domingo, 30 de maio de 2010

Viagem de Férias para a Bahia - parte 6

Parte1: Férias!
Parte2: Chegada ao hotel e primeiro dia
Parte3: Segundo dia: Mais chuva
Parte4: Terceiro dia: Finalmente o Sol!
Parte5: Visita à Praia do Forte e ao Projeto Tamar
Parte 6: Restante da viagem e conclusão

Nos dias que se seguiram as coisas ficaram meio repetitivas: praia, piscina, passeios pelo resort, Lucy's Club, etc.

Laurinha "jogando" xadrez

Acabamos voltando mais uma vez à Praia do Forte para comprar umas lembrancinhas para distribuir a parentes e amigos. E também conseguimos jantar em dois restaurantes temáticos do resort.

O primeiro era um restaurante oriental que servia comida chinesa, japonesa, indiana, etc. Pedi um prato com camarão que estava muito bom. Tinha um buffet com alguma variedade, incluindo sashimi. Mas achei o restaurante meio apertado e o cardápio bem limitado para um restaurante dito "oriental". Além de somente ter dois tipos de vinho e um de espumante, o menu infantil é terrível: só macarrão! Por fim, a Laurinha até que se comportou. Mas tivemos que levá-la para fora do restaurante algumas vezes, para se distrair.

Querendo se ver na câmera, no restaurante oriental

O segundo restaurante temático em que fomos era um japonês, no resort Iberostar Bahia, que fica do lado do Iberostar Premium. De fato, os hóspedes do segundo podem usufruir das instalações do primeiro, mas não vice-versa. Uma van transporta os hóspedes entre os hotéis. Quando chegamos lá, ficamos impressionados com umas estátuas de dois orixás logo na entrada do hotel.

Estátua de Oxum no Iberostar Bahia

Estátua de Iemanjá no Iberostar Bahia

Era daqueles restaurantes em que as pessoas se sentam em uma mesa retangular, em torno no cozinheiro, que fica no meio, preparando a comida e fazendo show. Foi bem divertido, com direito a comida em chamas, malabarismo com espátulas, etc. E a comida (camarão e polvo, no meu caso) não estava mal. A Laurinha deu bem mais trabalho neste, chorando muito e não se consolando com nada, talvez porque já se aproximasse da hora dela dormir. Não porque ela se assustou com o show, pois já estava assim antes de começar e, de fato, nem chegou a ver, pois ficou do lado de fora com a babá. Chegamos lá às 19:30 e, contando com a espera pelo cozinheiro, ficamos pouco mais de uma hora.

Painel do restaurante japonês no Iberostar Bahia

Eu gostei bastante, mas a Junia nem tanto, principalmente levando em conta que ela só comeu frango, arroz e tempura de legumes, pois não come frutos do mar (muito menos crus!) E também levando em conta o fato de ela ter ficado um bom tempo consolando a Laurinha, que não queria ficar com a babá. Foi bem difícil, pois a Laura estava muito agitada e não queria ficar parada um minuto.

Por fim, após oito dias no Iberostar Praia do Forte, achamos que a viagem valeu a pena. A Laurinha se divertiu bastante e nem sentiu muito a mudança de rotina. Também tentamos manter mais ou menos os mesmos horários para as atividades, como fazemos em casa. E pudemos descansar também.

Em relação ao resort, aqui vão nossas observações:


Prós:

Muita variedade de comida, em todas as refeições. Muitos doces. "All inclusive" pra valer, ou seja, até serviço de quarto estava incluído (o que não faz muita diferença, pois não é bom).

Vários restaurantes, inclusive temáticos. Mas é difícil usufruir disso com crianças pequenas.

Possibilidade de usar as instalações do Iberostar Bahia.

Beleza do local, limpeza e decoração.

A infraestrutura para crianças pequenas é boa. Possuem berços, carrinhos de bebê e têm, inclusive, uma copa do bebê. Mas para crianças um pouco maiores é melhor, pois podem fazer atividades com o pessoal do hotel e deixar os pais liberados.

