela relaxar. Houve discussão. A moça do transfer foi tentar resolver e voltou dizendo que não tinham passado as instruções pra eles. Nessa hora a Junia explodiu e citou o nome das pessoas do receptivo de Salvador com quem confirmou que teriam a cadeirinha. Já não tinha muito argumento e a mulher pediu desculpas. Disse que tinha cinto de segurança nos bancos, etc. Obviamente, Murphy tratou de fazer com que no banco em que a Junia estava com a Laura não tivesse!!! Mudou de lugar. Foi um início bem chato! Depois relaxamos. 

Quanto ao transfer coletivo, teríamos que deixar o hotel 3 horas antes do voo, pois o carro passaria por vários hotéis. Achei uma droga! Ficamos de pensar melhor se cancelaríamos a volta e compraríamos um particular, dessa vez não da CVC, obviamente.

Chegamos ao hotel depois das quatro da tarde e a Laura estava super animada! Não parava de correr e adorou o quarto! Havia uma cama especialmente pra ela, o que a deixou bem empolgada.

Decidimos que falaríamos inglês durante toda a viagem, a não ser que interagíssemos com algum brasileiro. Para a Laura, tanto faz, pois com seus três aninhos ela já é fluente nas duas línguas e não mistura as bolas.

Cama da Laura
Primeira vez numa rede!

Fomos comer algo e passamos a tarde no Kids Club, onde a Laura adorou a piscininha do navio. Ficou lá até anoitecer. Algumas fotos:

Olha o bronzeado! E ainda nem pegou sol!
Brincando no Kids Club
Jantando
Comendo pipoca no teatro do hotel
Brincando no palco do teatro

No dia seguinte acordei umas 6 da manhã e corri 10km na praia, como fiz quase todos os dias. Foi ótimo!  Tomamos café e fomos pra praia. A Laura queria ir pro Kids Club. Convencemos a ir pra praia mas mudou de ideia no caminho. Foi chorando até a praia. Mas ao chegar, endoidou! 




Ela não queria entrar no mar, mas brincou demais na areia. Fiz um buraco que minava água e ela curtiu tanto que até deitou! Uma hora ela foi correr da água e caiu. Felizmente a onda era pequena. Mas quando rimos ela ficou brava e disse: it is not funny! (não tem graça) Fez amizade com crianças na praia muito facilmente!

Esse poço fez o maior sucesso!
Fazendo amizade
Com a mamãe
Com o papai
Pop and Mom


Fomos tomar ducha fria pra tirar areia e ela ficou reclamando do frio. Fomos pro Kid's. Tentou na piscina do navio, mas tava muvucado, e ela estava com medo do balde gigante que toda hora entornava um aguaceiro! No dia anterior estava mais calmo e fez a farra até de noite. Desta vez ficou inibida. Fomos pra piscina infantil.



No almoço comeu hamburger, que ela adora, como tudo que é de carne! As opções para criança no hotel eram normalmente junk food (salsicha, hamburguer, pizza...), mas, enfim, estávamos de férias, deixamos a Laura a vontade para comer o que quisesse, inclusive doces.

Ficou com muito sono após o almoço, mas acabou não querendo ir pro quarto. Fomos pra outra área de piscinas. Entramos com ela. Brincou de pular na piscina comigo e foi perdendo o medo. Foi ótimo! Voltamos pro kids. A confiança que ela acabara de ganhar na piscina grande ajudou: ficou independente demais e foi ao meio flutuando no macarrão! Brincou também no clube interno.

Voltamos pra piscina do navio. Ficou inibida com o balde, mas ao mesmo tempo fascinada! Foi ganhando confiança até subir na escada do barco e ganhar uma espirradinha de leve do balde. Mais tarde ficou contando a estória do balde toda hora!

Olha o balde!
Senta da no golfinho, mas tensa por causa do balde!


A Laura está super sociável. Tenta rapidamente puxar conversa com outras crianças de idade parecida.

Nos outros dias a rotina foi parecida. Mas a Laura evitou ir à praia. Na verdade, o que ocorre é que tinha muitas piscinas entre nosso quarto e a praia e ela rapidamente mudava de ideia e queria ir pra piscina. Deixávamos ela se divertir como quisesse.




Quanto à comida, o hotel tem uma infinidade de doces, embora quase todos tenham gosto parecido! E a Laura só queria saber de chocolate: bolo de chocolate, sorvete de chocolate, leite com chocolate, etc. Engraçado que os donuts com calda de chocolate ela não quis provar. Eu não sou muito fã mas gostei muito. Nossa pequena comeu demais nessa viagem! Ela já é um bom garfo, ainda mais quando tem os doces que ela mais gosta!


Ready, set...
...Go!

Em relação à linguagem, a Laura fala inglês tão direitinho e naturalmente que em várias ocasiões os pais de outras crianças acharam que ela fosse estrangeira. Foi bem bonitinho!

Uma das principais atrações para a Laura foi o balde do Kid's Club, que se enchia de água a cada minuto e despejava sobre as crianças com grande estrondo. Ela ficava super apreensiva, mas ao mesmo tempo queria sempre ver! 

Com o baldão desligado, teve coragem de subir no navio

Outra atração foi o teatro do hotel. No início da noite sempre tinha alguma programação infantil, principalmente com a participação das crianças. A Laura, como é de seu feitio, não queria participar. Mas dava pra perceber que, bem no fundo, ela queria estar lá com as outras crianças, pois queria assistir e ficar perto delas. Chegou a encenar uma das brincadeiras conosco quando o teatro estava vazio. Uma hora ela se solta!

No teatro

Num dos dias fomos ao Projeto Tamar, na Praia do Forte, e dessa vez a Laura curtiu mais. Da outra ela tinha menos de um ano e meio. Foi legal, mas para quem já foi uma vez, não tem muita graça. A diferença é que estava bem mais caro pra entrar. E os táxis do hotel para a Praia do Forte aumentaram 50% de preço em dois anos!

Entrada do Projeto Tamar
Não pode faltar a foto da tartarugona
No palco do Tamar
Maquete com tartaruguinhas
Vendo os tubarões
Vendo os tubarões
Voltando do Projeto Tamar


Enfim, a viagem foi bem legal porque a pequena curtiu muito. No mais, continuamos com as mesmas opiniões quanto ao hotel, mas não nos incomodamos muito dessa vez. Pela idade da Laura foi mais fácil, pois não precisamos mais de serviço de quarto, tendo em vista que ela ficou tão ligada nas opções de lazer que não dormiu de dia. E não fomos aos restaurantes temáticos, pois estávamos sempre mortos de cansaço quando a noite chegava.

Bye bye!

Esperando o avião

Os principais problemas que sentimos dessa vez foram a falta de opções de comida que não seja a do bufê, falta de opções de pratos mais saudáveis para crianças e o vinho vagabundíssimo (na verdade, são só duas opções horrorosas). Também incomoda a ausência de sucos e frutas típicas, embora talvez tenha melhorado um pouquinho neste último quesito. Mas os sucos artificiais continuam! Mas como a Laura adorou a viagem, dessa vez foi bem melhor!