terça-feira, 31 de maio de 2011

Sob controle

Como falei no post anterior sobre o assunto, a Laurinha passou por uma avaliação psicológica no início de maio, com o objetivo de analisar o comportamento associado à constipação. O trabalho consistiu de uma entrevista com os pais, duas sessões para observar a Laurinha e uma para apresentar o laudo que seria encaminhado para a gastropediatra. Além disso, entre uma sessão e outra respondemos a alguns questionários e levantamos informações do padrão de defecação da Laurinha, para subsidiar a análise. A Dra. Laura (sim, ela é xará da Laurinha) fez ainda uma visita à escola, como parte do acompanhamento que continua fazendo à distância.

A Dra. Laura fez um ótimo trabalho que nos ajudou a entender não só episódio da constipação como a entender melhor o comportamento da Laurinha de forma geral. De quebra, sua visita à Maple Bear foi uma oportunidade em que ela também falou sobre a constipação e o temperamento da Laurinha com as professoras e confirmou a ótima impressão que temos do ambiente escolar.


Uma preocupação que eu tinha, a questão da recompensa, se resolveu sem intervenção. A Dra Laura iria nos orientar como tratar este condicionamento, mas Laurinha mesma se desinteressou pela recompensa (a recompensávamos cada vez que fazia cocô). De lá para cá, o comportamento de retenção foi desaparecendo e seu padrão de defecação retornando ao normal.


Confirmando nosso sentimento, a Dra. Laura também não recomendou iniciar o desfralde da Laura por enquanto. Ela também recomendou retirar gradualmente a medicação, apontando para o risco do intestino da Laurinha ficar dependente da lactulose. Nisto contamos com a gastropediatra para fazer uma programação para o “desmame” da lactulose.


Ser criança não é brincadeira!
A Laurinha continuará em tratamento até setembro. Continua com a medicação na dose atual até fim de junho. Depois passa julho e agosto com metade da dose. Passará setembro sem medicação, e então retornaremos à gastropediatra.


Como disse, a Dra. Laura continua acompanhando a Laurinha à distância e podemos sempre contrar com sua assitência preciosa nos casos de dúvida ou alguma episódio que nos preocupe. Além disso, ela nos orientará quando formos fazer o treino de toalete.


Em resumo, a rotina da Laura voltou praticamente ao normal. Ainda requer algum cuidado, mas estamos monitorando e contando com o apoio necessário.

domingo, 22 de maio de 2011

Playground em casa

A Laurinha adora um pula pula :-) O primeiro ela ganhou quando tinha por volta de uma ano de idade e tinha formato circular. Gostava que a colocássemos nele e ficava caindo de costas! Ainda não sabia pular de verdade. Esse nós levamos pra Sete Lagoas no último natal e deixamos lá, pra ser um trambolho a menos pra levar da próxima vez!

Felipe e Laurinha no primeiro pula-pula, que deixamos em Sete Lagoas

O outro nós compramos no fim do ano passado, justamente para substituir o que foi para Sete Lagoas. Ele parece ser melhor um pouco e é no formato de um castelo, sendo quadrado. Ocupa menos espaço porque se encaixa nos cantos da sala, mas o tamanho é o mesmo que o do anterior.

Laurinha e o segundo pula-pula, armado na sala

O terceiro foi um trampolim que compramos para poder desinflar o pula pula de castelinho e sua compra foi meio inesperada.

Tínhamos ido ao Extra comprar umas fraldas e a Laura já chegou procurando pelo balanço que fica armado lá na seção de jardinagem, mas eles o tinham retirado. Depois viu um trampolim encostado em umas caixas e se interessou. Eu o virei ele para ela subir e ela se esbaldou! Não queria mais sair dali! Decidimos comprar, pois já queríamos mesmo algo assim pra poder desarmar o pula pula que estava ocupando quase metade da sala havia várias semanas. Colocamos no carro e fomos pro parque e ela esqueceu completamente dele. Mais tarde chegamos em casa e ela foi tirar sua soneca enquanto eu aproveitava pra montar o pula pula.

