quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Viagem de Natal

Fomos passar o Natal de 2010 em Minas, como costumamos fazer todo ano. Sem a babá, viajamos no dia 22 de dezembro. Não estávamos muito preocupados com as possibilidades de caos aéreo, visto que estávamos indo em um dia relativamente tranquilo, no meio da semana, e às 10h da manhã.

Tudo correu bem até o momento em que, já na sala de embarque, ficamos sabendo que o vôo estava atrasado! Acabou pousando às 12h e saindo às 12:30. A Laurinha estava super tranquila no início, mas à medida em que o tempo foi passando e o horário da soneca dela foi chegando, ela foi ficando cada vez mais difícil. Chorou e reclamou até que a hora da decolagem. Depois se acalmou um pouco, assistindo a seus filminhos favoritos no iPod Touch. Quando pousou, enquanto estávamos dentro do avião, também chorou. Também não podemos recriminá-la, pois dá mesmo vontade de chorar ter que ficar esperando até poder sair daquela lata de sardinha e pisar no chão!

Os avós paternos, Antônio e Letícia, vieram nos pegar no aeroporto Confins, para nos levar para Sete Lagoas. Costumamos ficar lá porque tem menos gente e mais espaço para a Laurinha brincar do que na casa da vovó Letícia, em BH. Ao chegar lá, almoçamos e a Laurinha adorou as panquecas da vovó Glória.

O calor foi intenso quase todos os dias em que ficamos lá. Quase insuportável de dormir à noite. Fora as picadas de pernilongo na Laura! Num dos dias, mesmo com repelente no quarto, ela acordou chorando de madrugada e, quando a mamãe foi ver, estava cheia de picadas de pernilongo pelas pernas e braços. E não conseguia voltar a dormir de tanta coceira! Ligamos para uma farmácia e pedimos algum creme pediátrico para aliviar a coceira. O farmcêutico recomendou Betacortazol, muito bom por sinal. E só assim ela ficou tranquila e voltou a dormir. A partir de então, passamos a aplicar repelente nela para afastar aquelas pragas.

Sabendo que a neta adora uma farra na água, o vovô Noraldo havia praparado uma ducha no quintal, para a Laura se refrescar. Com todo aquele calor, a Laura não pensou duas vezes: enfiou-se debaixo do chuveiro frio e adorou.


Também adorou o balanço que o vovô instalou, principalmente porque estava montado no teto da garagem, bem alto, e permitia uma amplitude de movimento bem grande. Cada vez que ela ia lá no alto, morria de rir e pedia mais :-)

Além disso, eu também tinha trazido o seu pula-pula  para deixar em Sete Lagoas, pois compramos um outro para pôr no lugar. O pula-pula velho é uma mala sem alça, bem pesadinho! Mas deu pra despachar no Avião sem problemas.


Outra coisa que a Laurinha adorou foi a iluminação de natal feita pelo vovô Noraldo. Toda hora que ela saía para ver, soltava um "que liiiiindo, vovó!". Claro, os avós se derretiam!

No dia 23, a Sione e o João Maurício deram uma passadinha para visitar a Laurinha. Não puderam ficar para o Natal, pois passariam com a família da Sione.


No dia 24, viajamos de carro a BH para visitar a casa da vovó Letícia. A Laurinha se divertiu bastante com os primos Gaby e Filipe. Almoçamos por lá também, mas era tanta novidade que a Laurinha não quis comer muito. Só queria saber de brincar com os primos. Conheceu a coleção de bonecas da Gaby, brincou de bolhas de sabão, de casinha e até de carrinho!


No dia 25 de dezembro, como é de costume, vovô Antônio e vovó Letícia vieram a Sete Lagoas com a tia Bia e os priminhos. E foi uma festa, com aquela meninada toda correndo pra lá e pra cá. A Bisa Madalena e o Seu Domingos também vieram, como de costume, para o almoço de Natal em família. Para variar, encheram a Laurinha de presentes :-) A Bisa, por exemplo, deu um teclado musical muito legal que ela adorou!





Fizemos também alguns passeios em Sete Lagoas. Levamos a Laurinha novamente na lagoa do centro da cidade e, claro, ela já queria pular dentro d'água. Infelizmente não deu para andar de pedalinho porque era Natal os passeios não estavam funcionando. Também fomos em um parque com alguns brinquedos, como pula-pula e piscina de bolinhas.


Nosso vôo de volta a Brasília foi dia 26/12. Vovô Antônio veio nos buscar para nos levar ao aeroporto de Confins. Dessa vez o vôo saiu na hora certa e a Laurinha ficou muito tranquila. Brincou e cantou dentro do avião e nem precisou do iPod para distração!

A viagem foi bem legal e a Laura se divertiu muito. Pena que os pernilongos não tiveram dó dela e voltou cheia de picadas! As cicatrizes costumam durar até alguns meses na pele dela! Da próxima vez, vamos usar o repelente infantil antes de aparecer a primeira picada!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Brincando de Aprender

Com um ano e nove meses, a Laurinha entrou naquela fase de explosão de linguagem que dizem começar entre um ano e meio e dois anos de idade. Já percebemos que, embora ela ainda só fale frases simples e objetivas, como "let's go walk?" quando quer passear, ou "change poopoo" quando faz cocô e quer ser trocada, ela entende a maioria das coisas que dizemos. Às vezes nos surpreendemos com as reações dela ao que dizemos, quando não esperávamos que entendesse! E pelo fato de lhe estarmos dando uma educação bilingue, falando inglês dentro de casa e português fora, à primeira vista o vocabulário dela não parece muito vasto. Mas é bem grande se considerarmos as duas línguas.


Tentamos mostrar a ela diversos materiais educativos que sejam bem divertidos e compatíveis com sua idade.  Vamos, então, percebendo do que gosta mais, seja nos livrinhos, DVDs, Discovery Kids, Youtube ou até no iPod. De fato, atualmente somente mostramos o que ela pede, a não ser que seja algo novo que introduzimos. E ela tem mostrado um gosto especial por números, cores, formas e letras. Mas, claro, não deixa de ver Backyardigans!

