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Mostrando postagens com marcador Positive Discipline. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Reading on the go: the new generation


Sempre amei ler. Depois que a Laura nasceu, como conto nos posts "Reading on the go" e "Vivendo, lendo e aprendendo", buscar literatura sobre desenvolvimento infantil, criação, disciplina, educação, desempenharam um papel central na minha adaptação à maternidade. Vou além: diria que esta literatura desempenhou papel central em nossa adaptação e desenvolvimento como família.

Conto com orgulho que a Laura nunca ficou de castigo ou muito menos apanhou para "aprender" a se comportar. Temos uma dinâmica familiar que considero muito bem sucedida (não perfeita, claro!). E atribuo boa parte deste sucesso às tantas coisas que os livros nos ajudaram a colocar em prática. As leituras passaram por desenvolvimento cognitivo, emocional... personalidade, literatura alinhada com attachment parenting e positive discipline (há muitos links para livros e artigos relacionados aqui no blog. Role a página e veja o quadro "Leituras recomendadas" à direita)... Hoje não tenho dúvida: criar um filho é algo muito complexo e importante demais para deixarmos tudo por conta da intuição e/ou senso comum. "Quem ama educa"? Eu diria que quem ama se educa!

Aliás, um parêntese: falando em "Quem ama educa", do Içami Tiba. Foi um dos primeiros que li na minha busca de informações. Não me lembro o suficiente do livro para fazer um comentário justo, mas o que posso dizer é que não deixou uma boa impressão. Pode ter sido o momento em que li. Mas, foi um dos livros que me fez pensar que deveria existir algo mais. E fui parar na seção de "Parenting" da Amazon.  Lá o meu problema foi selecionar títulos dentre a fartura de opções.  Quando eu procurava nas livrarias no Brasil, se desse sorte, encontrava algo escondido na seção de auto-ajuda ... Não sei se as coisas melhoraram de lá para cá, mas este era o cenário de 5 anos atrás.

Para não ser injusta com a literatura nacional, um dos livros que li e também me impulsionou em busca de opções mais adequadas para nossa família foram os então best sellers,  da "encantadora de bebês", Tracy Hogg, como conto neste post.

Enfim,  infelizmente, como vão notar, a maioria da literatura que recomendo é em inglês, sem versão disponível no Brasil.



Mas, voltando à leitura, o que começou como necessidade logo virou fascinação e quase compulsão. Fiquei absolutamente viciada em literatura relacionada a educação e desenvolvimento infantil!! Só que, tempo para ler é, digamos... um fator limitante. Para otimizar meu tempo, pude contar com as medias eletrônicas. Elas me apresentaram um novo modelo de leitura: ler a qualquer hora e em qualquer lugar.

Hoje tenho grande quantidade de ebooks no meu celular, principalmente para Kindle. Embora tenha Kindle (dispositivo), acabei preferindo o celular pela praticidade. Leio em qualquer lugar quando tenho um pouco de tempo. Aprendi a valorizar qualquer minuto disponível e hoje tenho uma lista considerável de livros lidos. Salas de espera e filas podem ser o paraíso :) Como diz Gretchen Rubin no seu "Happiness Project" a gente subestima o que é capaz de fazer em pequenos intervalos de tempo se for disciplinado para usá-los de forma consistente.

Ok, até aqui falei mais do mesmo em relação aos posts relacionados. Agora, a novidade:  não só voltei a ler livros fora do meu tema preferido, como estou lendo mais. E até reli alguns livros. Como, se mal tinha tempo para ler os livros que considero prioritários?! Agora tenho uma nova arma: audiobooks.

Tudo começou ao me interessar pelo livro "Welcome to your child's brain".  Não tinha versão para Kindle. Ou importava o livro (papel, oh, no!) ou comprava o audiobook. Conversei com o Douglas e decidimos experimentar. Para ler o livro, deveríamos assinar um serviço, da Amazon, o Audible. O acesso ao serviço é por meio de uma de uma app para IOS e Android. Há vários tipos de assinatura que te concedem créditos para adquirir livros. Fizemos a assinatura básica (grátis no primeiro mês!) e adoramos!