A Laura acordou do sono da manhã por volta das duas e bem falante. Disse que tinha brincado no escorregador e com playdoh e começou a cantar músicas da escola. Devia ter sonhado!

Daí eu disse que tinha uma surpresa na sala. Ela veio atrás de mim, correndo. Viu o trampolim montado e adorou. Pulou até e pediu para assistir Chicken Little deitada nele :-) Nem queria almoçar, mas depois a convencemos. Mesmo assim, não comeu muito e quis descer da cadeira pra brincar. Deu trabalho desinflar o pula pula e montar o trampolim, mas valeu pela alegria dela. Engraçado é que estamos chamando de "trampoline" mas ela nos corrige e diz "no, it's the jumpo!!!". Provavelmente é como chamam na escola.

Laurinha no "jumpo"

Ela também já tem em casa, há vários meses, uma tenda com piscina de bolinhas. Faz a maior bagunça quando entre e sai, jogando bolinhas pra todo canto. Mas sempre insistimos para que ela mesma recolha as bolinhas que tenham caído fora da tenda, o que ela, cedo ou tarde, acaba fazendo. Aliás, haja paciência, pois nossa tática é o convencimento e não a imposição pela autoridade. Até porque queremos que execute suas obrigações de bom grado e não na base da força.

Laurinha e sua amiga Bibi na tenda de bolinhas

Pra completar o playground em casa, mandamos instalar um balanço na cozinha pra ela se divertir quando não der pra sair de casa. Ela adorou, embora a instalação não tenha ficado muito boa, pois o assento acaba ficando um pouco de lado.

Balançando-se na cozinha

Fora isso, tem as cambalhotas no sofá, os pulos na cama, as dancinhas em cima dos puffs, etc. Tentamos não vetar o que ela faça que não incorra em riscos de se machucar, pois queremos mais é que desenvolva muito bem suas habilidades motoras. Enfim, deixamos que ela se diverta bastante também dentro de casa. Juntando isso com a escola pela manhã, a natação à tarde duas vezes por semana e idas diárias aos playgrounds próximos de casa, achamos que deve ficar bem cansada! Seria muito bom se isso se refletisse em noites de sono bem dormidas, mas a danadinha ainda tende a acordar de madrugada com alguma frequência. O consolo é que já foi pior e está melhorando aos pouquinhos.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Primeiros trabalhos escolares

A Laura já desenvolveu diversos trabalhos escolares nos primeiros quatro meses de escola e estamos super orgulhosos! Ok, na maioria das vezes ela nem deve entender direito ainda do que se tratam e alguns dá pra ver que ela teve uma boa ajuda das professoras, mas não deixa de nos deixar todos babando, desde os pais até os avós!

A escola trabalha com unidades que duram duas semanas. Por exemplo, houve uma unidade sobre a família e uma sobre alimentação (frutas e vegetais). Chegaram a fazer uma excursão ao supermercado para visitar a seção de frutas e verduras e para comprar algumas.

Quanto aos trabalhos, o primeiro que ela trouxe para casa foi álbum dos primeiros meses de escola. São vários trabalhinhos reunidos numa pasta com a foto dela na capa. Achamos particularmente legal o decalque das mãozinhas na capa também, como se fosse uma assinatura!

Trabalhos dos primeiros meses de escola

Depois teve o "My First Book", que inclui diversos trabalhinhos relacionados a frutas e vegetais. Teve um evento com as famílias, o "Maple Bear Open House", para apresentar esse livrinho.

Livrinho sobre frutas e vegetais

No evento, os pais fizeram o final da aula juntos com os filhos, participando das atividades e depois sentando-se à mesa com eles para folhear o livro. No caso da Laura, a primeira parte, a de participar das brincadeiras, não correu muito bem. A Junia não pôde ir e fomos eu e a babá. Assim que os pais começaram a entrar na sala de aula e ela me viu, deu pra perceber a cara de espanto, como se tivesse sido pega de surpresa. Eu a abracei e beijei e ela só ficou me olhando e olhando para os outros pais.