Cada vez mais falante, ela já enumera uma série de cores e formas e consegue contar até 11 em inglês e português com muita desenvoltura (rápido, devagar ou no ritmo de alguma música). O 11 é por causa desta musiquinha do youtube aqui. Adora brincar de 1,2,3 e já! (e ready, set, go!) e já começa a reconhecer a relação entre quantidades e os plurais das palavras, embora ainda não mapeie muito bem os números nas quantidades. Por exemplo, outro dia, ao ver várias  formigas no chão, apontou o dedinho e foi contando de 1 até 9, terminando com "dez formigas". Outro exemplo, quando estava mamando, parou, apontou para cada um dos peitos e disse "one, two nummies".


As formas ela já falava desde antes de um ano. Sempre adorou o Mister Maker e suas e suas formas: círculo, triângulo, quadrado e retângulo. Ao longo dos meses ela as via em tudo para que olhava. Por volta de um aninho ela as pronunciava de forma bem básica, como "qué" no lugar de "square", por exemplo. Mas hoje já pronuncia muito direitinho, com todas as sílabas bem articuladas. De fato, de tão comuns pra ela, até perdeu um pouco o interesse e nem nos pede mais para desenhá-las, preferindo outros tipos de desenho.


Ela passou a dar mais atenção às cores há alguns meses, quando passou a brincar com placas coloridas de EVA (emborrachadas). Eu as havia comprado quando ela começou a se interessar pelas formas, depois dos seis meses de idade, para recortá-las e criar formas geométricas. Como as folhas são bem grandes, ainda sobrou bastante área, e as guardamos. Um belo dia a Laura as viu e deixamos que brincasse. O legal é que, apesar de finas, são bem resistentes e não deslizam no chão, permitindo que ela ande (ou corra!) sobre elas.

Em pouco tempo ela já estava conhecendo todas: azul, amarelo, vermelho, verde, roxo, branco, marrom, cinza, bege, laranja, rosa, preto, etc. Fala todos os nomes quando as apontamos e indica a cor correta quando dizemos o nome. Algumas cores ela não tem em EVA, mas conhece por ter visto no Youtube: magenta e ciano.


Uma brincadeira legal que fazemos com as placas é colocá-las em fila, formando um caminho. Aí seguimos pisando sobre elas e falando as cores. Ela acha bem divertido.


Quanto a letras, ela já canta quase toda aquela musiquinha do ABC e muitas vezes, quando vê algo escrito, começa a falar A,B,C..., mostrando que sabe que aquilo tem algo a ver com as letras :-) E ela que antes vivia nos pedindo para desenhar formas, como quadrados, triângulos, etc, agora prefere que "desenhemos" seu nome. Com frequência ela aponta para sua lousa ou para uma folha de flipchart e pede "Lolly", "Mommy" e "Daddy".

Também adora ver flashcards animados que associam a letra com o objeto no iPod Touch (ex: A is for Apple, B is for Ballon, etc) e filminhos relacionados no Youtube. Ultimamente ela tem adorado este aqui.

Compramos também, há alguns meses, diversos livrinhos infantis na Amazon, em formato "board book" (aqueles com folhas duras, à prova de bebês). Fizemos isso porque não é muito fácil achar bons livros em "board book" no Brasil e, quando achamos, são traduzidos (pessimamente) do inglês. Alguns perdem totalmente o sentido de ser na tradução, como um que considerava "morcego" e "xícara" como primeiras palavras aprendidas por um bebê!  (certamente traduzidas de "bat" e "cup", bem mais curtas para um bebê pronunciar). Já que queremos que ela tenha contato com o inglês desde cedo, preferimos comprar os livros diretamente em inglês. E há vários que ela adora e se diverte muito ao "ler" conosco!

O mais interessante disso tudo é que nada disso é "ensinado" a ela, no sentido tradicional da palavra ensinar. Tudo é brincadeira e, muitas vezes, sem intenção exatamente educativa. As placas de EVA, por exemplo, eram só pra brincar, mas acabaram ensinando-lhe as cores. Os flashcards animados são joguinhos no iPod para distraí-la nos momentos de mais estresse (filas de espera, pediatra, etc), mas ela acaba memorizando algumas letras. E por aí vai. Isso mostra como aprender e brincar estão tão relacionados nessa fase do desenvolvimento da criança. É só fornecer um ambiente rico (e claro, com a atenção dos pais) e elas vão tirar o máximo proveito, sem esforço. Mas também sabemos que muitas dessas coisas que ela supostamente está aprendendo não passam de memorização e só vão fazer sentido mesmo daqui a alguns meses. Mas nem por isso deixa de ser uma gracinha :-)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A adolescente que eu quero ter - parte 2

Bom, aqui vai a parte 2. Veja post anterior.