Hoje audiobooks são a nossa principal forma de "leitura". Como é tudo da Amazon, alguns são sincronizados (tecnologia Whispersync) com o livro texto para Kindle. E se paga mais barato para adquirir a versão para Kindle de um audiobook que você já tem e vice-versa.

No início eu literalmente parava para ouvir, como fazia quando lia um texto. A medida que  me adaptei a velocidade da narração e minha compreensão do áudio foi melhorando, eu passei a ouvir os livros enquanto fazia tarefas domésticas. Foi aí que a mágica aconteceu: assim consigo ler muito mais. E, por tabela, estou aprimorando meu listening. As good as it gets!

Todos usufruímos do serviço, inclusive a Laura, pois há livros para o público infantil. Às vezes colocamos livros para ela ouvir ao invés de contarmos ou de ela ler uma história. A experiência é bastante agradável. Os livros são lidos por narradores profissionais e às vezes até por atores.

Até agora, a única coisa que lamento é que nem todos os títulos que procuro tem audiobook, apesar da variedade ser bem grande. Fica a dica: Audible. Recomendadíssimo.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Retrospectiva 2013 - Amadurecendo


2012 foi marcado pelas várias transições que ocorreram com a Laurinha. De 3 para 4 anos, foi realmente a passagem de bebê para criança pequena.  Em  2013 vimos a "mocinha" continuar crescendo: progressos em relação à sua independência em atividades como alimentar-se, cuidar da própria higiene, vestir-se, etc.  Progressos cognitivos, como na leitura e na escrita (de que vou falar mais adiante). E, na parte motora, também vimos avanços na coordenação motora fina (principalmente desenho e escrita) e grossa, como maior equilíbrio  e destreza nas atividades físicas, maior coordenação e graça para dançar.

Coordenação motora fina: desenhando e escrevendo o nome de seus personagens favoritos

Mas o que marcou mesmo 2013 foi o amadurecimento emocional da Laura.  Houve um salto em seu comportamento nas interações sociais e em  seu nível de autocontrole.

A Laura tem uma personalidade em que se destacam a sensibilidade alta, intensidade das emoções  e uma primeira reação negativa à situações novas, pessoas novas... Esta combinação de características sempre demandou bastante paciência da nossa parte para lidar com seu comportamento nas interações sociais.  E, principalmente, demanda discernimento (e "educated guesses") para apoiá-la a lidar com suas dificuldades respeitando seu temperamento e seus limites.

Para ilustrar, uma questão com a qual vínhamos lidando desde que a Laura entrou para a escola eram suas reações nas situações em que ela tinha que se expor. Começando com a exposição dentro de sala, como o open house ou o star of the week,  e chegando à participação de apresentações em eventos envolvendo toda a comunidade escolar, enfrentamos choro, ansiedade, resistência, desistência de participar já em cima do palco.

Para as atividades em sala, procurávamos prepará-la sempre que julgávamos necessário, falando do assunto e às vezes até "encenando" alguma coisa de forma lúdica. Com nosso apoio, a parceria das professoras, e seu próprio desenvolvimento, estas situações foram sendo superadas e hoje ela participa com entusiasmo.

Já a participação nas apresentações "públicas" seguia com avanços e retrocessos, mas nunca foram situações tranquilas. E, na grande maioria, ela sequer chegou a subir ao palco.

Nunca forçamos nada. Normalmente a Laura dizia que queria participar, ia bem nos ensaios.  Sempre tentávamos nos comportar como se ela fosse participar como todas as outras crianças e a preparávamos para as apresentações como os demais pais. A nossa ideia era apoiá-la até onde ela conseguisse ir, valorizando seus progressos ao longo do processo, mesmo que não chegasse ao resultado (participar da apresentação) no final.

Claro que ficávamos frustrados quando ela não se apresentava. Ou constrangidos diante dos outros pais, pois ela era normalmente a única a se comportar assim. Ao falar para a Laura como nos sentíamos  nestes momentos, procurávamos passar a mensagem de que nunca a forçaríamos a participar de apresentações se ela não quisesse e que tínhamos confiança de que ela iria participar quando se sentisse pronta.