Assim que começou o "Circle Time", que é quando todos se sentam em círculo para iniciar as atividades, ela começou a chorar dizendo que não queria. Até a professora fez cara de espanto, sem entender o motivo do choro. Outras crianças pareciam também estar estranhando um pouco, mas só a Laura chorou! Mas isso está de acordo com o perfil dela: precisa de um tempo para se adaptar ao ambiente. Tanto que, na segunda parte, quando nos sentamos para ler o livrinho dela, entrou no clima rapidamente. Ficava repetindo os nomes das frutas e verduras que eu apontava com entusiasmo e quis repassar várias vezes.


Laurinha e papai lendo o livrinho juntos

Não podemos deixar de falar também dos presentinhos do Dia das Mães, é claro! Ela pintou uma sacola de supermercado que ficou uma graça! Deu para a mamãe durante o encontro de comemoração ocorrido no Parque da Cidade.


Presente do dia das mães

E fez também uma peça de argila com sua mãozinha impressa e um cartãozinho. Se já foi tão emocionante ver a mamãe recebendo esses presentinhos da nossa gatinha, nem posso imaginar o que vou sentir no dia dos pais!

Segundo presente do dia das mães


A seguir, algumas fotos do conteúdo do álbum e do livrinho, além de outros trabalhinhos.


Apresentação: trabalhos escolares

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Primeiro Boletim Escolar

Como o tempo passa rápido! Outro dia mesmo estávamos imaginando como a Laurinha se adaptaria à escola. Agora não só já faz quase três meses que ela começou a estudar, como já tivemos nossa primeira reunião de pais, com direito a boletim escolar e tudo!

O primeiro boletim escolar da Laura



O primeiro boletim escolar da Laura

A professora falou muito bem do comportamento dela e frisou que ela tem uma ótima relação com os colegas. As sextas feiras são o dia de levar um brinquedo de casa e sempre se espera algum atrito entre as crianças. Mas a Laura não se abala quando algum colega pega seu brinquedo.

Na verdade, ficamos até surpresos com isso, pois, ultimamente, quando vamos com ela no playground, costuma não gostar de dividir o brinquedo com os outros colegas. Outro dia mesmo, chegamos em um playground com escorregador e carrossel e ela parou e começou a reclamar de longe, porque queria ir sozinha no carrossel e outras crianças já estavam lá. Em outra ocasião, no Parque da Cidade, ela estava brincando de escorregar pelo casco de uma estátua de tartaruga quando chegou um coleguinha e subiu no casco. Imediatamente ela olhou para ele e disse: "não pode!", querendo que ele saísse. Mas também não faz muito drama e conseguimos desviar sua atenção para outras coisas.

Outro elogio foi em relação à linguagem. De acordo com a professora, a Laura entende tudo o que é dito na sala de aula e fala com ótima pronúncia, superando as expectativas. Se considerarmos que tudo o que é dito é em inglês, por se tratar de uma escola canadense, podemos afirmar que nossa estratégia de lhe dar uma educação bilingue está dando ótimos resultados. Um exemplo que a professora deu foi que, em uma atividade em que estavam ensinando os nomes dos animais através de fotos, ela mostrou a figura de uma foca e, na hora, teve um branco em relação ao nome em inglês. Quando perguntou aos alunos, a Laura não hesitou e logo disse: "the seal!". A professora disse que ficou admirada.

Minha garota!


Também come muito bem sozinha e permanece sentada durante todo o lanche, sendo bem disciplinada.

Já os pontos que precisam melhorar um pouco são que ela não participa muito deliberadamente das atividades. Prefere mais observar do que participar, aparentando ainda alguma timidez. Porém, é preciso levar em conta que ela está há apenas 3 meses na escola e que houve mudança de professora há um mês e meio. Além do que, ela fica mesmo um pouco tímida com estranhos. Já em casa, ela coopera bastante nas atividades. Algumas vezes precisa de algum convencimento, mas por fim ela coopera. Por exemplo, quando sentamos para "ler" com ela e ela espalha os livros pelo quarto, pedimos que ela os recolha e muitas vezes ela não quer, preferindo ir para outra atividade. Damos um tempo a ela e, se continua não querendo, transformamos a organização dos livros em uma brincadeira e ela vem logo ajudar a guardar.