Comportamento típico do adolescenteComportamento desejadoComo ajudar a criança a desenvolver o comportamento desejado
Grita ou usa linguagem obscenaExpressa raiva de maneira apropriada1 a 3 anos: ajudar a criança a entender os próprios sentimentos, reconhecendo e dando nome ao que ela está sentindo, mas não sabe expressar
3 a 6 anos: encorajar a falar sobre os próprios sentimentos e ajudá-la a encontrar soluções quando for o caso
7 a 12 anos: ensinar técnicas para administrar a raiva, tal como ficar sozinha por um tempo para se acalmar
Não cuida dos pertencesRespeita propriedade e cuida dos pertences1 a 3 anos: não permitir destruição ou uso  inadequado dos brinquedos
3 a 6 anos: não permitir o acúmulo de muitos brinquedos que não são usados. Não substituir imediatamente brinquedos quebrados
7 a 12 anos: não ceder excessivamente aos desejos da criança. Dar uma mesada para que ela tenha que fazer seus desejos caberem num orçamento limitado
Preguiçoso, assiste muita TV e não faz exercíciosAssiste pouca TV, é ativo e se exercita.1 a 3 anos: limitar a TV a 30 minutos ou menos por dia.  Encorajar jogos e atividades físicas.
3 a 6 anos: Não usar a TV diariamente como babá. Priorizar as brincadeiras e atividades físicas ao ar livre.
7 a 12 anos: encorajar a prática de esportes.Ter em casa brinquedos, jogos e outros recursos que favoreçam atividades físicas. Limitar a TV a um tempo por dia previamente negociado com a criança
Mente tanto sobre coisas importantes quanto sobre coisas pequenas sem preocupaçãoDiz a verdade, mesmo em situações difíceis1 a 3 anos: ensinar sobre honestidade e ser um modelo de honestidade para a criança
3 a 6 anos: os erros não devem ser tratados com punição. Transformar a situação numa oportunidade de aprendizado e orientar a criança sobre como ser honesto
7 a 12 anos: ter o foco na solução do problema ao invés de ter o foco na punição. Elogiar sempre que ele for honesto.
Não se comunica com os paisTem comunicação honesta e aberta com os pais1 a 3 anos: brincar diariamente com seu filho.
3 a 6 anos: separar um tempo diariamente para ouvir a criança. Encorajar o bate-papo.
7 a 12 anos: ouvir a criança, olho no olho e sem distrações. Tente ver a vida do ponto de vista dela.
Sem traquejo social, age de forma rude e impensadaÉ gentil e trata as pessoas com consideração1 a 3 anos: ensinar boas maneiras
3 a 6 anos:relembrar a criança constantemente, de forma educada, de usar boas maneiras (Ex.: dizer por favor, obrigado, com licença)
7 a 12 anos: ser um modelo do uso de boas maneiras com seu filho e com os outros. Confiar que ele usará boas maneiras conforme ensinado (não intervindo antes mesmo de algo ocorrer).

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A adolescente que eu quero ter - parte 1

Nas minhas leituras sempre encontro orientações sobre disciplina que gostaria de compartilhar. Atualmente, estou lendo o "The no cry discipline solution" da Elizabeth Pantley e finalmente consegui um tempinho para traduzir alguma coisa. A tabela que compartilho a seguir é uma tradução livre e não autorizada de informação do capítulo "Planning ahead, looking ahead: your child as a teenager", cuja mensagem é: pense no adolescente que você espera que seu filho se torne e invista a partir da primeira infância! Como fica muita informação para um post (e porque só consigo fazer a tradução aos poucos...) vou dividir em 2 posts. Aí vai a primeira parte:

Comportamento típico do adolescenteComportamento desejadoComo ajudar a criança a desenvolver o comportamento desejado
Deixa a louça suja espalhada pela casaColoca as louças para lavar e guarda a louça limpa1 a 3 anos: ensinar a entregar o prato para você quando terminar a refeição.
3 a 6 anos: ensinar a colocar seu próprio prato na bancada ou na pia.
6 a 12 anos:fazer a criança colocar a louça na pia ou na lava-louça, ajudar a secar, guardar a louça e seguir uma rotina de limpeza como lavar a louça que sujar.
Deixa pilhas de roupas sujas no chão do quartoSepara as roupas para lavar e leva para área de serviço1 a 3 anos:ensinar a colocar a própria roupa em um cesto no seu quarto.
3 a 6 anos: ensinar a colocar a roupa suja na área de serviço ou separar as roupas (por exemplo, de cor e branca) para lavar
7 a 12 anos: participar da organização da roupa limpa como dobrar meias e camisetas e guardar as próprias roupas nos armários e gavetas.
Responde os pais quando pedem para fazer algoFaz o que foi pedido, mesmo a contragosto, sem responder1 a 3 anos: evitar dizer não excessivamente. Explicar o que você quer ao invés de dizer o que você não quer
3 a 6 anos: corrigir, educadamente, comentários inadequados. Ensinar a criança a expressar emoções negativas de maneira aceitável
7 a 12 anos:tratar imediatamente qualquer episódio de resposta inadequada. Definir comportamentos que não são permitidos. Ser consistente.
Ignora os pedidos dos paisDemonstra que entendeu o pedido e o executa1 a 3 anos: fazer pedidos de maneira simples, clara e adequada para a idade
3 a 6 anos:abaixar-se na altura da criança,  olhar nos olhos e fazer o pedido de forma clara e específica
7 a 12 anos: tomar uma atitude, fazendo com que as coisas aconteçam por meio de uma ação (tal como pegar a criança pela mão) se ela não responder imediatamente.
Esquece dos afazeres, tais como retirar o lixo
Faz as tarefas diárias sem ser lembrado.
1 a 3 anos:quando a criança fizer bagunça, fazer com que ela ajude a arrumar as coisas, tornando o processo agradável e divertido
3 a 6 anos: ter rotinas diárias de organização da casa , como ajudar a tirar a mesa.
7 a 12 anos: ter rotinas diárias de organização da casa sob sua responsabilidade, listadas num cartaz
Discute e briga com os irmãosSe dá bem com os irmãos, resolvendo desentendimentos de forma madura1 a 3 anos:ensinar como compartilhar e ser gentil e delicado com os irmãos.
3 a 6 anos:mediar brigas entre irmãos, ensinado-os como resolver os próprios problemas.
7 a 12 anos: pedir que as crianças resolvam seus problemas enquanto você monitora à distância

terça-feira, 26 de outubro de 2010

High need babies

Quão maravilhoso e gratificante é criar um filho é algo que ninguém consegue saber sem experimentar. Eu ouvi por 10 anos este discurso de outras pessoas, até decidirmos ter um filho e posso dizer que não dá sequer para ter noção da intensidade emocional que é se tornar mãe antes de viver a experiência.

Dá pra acreditar que este bebezinho é a Laurinha? Com 2 dias de idade
Assim, tenho certeza que ninguém sabe o que é criar um bebê com altas necessidades (high need babies, estou traduzindo literalmente, por não ter encontrado termo melhor...) até ter um.  A maioria das pessoas que conheço tem bebês com comportamento mais ou menos padrão, no que diz respeito a sono, necessidades emocionais... E a sensação que tenho é que devem achar que exagero quando digo que a Laurinha demanda muito da gente. Afinal, todos os bebês demandam muito dos pais, o que a Laurinha tem de especial?