Confesso que tinha medo que este ciclo de se preparar e desistir na hora H criasse um padrão negativo. Felizmente não foi o que aconteceu. Sempre contando com a parceria das professoras da Maple Bear, em 2013, a partir do segundo semestre, a Laura participou de todas as apresentações: ballet do dia dos pais, encerramento do ballet e festa de Natal da escola.

Apresentação de Ballet do Dia dos Pais
O divisor de águas foi a apresentação de ballet do Dia dos Pais. Eu não fui assistir e o Douglas chegou propositalmente "atrasado" (chegou um pouco depois do começo e ficou observando de longe). Fez esta tentativa de ficar escondido, porque, normalmente quando a Laura nos via chegar para uma apresentação, ela queria alívio imediato para ansiedade ou medo que estivesse sentindo e corria para nossos braços, ao invés de participar.  O Douglas achou que ela já conseguiria se segurar se não nos visse e resolveu fazer o teste.

A Laura ficou nervosa no início. Mas foi se soltando e se divertindo com a apresentação. Quando o Douglas viu que ela já estava bastante engajada, ele apareceu e a apresentação correu sem maiores problemas. Ficamos com a impressão de que ela percebeu, nesta oportunidade, que conseguia dar conta de suas emoções e fazer o que queria naquele momento, que era participar.

Não perdemos de vista que sua personalidade continua a mesma e que, em situações com as quais ela não sinta familiaridade, ela pode reagir como antes. Mas a nossa aposta é que seu desenvolvimento, a crescente exposição a situações diferentes e o suporte adequado da família e escola, a ajudem a progredir, a adquirir mais confiança em si mesma e autocontrole. Foi muito importante começar a construir um lastro de experiências positivas neste tipo de situação.


Apresentações de fim de ano


A despeito das dificuldades que descrevi, a Laura não tem problemas de socialização. Relaciona-se bem com os amiguinhos e é bem popular em sua turma da escola. É do tipo que procura se enturmar quando chega a uma festa ou playground, desde que tenha seu tempo para "aquecer".

Ainda no campo da socialização, este foi o ano em que começaram os "playdates": em julho a Laura  recebeu o primeiro convite para passar a tarde sozinha na casa de uma amiguinha. Fiquei insegura a princípio, pensando se não seria muito cedo para que ela saísse desacompanhada, mesmo com pessoas em quem confiamos. Na verdade, ela sempre foi tão grudada conosco que achei que ela nem iria. Enfim, permitimos. E não é que ela foi toda faceira, como se tivesse feito isso a vida toda? Chegou do passeio radiante! Realmente a Laura demonstrou mais independência do que achávamos que ela tinha. A partir daí foram muitos encontros para brincar durante o ano e também recebemos muitas amiguinhas. Adoramos a experiência!

Dá pra notar um maior "traquejo" social da Laura também em pequenas coisas do dia-a-dia, como estar menos arisca no relacionamento com as pessoas em geral,  na interação com familiares com quem ela se encontra com menos frequência e até na relação conosco, no que diz respeito a demonstrações de empatia e preocupação. A Laura percebe logo quando ficamos aborrecidos ou algo não vai bem. Não que ela não notasse antes, mas agora pergunta o que está acontecendo, quer ajudar... Como ela mesma diz "Você sabe como sou sensível, mãe...".

Em 2013 fizemos também nossa primeira viagem realmente longa, estivemos em Orlando (vamos contar em outro post...) em outubro. Tivemos o cuidado de pegar voos noturnos e o mais curtos possível para minimizar o desconforto e o tempo de espera, já que poderíamos dormir boa parte da viagem. Correu tudo super bem. Em dezembro a Laura provou que estava pronta para viagens longas mesmo ficando acordada todo o percurso: resolvemos ir de carro para Sete Lagoas para passar o Natal e ela reclamou quase nada durante a viagem, não mais do que nós mesmos.

Como contamos neste post, após o início da leitura em 2012, 2013 foi o "boom" da escrita.  Ela tem escrito bilhetes (normalmente para expressar raiva ou frustração), legendas ou fala dos personagens nos desenhos que faz, cartões, placas... A leitura também avançou bastante. Aumentou a fluência e já consegue ler livros simples, estes com uma ou poucas frases por página. Muitas vezes lê sozinha ou com pouca ajuda a história na hora de dormir!