Outro ponto é que não tem muita noção do perigo de algumas coisas. De fato, achamos que ela é muito corajosa, tentando fazer coisas que realmente oferecem algum perigo. Por exemplo, cada vez mais tem subido nas coisas e tentado pular, ou escorregar. No parque, tenta subir as escadas dos brinquedos, mas sem olhar para o chão, não percebendo que pode se dar mal ao enfiar o pé nos vãos. Achamos que é uma combinação de falta de noção, devido à idade, e de coragem.


Parabéns, chuchuzinho do papai!

Por fim, é muito bom ver essa avaliação por parte das professoras, visto que até hoje as impressões que temos da nossa filha sempre foram só nossas. E é emocionante ver como ela está se desenvolvendo bem na escola, pois essa era uma grande preocupação, tendo em vista seu temperamento meio esquentado :-)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Melhoras

Em linhas gerais, o primeiro gastropediatra que consultamos confirmou nossa avaliação (de problema comportamental) e passou um tratamento também parecido com o que haviamos visto na literatura. Na prática, corrigiu para mais a dose do remédio para facilitar o trânsito intestinal (Lactulona). Indicou um laxante (Minilax) mais adequado para as emergências (para ser aplicado a no 3o dia sem evacuar, para quebrar o ciclo vicioso). Aconselhou ainda a dar castanhas e mais água, além de colocá-la no vaso ou troninho regularmente, após as refeições principais, para aproveitar o reflexo gastrocólico para criar o hábito de evacuar.



Pegando carona no reflexo gastrocólico: livros e ipod pra relaxar

Embora tenhamos ficado meio resistentes a introduzir a prática de colocar no vaso, pois avaliamos que a Laurinha ainda não está pronta para o desfralde, seguimos todas as orientações e tivemos um bom resultado.  Outra coisa que ele recomendou e que não está muito alinhada com as orientações que usamos na criação da Laurinha é recompensar cada vez que ela evacuasse. Para não ter dúvida, seguimos tudo, inclusive isto.

Entretanto, na madrugada do dia 21/04 tivemos um susto. Passamos a noite em claro com a Laurinha reclamando da barriga. Levamos ao hospital e, pela ecografia, ela estava com muito gás e ainda muito cocô para ser evacuado. Ficamos meio preocupados com o quadro e acionamos o gastropediatra, que infelizmente não nos atendeu.

Como já tínhamos marcado uma consulta com outra gastropediatra, muito recomendada, aproveitamos a oportunidade para termos uma segunda opinião. E ficamos encantados com o atendimento da Dra. Lenora, que tem PHD na área, é professora na Unb, tendo sido inclusive professora do atual pediatra da Laurinha. Ela levantou todo o histórico da nossa pequena, desde o nascimento,  e também da nossa família, do ponto de vista gástrico. Ela abriu basicamente 2 possibilidades, sem fechar diagnóstico: alguma alergia alimentar que provoque a constipação ou a constipação de fundo comportamental. Como os indícios apontam mais para o comportamento (este quadro é comum em crianças inteligentes e perceptivas, que não querem repetir uma experiência negativa), a primeira coisa que faremos é uma avaliação com uma psicóloga especializada em comportamento relacionado com constipação (que a dra. Lenora nos indicou), para depois, se concluírmos que não há nada comportamental, investigarmos a hipótese de alergia, que é mais agressiva, pois implica em exames e restrições alimentares muito rigorosas.

Então, enquanto avaliamos a primeira hipótese, manteremos o tratamento que estamos fazendo inalterado.

Em resumo, as coisas estão sob controle. O evento do dia 21 foi só um susto mesmo. A Laurinha tem evacuado regularmente, embora sob medicação e com monitoramento e incentivo de nossa parte. E já agendamos com a psicóloga para avaliar a necessidade de um acompanhamento ou nos dar orientações sobre como proceder, se bastar fazer alterações na estratégia atual.

Particularmente, eu estou preocupada com a história da recompensa. O problema com sistema de recompensas é que ele ensina a criança a depender da aprovação alheia para se sentir bem consigo mesma, ao invés de ensiná-la autoconfiança. Vamos ver qual é a avaliação da psicóloga.