Eu conheci o termo "bebê com altas necessidades" bem antes de saber o que significava, com a primeira pediatra da Laurinha. Naquela época, achando que pudesse ter algo errado com a ela, consultamos outros pediatras e acabamos trocando. Mas foi pesquisando por conta própria as caracteristicas da Laurinha que encontrei o termo "high need baby", principalmente em artigos e livros do Dr. Sears. Compreender que tinha um bebê especial fez toda a diferença para mim, pois só assim pude aceitar e responder de forma adequada as demandas da criação da Laurinha.

E o que é um bebê com altas necessidades? Antes de tudo, é um bebê intenso na forma de manifestar suas necessidades e sentimentos. Recém-nascida, conforto para a Laurinha era estar no colo e no peito, se possível 120% do tempo. Do contrário, era choro. Sem falar nos inúmeros momentos em que já tínhamos esgotado as opções e ela continuava chorando. Detalhe: ela não teve cólica. Só não havia (e não há até hoje) este nível de necessidade para  uma coisa: sono. Que é outra característica dos high need babies: acordar frequentemente. Logo de cara fomos atropelados por uma rotina que, literalmente, drenava nossas energias, com a Laurinha pendurada no peito, dormindo pouco e de forma irregular durante o dia e acordando de hora em hora à noite.

Alto nível da atividade é outra característica. Ficar quietinho no berço, carrinho ou cercado brincando sozinho? Bom vamos dividir em duas partes.
  1. Ficar quietinho no berço, carrinho por tempo suficiente para fazermos alguma tarefa doméstica, por exemplo, foi algo que nunca vimos enquanto ela era bebezinho, a não ser para comer. O colo (de preferência o meu e com movimento) era a opção. Acho que foi por volta de um ano que a Laurinha começou a apreciar ficar brincando no berço ou cercado. Mesmo assim, não por muito tempo, pois se locomovendo sozinha, ela queria estar sempre explorando outras possibilidades. 
  2. Brincar sozinha, já é outra história. Em geral, não basta estarmos por perto, temos que interagir com ela. E haja energia e criatividade, pois ela não demora a se entediar. Não tanto quanto no início, mas ainda temos que variar bastante as brincadeiras.
Eles também mamam com frequência. E mamar não é só nutrição, é um recurso muito usado para conforto e aconchego. A Laurinha hoje mama livre demanda. Mamadas longas são poucas, geralmente quando chego do trabalho e antes de dormir. Mas as curtinhas (às vezes não duram um minuto) são muito frequentes ao longo do dia até hoje e são a opção predileta quando ela está cansada, irritada ou frustrada.

Outra coisa que foi muito forte, principalmente no começo, foi a imprevisibilidade. Quando eu achava que tinha encontrado algo que funcionava, por exemplo, para fazê-la tirar uma soneca, no dia seguinte não dava mais certo. Hoje é muito mais tranquilo, temos uma rotina estabelecida. Mas até chegarmos neste ponto foram muitas tentativas e frustrações até dançarmos conforme a música... da Laurinha. Ou seja, o segredo é conhecer bem o temperamento dela para descobrir as melhores opções e ser persistente.

Uma outra característica que acho importante é a dificuldade que ela tem de acalmar-se sozinha para dormir. Ela precisa de ajuda para adormecer e, até hoje, toda noite eu a amamento e embalo até ela dormir. O que se repete cada vez que ela acorda à noite.  A novidade atualmente é que ela tem descido do meu colo e pedido para ajudá-la subir no berço. Normalmente ela volta para o meu colo logo depois, mas às vezes se deita e dorme no berço.

E as novas fases vem, como para todas as crianças, mas em geral, temos que lidar com a intesidade própria da Laurinha. Agora mesmo começaram as birras... mas isso é assunto para outro post.

Dito tudo isso,  vem o lado positivo: acho que o mesmo nível de energia que torna a rotina da Laurinha desgastante, é o mesmo que faz dela uma criança também intensamente viva, carinhosa e esperta, que compensa todo o esforço com momentos de alegria de sobra. O fato de ela nos exigir tanto faz de nós pais mais antenados, envolvidos e participantes, que buscam mais informação e formas de interagir e entretê-la, o que talvez não fosse nossa realidade se ela fosse um bebê anjinho.

Engraçado como tudo vira rotina... só hoje, com a Laurinha com 1 ano e 8 meses  é que me dei conta de nunca ter escrito sobre um tema tão do nosso dia-a-dia quanto high need babies!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Passeio na Torre de TV

Em 3 de outubro, depois de votar, levamos a Laurinha para um passeio na Torre de TV. Na verdade, a motivação para irmos até lá foi que haviam reaberto a fonte da torre, que estava em reforma havia algum tempo. Como a Laurinha adora água, então achamos que iria gostar.

Fonte da torre de TV: só molhança!

E realmente adorou! Também gostamos muito! A fonte é imensa e muito bonita, com jatos pra tudo quanto é lado. Mas em dia de muito vento, como foi esse em que fomos até lá, nuvens de água são lançadas contra as pessoas e fica todo mundo molhado. Obviamente, foi a parte que a Laurinha mais gostou! O calor estava bem forte e deixamos que ela aproveitasse a farra.

Fonte da Torre de TV (um pedaço da Torre no alto, à direita)

Brasília é uma cidade com muitos lugares pra se visitar, mas especialmente no Eixo Monumental há o problema da aridez. É muito difícil suportar um passeio por algum monumento depois das dez da manhã, devido ao sol forte e à falta de sombras (em nome da arquitetura!) Mas a fonte da Torre de TV é uma opção ótima, pois os esguichos liberam constantemente uma chuva fina bem refrescante. Nosso passeio foi por volta das dez e meia da manhã e o calor já estava bem forte, mas nem dava pra sentir.

Em seguida aproveitamos para subir ao mirante da Torre de TV. Queríamos ver a reação da Laurinha lá em cima do mirante, que fica a 75m de altura e permite ver a cidade toda. Ela começou a reclamar já no elevador, o que é normal, pois ela não gosta muito de elevadores. É engraçado que, ultimamente, dá pra saber bem quando ela está desconfortável com alguma coisa: tapa os ouvidos com os dedinhos, como que para se desconectar um pouco do problema :-) Consideramos isso uma evolução, pois significa que ela está aprendendo a lidar com sua ansiedade sem cair imediatamente no choro, que seria a resposta mais natural para as crianças mais novas.