Ano passado postamos pouco. O Douglas estava fazendo pós-graduação e quase não tinha tempo.  E o tempo ficou menor para mim também. Aliás, seus trabalhos foram sobre bilinguismo, e neste post há um resumo dos principais benefícios que ele identificou em sua pesquisa.  Ainda estamos vencendo a inércia e tentando colocar alguns fatos importantes de 2013 em dia!



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Vivendo, lendo e aprendendo

De vez em quando a Laurinha pede que a balancemos usando uma manta. Funciona assim: ela deita no meio e eu e o Douglas seguramos as extremidades. Ela adora!

Laurinha: 0, 6, 12, 18, 24 e 30 meses


Dias atrás, eis que estávamos as duas sozinhas e ela me pediu “Let’s swing in the cloth?”(Vamos balançar no pano?). Eu disse que não era possível, pois precisávamos de duas pessoas para segurar as extremidades. Ela não entendeu e continuou insistindo. Então eu peguei um de seus bonecos e pedi que ela segurasse uma extremidade da manta e então o balançamos. Adivinha o que ela falou depois da experiência: “Now Lolly!”! (Agora a Lolly!). Então eu perguntei: “Who’s gonna hold the other end?” (Quem vai segurar a outra ponta?) e ela: “Lolly!”. Não é uma graça?


Este é só um exemplo de como as crianças nesta faixa etária falham em fazer as conexões lógicas mais simples, as que consideramos totalmente óbvias. Por quê? Simplesmente porque ainda não atingiram maturidade intelectual para isso! Todo mundo acha casos como estes bonitinhos e compreende este tipo de limitação. 


Mas e quando a criança dá uma birra daquelas em público e nos torna alvo de todas as atenções? Não só não tem graça,  como às vezes reagimos de forma quase tão imatura quanto a criança, dando a nossa própria “birra”. Mas neste caso a criança também está se comportando assim por uma limitação: ela não é capaz de expressar sua frustração de forma aceitável... 


Crianças menores de 3 anos raramente se comportam mal.  3 anos é considerada a “idade da razão” (quando a criança começa a desenvolver o raciocínio lógico). Crianças nesta faixa etária simplesmente têm o comportamento inadequado em várias ocasiões (como nas situações acima), porque ainda não alcançaram maturidade intelectual, emocional, motora, etc. para ter determinadas habilidades que lhes permitiriam agir de outra forma. Elas também não tem a experiência no convívio familiar e social que lhes dariam condições de saber e entender qual é o comportamento socialmente aceitável. Além disso, elas tem, instintivamente uma curiosidade e vontade de experimentar que muitas vezes supera suas habilidades para fazer o que pretendem.

Esta é uma das coisas que aprendi nas minhas leituras: entender o que é esperado para cada faixa etária, que habilidades a criança já  tem ou o que possivelmente ainda lhe faltam, faz muita diferença na forma como você lida com cada situação. Neste aprendizado até o momento, ainda destaco algumas coisas que tem funcionado para nós:


Disciplinar nada tem a ver com punir. Tem haver com ensinar habilidades para que a criança desenvolva autocontrole, capacidade de cooperar e responsabilidade. Quando você pune uma criança você está oferecendo a ela uma oportunidade de se sentir má, injustiçada ou inadequada, mas não está ensinando nada a respeito do que ela deveria fazer para não cometer o mesmo erro no futuro. 


Cada criança nasce com um temperamento próprio e entendê-lo e aceitá-lo é importantíssimo para um relacionamento equilibrado e feliz com seu filho. Alguns temperamentos são mais fáceis de lidar, outros mais difíceis. Nosso papel é respeitar os limites e canalizar as vantagens e desvantagens de cada um da melhor maneira. Para uma leitura rápida sobre o assunto, recomendo o artigo The Origin of Personality



Ser firme não é ser autoritário, ou agressivo. Ser firme significa definir regras, informá-las ao seu filho e/ou definí-las em conjunto com ele e seguí-las. É ser consistente. Assim você está sendo respeitoso com o seu filho e também ensinando respeito. Naturalmente, nenhuma regra precisa ser seguida a qualquer custo. Ás vezes a situação pede alguma flexibilidade. E saber ceder ou negociar no momento certo, também ensina a criança a desenvolver estas habilidades por meio do seu exemplo.