Contras:

Apesar da diversão, não gostamos da praia. Comparada às de Maragogi e às de Natal, para onde fomos em outras ocasiões, o mar da Praia do Forte é muito bravo. Tivemos bandeira vermelha na praia rigorosamente todos os dias, de modo que ninguém se arriscava a nadar de verdade. Outra coisa que não gostamos foi da falta de vento. Além disso, o sol estava de rachar, mas praticamente não ventava. Logo, lá pelas 9h da manhã já estava quase insuportável sair de debaixo das barracas.

A comida é boa, mas por ser no Nordeste, eu esperava ver mais comidas típicas. E frutas, então, praticamente só se via aquelas mais comuns, que parecem ser o padrão nos hotéis: mamão, melão, melancia, goiaba, etc. Poucas vezes vimos algum suco de frutas típicas. Acho que vi cupuaçu e cajá em uma ou duas ocasiões. O mais absurdo que achamos foi a forte presença de sucos artificiais!!! Para quem vai escolher um hotel no nordeste para aproveitar os sabores regionais, não recomendamos o Iberostar.

Restaurante à la carte somente os temáticos, para os quais é preciso fazer reserva. Ou seja, para comer ou beber com qualidade superior à de um buffet, só no jantar e só com reserva. E, pelo que vimos, só no restaurante Gourmet mesmo (que não aceita crianças), pois nos outros que formos, os cardápios continuavam limitados.

Não tinha vinho decente (só um tipo e super vagabundo). Para conseguir, com muito custo, um segundo tipo, tínhamos que pedir diretamente ao maître e esperar sentados. Muito ridículo.

No quarto, só tinha café solúvel (e uma cafeteira), água, refrigerante e cerveja. E as bebidas somente eram repostas dia sim dia não. O restaurante que servia jantar não servia à la carte. A impressão é que somente se podia comer e beber com um pouco mais de requinte no restaurante Gourmet que, por acaso, não aceita a entrada de crianças.

O serviço de quarto é ridículo. Talvez seja por isso que também está incluído. Não o utilizamos nenhuma vez, pois somente começa a funcionar às 11h da noite e o cardápio tem basicamente uns sanduíches.

O serviço do hotel é bem mais ou menos, naquele ritmo bem moroso. Não achamos os funcionários muito bem treinados nem muito simpáticos. Vimos mais cortesia e simpatia por parte do pessoal responsável pela animação do resort.

Conclusão

Saímos de lá com uma impressão de que "amarram mixaria" na comida, para usar uma expressão bem mineira! O serviço de quarto é limitadíssimo. O "all inclusive" absoluto deles, ao incluir tudo e não dar opção de extras, na nossa opinião, fez com que a qualidade caísse. Alguns podem achar besteira, mas achamos inadmissível não terem uma carta de vinhos e nem oportunidade de se pedir à la carte no restaurante principal. Isso era possível nos restaurantes com reserva, mas aí está outro problema: o número de reservas depende do número de dias da estada. Por exemplo, ficamos 8 dias e tivemos direito a 4 reservas.

O efeito prático disso é que, por exemplo, para se comer um camarãozinho ou algum prato ou fruta típica, só rezando para que apareça no buffet. Ou descobrindo um restaurante temático que o possua e queimando uma reserva. E para se tomar um vinho diferente daquele aguado que serviam também era complicado.

A variedade da comida era grande, mas nenhuma novidade. Ir ao Nordeste para comer praticamente o mesmo se come no dia a dia em São Paulo ou em Brasília é meio decepcionante.

Em resumo, é um bom resort mas, pelo preço, esperávamos mais. Para quem quer badalar o dia inteiro e a noite toda, deve ser legal. Mas para quem vai em família e quer mais tranquilidade, momentos como o almoço e o jantar ganham mais importância e aí, paradoxalmente, está o grande ponto fraco do Iberostar: muitas opções de restaurantes, mas oferecidas de uma forma incompatível com a suposta alta qualidade do resort, esta refletida no preço.

Foi o primeiro resort de um grupo espanhol a que fomos e não gostamos muito da maneira deles de atender. Acho que não voltaríamos lá, tendo em vista outras opções mais interessantes no Nordeste. Por exemplo, já fomos ao Salinas do Maragogi e achamos bem mais agradável e aconchegante, com um restaurante principal com atendimento à la carte sempre e comida e bebida surpreendentemente excelentes. Lá voltaríamos com certeza!

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