No alto da Torre: a danadinha pediu pra subir no parapeito!

Lá em cima ela logo saiu correndo para explorar o mirante. E quis subir no beiral com toda a coragem! E olha que é muito alto e até eu fico desconfortável! No final, ficamos só uns 5 minutos lá em cima, pra tirar umas fotos, e descemos. Depois de algum choro no elevador (duas vezes em seguida foi muito pra ela), quando saímos compramos um pica-pau de madeira com rodinhas pra ela, que logo esqueceu o desconforto daquela lata de sardinhas.

Vovô e vovó, olha eu aqui no alto!

Passeio bem legal e ótima opção para as crianças, agora com a reabertura da fonte!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Histórico do sono

A Laurinha não dá trabalho para ir adormecer à noite. Temos uma rotina bem estabelecida, que muitas vezes é iniciada  pela própria Laurinha. Vamos diminuindo o ritmo, as luzes da casa, nos despedindo das brincadeiras, até que vem o banho, a história, mamar e dormir.


Já permanecer dormindo é outro departamento. A Laurinha nunca dormiu muito bem. Com exceção de um período entre 2 e 5 meses de idade, em que ela dormia a noite toda, ela sempre demandou nossos cuidados à noite. Na época em que o Douglas revezava comigo, chegamos a tentar o desmame noturno. Que foi mais ou menos bem sucedido: a Laurinha chegou a dormir períodos de 6 horas initerruptas por um tempo, até ter uma gripe. Claro que com a gripe eu liberei o peito novamente e voltamos à estaca zero.

Depois disso, resolvi continuar fiel ao princípio de atender as necessidades noturnas da Laurinha, enquanto for tolerável para mim e não afetar o equilíbrio da família. Embora o Douglas tenha relutado um pouco, eu o convenci de que eu conseguiria assumir sozinha a rotina da noite. Achávamos que isso era temporário e que a Laurinha dormiria cada vez melhor com o passar do tempo. Mas a realidade não foi bem essa.

Nos últimos tempos, o mais comum é a Laurinha acordar 2 vezes por noite.  3 vezes  ou mais nas noites ruins (nascendo dente, nariz congestionado...). E é muito difícil para o Douglas fazê-la dormir, pois ela só aceita que eu a pegue do berço, quando acorda no meio da noite. A soneca do dia ela ainda dorme com a babá (único momento em que pega chupeta), mas à noite, só a mamãe (e o peito) resolve. De qualquer forma, embora ainda não possa falar em tendência (o progresso nunca é linear!), as coisas vão melhorando. As noites em que ela acorda apenas uma vez têm se tornado mais frequentes.

Alguns pais contam com orgulho que seus filhos dormem a noite toda, como se isso fosse indicativo do quanto são bons pais. Mas o fato é que isto tem pouco ou nada a ver com seu estilo de criação. Em geral, fatores biológicos e o temperamento da criança são mais determinantes para o despertar noturno do que outros motivos.

Até mais ou menos os 2 anos de idade, os ciclos de sono REM, que é o mais leve e durante o qual estamos mais sujeitos a acordar, são mais frequentes e mais curtos nos seres humanos. Biologicamente, os bebês precisam ter um sono mais leve mesmo, para não correrem o risco de não despertar quando estiverem com fome ou com algum desconforto mais sério. É questão de sobrevivência. Do ponto de vista neurológico, os cientistas dizem que este padrão está relacionado com o desenvolvimento e amadurecimento do cérebro. E alguns bebês simplesmente são mais vulneráveis que outros a acordar neste período. Aí entram mil teorias que poderiam explicar esta vulnerabilidade, como o temperamento da criança, que diz o quanto ela é sensível ou adaptável. Sem mencionar a influência de eventos como dentição, ansiedade de separação, resfriado...

Além de não querer interferir com o caminho natural do amadurecimento neurológico e psicológico da Laurinha, afinal, cada criança tem seu tempo, o principal fator para que eu prefira acordar à noite para atendê-la é que acredito nos benefícios psicológicos de estar disponível para ela. Acredito que isso faz parte do investimento necessário, principalmente nos dois ou três primeiros anos de vida, para o desenvolvimento equilibrado da Laurinha como pessoa.

Neste período, a criança está desenvolvendo a confiança nos pais, e somos modelo para todos os demais relacionamentos que ela terá ao longo da vida. Quando eu me mostro disponível para atender suas necessidades, eu estou passando a mensagem de que ela é importante, de que ela pode contar comigo (dia ou noite :-), e, por extensão, no futuro, que pode confiar em si mesma e nas pessoas. Isso não significa fazer tudo que ela quer ou poupá-la das frustrações com as quais ela já tem que lidar. Trata-se apenas estar sintonizada com o que ela precisa, principalmente do ponto de vista emocional.

Estou mimando ou deixando a Laurinha no controle? Não acho. Até porque, se não desse conta da rotina, teria buscado outras alternativas (suaves e graduais, sempre!). Mas pode parecer que sim, para os que têm uma visão autoritária de disciplina, onde tudo é uma questão de poder e controle.

Também não acho que estou fazendo com que ela se torne mais dependente do que seria natural para a idade. Acho que eu a estou apoiando a conquistar sua independência. Quando crio a confiança de que suas necessidades são levadas a sério e dou toda atenção e amor que ela precisa, estou ajudando a Laurinha crescer mais segura. Além disso, se você atropela o processo, forçando a criança a assumir uma independência para a qual ela ainda não tem maturidade,  ela pode até se comportar como você quer em uma situação específica, mas a insegurança vai permanecer e se manifestar em outros aspectos da vida dela.

Em suma, estou aguardando e dando suporte para que ela atinja a maturidade do sono naturalmente. Sem desmame, "treinamentos" (estilo Tracy Hogg), deixar chorar ou outros artifícios, que, na minha opinião levam em conta mais (ou só) a conveniência para os pais do que o benefício para a criança. É desgastante, exige muita energia e paciência, mas tenho certeza de que será compensador.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Visita dos avós paternos

Duas semanas após a visita dos avós maternos vieram visitar a Laurinha seus avós paternos. Chegaram no dia 4 de setembro, um sábado, à tarde.

Avós paternos em Brasília

Novamente, a Laurinha só ficou meio ressabiada no início, mas logo foi se soltando. Achamos que ela ficou meio confusa com tanto vovô e vovó. Afinal, há poucos dias já tinham vindo os outros avós!

Brincando com os gatinhos pela grade

Mas logo ela já estava mais à vontade e até brincando com eles. Quando eles estavam na sala, ela vinha correndo lá do quarto procurando o vovô. Queria toda hora colocar o fone de ouvido do radinho do vovô para ouvir também.

Correu para ouvir o fone do vovô


No domingo nós passeamos pelas quadras e deixamos a Laurinha conduzir o passeio. Ela quis atravessar o eixão e ir até as quadras 200. Logo achou um parquinho e já quis subir nos brinquedos. Depois atravessamos de volta e ela correu para o parquinho de costume, da quadra vizinha à nossa.

Escalando (tadinha da mamãe!)

Também fomos ao Parque da Cidade, onde mal chegamos e ela já correu para o balanço. É engraçado que ela passa vários minutos sentadinha no balanço e parece que vai ficando com sono. Então, de repente, pede pra descer e já sai correndo por aí.

Balanço no Parque da Cidade

Além dos passeios com a Laura, aproveitei para levar meus pais ao Congresso Nacional. Minha mãe já tinha ido, mas meu pai não conhecia.

Ida ao Congresso (túnel do Anexo IV)

Visitação à Câmara (Relíquia do Antigo Plenário ao fundo)


Por fim, a Laurinha parece ter gostado bastante da visita. No último dia já chamava o vovô e a vovó de forma bem natural. E ficou bem tranquila para tirar umas últimas fotos no colo.

Última foto antes de partirem (o cabelo pra cima é porque é bem cedo!)

Boa viagem, vovô e vovó!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Festinha de Dois Anos do Guilherme

Como no ano passado, a Laurinha foi convidada para a festa de aniversário do Guilherme e não podia perder, pois tinha adorado a última, apesar de só ter seis meses naquela ocasião. Os titios Paulo e Patrícia nos convidaram a pedido do papai, José Eduardo. Foi no Minas Brasília Tênis Clube, no dia 28 de agosto. Também estavam lá vários coleguinhas da natação e até as professoras.

A Laurinha foi com um lindo vestidinho e estávamos crentes que iríamos tirar muitas fotos dela assim. Mas não deu tempo de tirar nenhuma foto com o vestidinho, pois no momento em que chegamos à festa e que ela viu a meninada brincando nas duchas, ficou doidinha pra ir brincar também! Mal deu tempo de trocar sua roupa :-)
Lá vai ela...

O dia estava bem quente e deixamos que ela se esbaldasse. É impressionante como ela gosta de água! E, apesar do calor, a água tava muito fria. Mas ela nem ligou.

Que beleza!


Passamos um pouco de aperto, pois queria ir nos brinquedos toda molhada. Acabamos por tirar seu vestidinho de brincar e a deixamos mais à vontade. Não faltou rolar na grama e subir nos brinquedos toda suja de capim :-)

No balanço, toda suja de capim


Achamos que ficaríamos pouco tempo, devido à proximidade da hora da soneca da tarde dela, mas acabamos mesmo passando a tarde na festinha, pois ela estava se divertindo muito.

Titio Paulão, amigão do papai



E lá vem ela querendo se ver na câmera!


O tema da festa foi o Cocoricó e, como a Laurinha também é fã, aproveitamos para tirar uma fotos dela no cenário.

Entre a Lilica e o Astolfo (ela também adora o Cocoricó)

Quando ela viu o cavalo Alípio, reconheceu logo e veio correndo. Acho que veio correndo mais foi porque viu que o Guilherme, o aniversariante, já estava lá brincando com ele :-)

Disputando o Alípio com o aniversariante!

Quando o Guilherme pulou do Alípio para a vaquinha Mimosa, a Laura teve sua chance de se sentar no Alípio também. Mas adivinha: nem ligou e correu atrás do Guilherme, querendo subir na Mimosa também! O brinquedo do outro é sempre mais divertido :-)

Disputando a Mimosa com o aniversariante!

Ao final, ela adorou a festinha do Guilherme, o que dava pra ver pelo estado de sua roupa e de seu cabelo! O ruim é que brincou tanto que perdeu a hora do descanso.  Ficou super irritada na hora de ir embora. Foi um custo para sentá-la na cadeirinha do carro.

Parabéns Guigui!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Visita dos avós maternos

Vovó Glória, Bisavó Madalena e Vovô Noraldo vieram visitar a Laurinha e passar alguns dias conosco. Chegaram no dia 20 de agosto, à tarde, e voltaram no dia 23, pela manhã.


Imaginamos que a Laura iria estranhar tanta gente na casa, pois incluindo a babá e a diarista que veio para deixar a casa em ordem e cozinhar nesses dias, éramos sete adultos durante o dia e cinco durante a noite. Mas foi tudo bem tranquilo.

No início ela ficou meio ressabiada. Mas logo foi se soltando e já estava se comunicando com eles normalmente e mesmo citando os avós nas brincadeiras. Por exemplo, ao beber água ou comer alguma coisa, além de oferecer ao papai, à mamãe e à babá, também oferecia ao Vovô, à Vovó e à Bisa! Principalmente a Bisa teve que fingir bastante que estava comendo a comidinha da Laura, pois esta lhe oferecia com muita frequência :-)


Fizemos alguns passeios por perto de casa mesmo, com a Laurinha e os vovôs. Como sempre, o primeiro lugar pra onde ela quer ir é ver o "miau" :-) É que tem uma clínica de gatos na quadra e há sempre alguns gatos por perto. Quando não há, eles ficam no subsolo e espiando por uma grade no nível do piso.


Ela corre pra baixo e pra cima, atrás dos gatos. A maioria é bem mansinha e até rola no chão quando a Laurinha passa a mãozinha em seu pelo. Mas um deles é meio mau humorado e já até ensaiou dar uns tapinhas nela ao ter o rabo puxado! Já ela morre de rir da brincadeira.

Durante a estada, a Ieiê, mãe da babá, veio para cuidar da cozinha. Ela cozinha muito bem e nem precisamos sair para comer fora. Exceto uma noite em que achamos interessante pedir uma "Pizza Genérica". Esse é o nome da pizzaria que fica na nossa quadra. É barata e a entrega é muito rápida.

A visita foi bem legal para a Laurinha, pois pôde passar um tempo em sua própria casa com a presença dos avós maternos. Nas viagens que fizemos a BH, ela costumava ficar meio estressada com a mudança geral: casa diferente e pessoas diferentes. Achamos que ela se comportou melhor tendo gente diferente do dia a dia, mas em sua própria casa.


Mesmo depois que os avós partiram, a Laura ainda ficou se lembrando da visita, pois de vez em quando soltava um "vovô" ou "vovó" durante as brincadeiras!


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Marcos de desenvolvimento

A Laurinha está se desenvolvendo muito bem. É incrível a rapidez com que as coisas têm acontecido: um dia ela mal falava e no outro já está cantarolando pela casa! A tabela abaixo (adaptada de tabelas de marcos do  Babycenter) mostra os marcos de desenvolvimento a partir dos 15 meses. Ela acabou de fazer 18.

O que estiver marcado de azul é que ela ainda está começando a fazer, mas ainda não domina. De verde é o que já faz. De rosa é o que já domina há muito tempo. E o que estiver de preto é que ainda não faz mesmo.
























































Alguns comentários sobre a tabela:

Achamos que essa tabela é meio conservadora, pois pelo menos no que se refere ao vocabulário, ela já está mais avançada do que o esperado para uma criança de 23 meses. Com certeza ela já usa regularmente mais de uma centena de palavras. Isso incluindo inglês e português. Várias palavras ela já fala nos dois idiomas e já está começando a perceber quando usar um ou outro idioma. Só para exemplificar, algumas palavras e expressões que ela usa regularmente,  (na verdade, as que conseguimos lembrar, pois ela usa muito mais):

- Alimentação: carne, "meat", "pasta", "corn", água, "water", "juice", "cooky", pão de queijo, "cake", "grape", "pizza", papinha, banana, "apple", "mushroom", "toast", "bread", "ice cream", "strawberry", "orange", "chocolate", balinha, "raisins", "soup", sopa, "pear", "egg", "apricot"

- Corpo: "hair", "head", "ear", "nose", "eyes", "mouth", boca, "teeth", "tongue", "chin", "cheek", "neck", "hands", mão, "feet", "belly", "pee pee", xixi, "poopoo",cocô

- Animais: "dog", auau, "cat", miau, "bird", passarinho, "horse", "cow", pintinho, piu piu, cocó, "butterfly", borboleta,"bee", "frog", formiga, "duck", quaquá, "caterpillar", minhoca, "bunny"

- Seres inanimados: "ball", bola, "car", carro, "TV", árvore, "tree","flower", "moon", lua, "sun", sol, "rain", chuva, "cloud", "train", "bus", "hay", "chair", "book", "mirror", "boat", "iPod", "umbrella", balinha, "flower", folha, "bicycle", "balloon"

- Figuras: "square", quadrado, "circle", círculo, "triangle", triângulo, "rectangle", retângulo, "star", "toing toing" (quando desenhamos um mola), "woaaa woaaa" (quando fazemos linhas sinuosas)

- Personagens que ela já cita: Pablo, Uniqua, Tyrone, Tasha, Austin, Supersábia, Nemo, Teletubbies, "Lilo & Stitch", "Chicken Little", Pocoyo, Pato, Elly, Barney, Baby Bop

- Programas e filmes: Backyardigans, Lilo & Stitch, Toy Story, Garota Supersábia, Willa e os Animais, Pocoyo, Barney & Friends

- Formas verbais: "run", corre, "fall", "fell", caiu, "jump", pula, peguei, pega, achou, "found", "eat", comer, "up" (para que a peguemos), "down" (para ajudarmos a descer), subir, descer, "help" (quando quer que a ajudemos a abrir algo, etc), "open", "on", "off", "sleepy sleepy nighty night" (quando quer dormir ou quer sossego), "see" (quando quer nos mostrar algo), passear, "walk"

- Números: já conta de 1 a 10, tanto em inglês quanto em português. Porém, claro, os números ainda não significam muito para ela (somente os recita). Mas é interessante que ela de alguma forma sabe que estão relacionados a quantidades, pois sempre que vê várias coisas juntas, começa a "contar" :-) E sempre que está organizando as coisas em uma caixa, por exemplo, vai contando também.

- Letras: adora a musiquinha do alfabeto e já fala várias sequências de letras direitinho. Também recita algumas frases de jogos do iPod (ex: "A is for apple", "B is for balloon", etc)

- Frases: já pede por favor com: "please mommy xxx", onde xxx pode ser "nummies", "water", "TV", etc. Também agradece com um "thank you!" bem entusiasmado quando lhe damos algo :-) Fora o "bidado" (obrigado) que também fala com frequência. Outras: "hello", "good morning", bom dia, "where are you xxx?" (onde xxx é o nome de alguém que ela está procurando), "what are you doing?" (para chamar nossa atenção quando está fazendo algo engraçado ou perigoso), "where are you going xxx?"  (onde xxx é a pessoa que ela quer que corra atrás dela), "come on" (para que acompanhemos)....

- Outras: diz "this" para tudo, apontando o dedinho, quando não sabe o nome. Por exemplo, aponta para os vidros de shampoo quando está no banho e diz "this". Aí pegamos um e damos pra ela, que diz: "oto" (outro), indicando que não era aquele que ela queria. Está começando a usar "another one". O tempo todo já usa "yes" e "no".

Ah, sim: optamos por escrever as palavras que ela diz e não como ela diz, já que ainda não pronuncia tudo direitinho.
 
Correndo atrás da câmera para se ver no filminho

Quanto à parte motora, anda na ponta dos pés, às vezes anda marchando e adora descer rampas correndo. E já tenta até dar cambalhota! Passa o dia todo encostando a cabeça no chão e levantando o bumbum para que a ajudemos a completar o movimento. Algumas vezes chegar a tentar e cai de lado, rindo! No pula-pula dela, gosta de tentar escalá-lo e depois cair de costas morrendo de rir. Sobe no sofá e nos puffs.

Pra cachorros ela não tem dado muita bola, mas vive correndo atrás dos gatos da clínica veterinária perto de casa. Quando saímos de casa ela quer ir direto para lá. Quando se escondem debaixo dos carros estacionados, para fugir dela, ela se abaixa e procura por eles!

Procurando os gatos

Aponta o controle remoto para a TV e fica apertando os botões quando quer ligar ou ver algo diferente do que está passando.

 Já consegue usar alguns aplicativos no iPod sozinha (claro, ainda não sabe iniciá-los, mas basta colocarmos que ela fica brincando). Por exemplo, gosta de estourar bolhas, fazer cócegas no ursinho, escolher músicas em um aplicativo musical, escolher o filminho que quer ver de uma lista, etc.

Nas questões de relacionamento, com muita frequência pede "please" e diz "thank you" (às vezes fala mesmo "obrigado", ou melhor, "bidado"). Gosta de dividir a comida com todo mundo e não esquece de ninguém. Nos dá abraços apertados com frequencia :-)

Nas brincadeiras, gosta de pedir para revezarmos e já faz referência a si mesma. Por exemplo, ao brincar de cair no chão, primeiro ela cai e diz: "Lolly fell!". Aí diz: "mommy!" para a mamãe também cair. Depois diz "daddy" e por fim diz "Lolly" e cai de novo! A mesma coisa quando experimenta os óculos escuros da mamãe ou um chapéu: pede pra todo mundo colocar e depois diz seu próprio apelido e coloca em si mesma.

Escorregando do parquinho (ai de nossas costas!)

Adora se olhar no espelho. Quando está comendo, colocando um chapéu, ou segurando algum brinquedo, por exemplo, corre para o espelho para se ver realizando a ação.

Outra coisa interessante é que já percebe quando está fazendo xixi ou cocô. Pára para fazer e anuncia: "Lolly poo poo" ou "Lolly pee pee". Em breve devemos começar o "potty training", visto que esses são os primerios sinais de que a criança está pronta para isso.

A única coisa que não está evoluindo bem é a questão do sono. Ainda acorda no mínimo uma vez no meio da noite e só a mamãe para fazê-la voltar a dormir. Mas como ela já pede para dormir, achamos que é só questão de tempo mesmo para que perceba que dormir é bom e acordar no meio da noite é chato.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Passeios no Eixão

Uma das vantagens de se morar no Plano Piloto, em Brasília, é o fechamento do Eixão para carros nos domingos e feriados. Aproveitamos para levar a Laurinha para passear lá aos domingos, visto que ele passa ao lado da nossa casa.

Eixão - Asa Norte - Brasília

Para quem não conhece, o Eixão é a rodovia que passa ao longo das asas norte e sul e as divide ao meio. No mapa abaixo, trata-se do arco amarelo que corre de cima abaixo, no meio da imagem (DF-002). Na parte de cima está a Asa Norte e na de baixo a Asa Sul. As quadras residenciais ficam dos dois lados do Eixão.


Tanto a Asa Norte quanto a Sul são bastante arborizadas e se parecem com parques. E quando os cerca de 12Km do Eixão estão fechados, as pessoas podem circular livremente por ele, andando de bicicletas, patins, carrinhos de bebês, etc., aumentando ainda mais a sensação de se morar em um parque. Pode parecer estranho que se possa achar agradável caminhar no asfalto, mas na verdade tem área verde contínua dos dois lados da pista. Sendo assim, temos sempre, a poucos metros, um gramado com a sombra de mangueiras, ipês, jamelões, etc.

Brincando de cair no meio do Eixão Norte

A Laurinha adora correr em disparada nesses passeios. O asfalto sem desníveis dá mais segurança e ela vai que vai. A única preocupação é que ela não trombe com alguma bicicleta pelo caminho! O que não é tão legal é o fato de ela gostar de se sentar ou até se deitar. Preferimos não impedir que se divirta, mas estamos sempre com as toalhinhas umedecidas e o vidrinho de álcool a postos nessas horas.



Correndo no Eixão Norte


Os passeios costumam ser bem agradáveis, pois vamos lá pelas 9h da manhã, quando o sol ainda não está forte. Alguns dias mais frios (sim, Brasília tem frio de vez enquando), precisamos agasalhá-la mais.

Laurinha e mamãe

Laurinha e papai

Outra vantagem é não precisar pegar o carro para fazer esse tipo de programa. Gostamos bastante e a nossa pequenininha também!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Passeios no Parque da Cidade

A Laurinha tem gostado bastante de passear no Parque da Cidade. Costumamos ir até lá em alguns fins de semana. Também vamos ao Olhos d'Água, mas este achamos pior, apesar de ser mais próximo, pois tem menos espaço para ela correr livremente.

Brincando na areia

Se tem algo que ela gosta é de areia! E o legal é que a areia no Parque da Cidade é mais limpa do que nos playgrounds da nossa quadra e da quadra vizinha, que mais parece terra. Lá parece mais com areia de praia. O que é bom quando se leva em consideração que ela gosta de jogar areia pra cima, em si mesma e em nós!

Dando canseira na mamãe no foguetinho

Outra coisa que ela adora é o foguetinho. Logo pede para que a levemos lá e fica subindo e descendo o tempo todo. Quando está na ponte, fica pulando tentando fazer com que balance, o que é bem engraçadinho :-)
Pulando pra fazer a ponte balançar (danadinha!)

Também aproveitamos para renovar o estoque de bolhas de sabão, que ela curte bastante.

A única desvantagem de ir até lá é que não é muito pertinho de casa (levamos uns 20 minutos para chegar) e, ao final do passeio, ela fica muito cansada e chora para não sentar na cadeirinha do carro. O que fazemos é distraí-la até que aceite se sentar para podermos ir pra casa.