Estudar faz diferença. Ler sobre educação infantil, sobre o que é esperado de acordo com o temperamento, a faixa etária... Não significa que com informação você vai passar a dominar todas as situações ou fazer tudo certo, mas a informação ajuda muito a direcionar melhor nossos esforços.  Também ajuda analisar os erros, aprender com eles e tomar decisões melhores no futuro. Estudar também facilita escolher um estilo de criação.  Fica mais fácil ser coerente e consistente na sua forma de agir e se relacionar com a criança quando você elege os princípios coesos que direcionam suas atitudes. Por outro lado, seguir uma literatura sem senso crítico e sensibilidade sobre o que é adequado para a sua família também não tem muito sentido, temos que buscar um equilíbrio entre intuição e conhecimento.


Respeitar o ritmo da criança. Cada criança alcança os marcos de desenvolvimento num ritmo próprio. É bom ter referências sobre o tempo esperado para cada marco, para estar atento a oportunidades de aprendizado ou possíveis problemas. Fora isso, comparar com outras crianças normalmente leva a uma visão distorcida da realidade para mais (achar que a criança está muito adiantada) ou para menos (achar que a criança está com algum atraso). Usar a comparação para inspirar a seu filho a se comportar bem então... provavelmente só vai reforçar nele o sentimento de que ele não atende suas expectativas. 


Não tomar decisões no calor da situação. No momento da raiva, perdemos a capacidade de raciocinar, é científico. Como é que esperamos tomar alguma atitude sensata em um momento destes? Assim, a primeira coisa a fazer num momento de crise é dar um tempo para a criança se acalmar e para que você mesmo se acalme. Depois, fica mais fácil discutir juntos o que aconteceu e buscar soluções. Mais uma vez você também estará sendo modelo para seu filho uma forma equilibrada de lidar com conflitos.


Bem, como tenho poucas oportunidades de postar, acabo querendo escrever tudo de uma vez só... e resumidamente.Talvez o post tenha ficado grande e um pouco vago. Para ajudar a clarear, fica a indicação de livros que já li. Acreditem: li todos enquanto esperava em filas, consultórios médicos, durante o lanche e ou por poucos minutos antes de dormir. A maioria em formato eletrônico usando Kindle, iPhone ou Netbook.

  1. Positive Discipline by Jane Nelsen (May 30, 2006) (Este tem tradução para o português - Disciplina Positiva)
  2. Positive Discipline: The First Three Years: From Infant to Toddler -Laying the Foundation for Raising a Capable, Confident Child (Positive Discipline Library) [ by Jane Nelsen Ed.D., Cheryl Erwin and Roslyn Ann Duffy];
  3. Positive Discipline for Preschoolers: For Their Early Years--Raising Children Who are Responsible, Respectful, and Resourceful (Positive Discipline Library) by Jane Nelsen Ed.D., Cheryl Erwin and Roslyn Ann Duffy (Mar 27, 2007)
  4. Positive Discipline A-Z, Revised and Expanded 2nd Edition: From Toddlers to Teens, 1001 Solutions to Everyday Parenting Problems by Jane Nelsen Ed.D., Lynn Lott, H. Stephen Glenn;
  5. The Discipline Book: Everything You Need to Know to Have a Better-Behaved Child-From Birth to Age Ten.by William Sears,MD and Martha Sears, RN; Volume 1;
  6. The No-Cry Discipline Solution: Gentle Ways to Encourage Good Behavior Without Whining, Tantrums, and Tears. by Elizabeth Pantley.
  7. The No-Cry Sleep Solution: Gentle Ways to Help Your Baby Sleep Through the Night - Elizabeth Pantley
  8. Nighttime Parenting: How to Get Your Baby and Child to Sleep -William Sears (Nov 1, 1999)
  9. Mindset: The New Psychology of Success - by Carol Dweck

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Melhoras

Em linhas gerais, o primeiro gastropediatra que consultamos confirmou nossa avaliação (de problema comportamental) e passou um tratamento também parecido com o que haviamos visto na literatura. Na prática, corrigiu para mais a dose do remédio para facilitar o trânsito intestinal (Lactulona). Indicou um laxante (Minilax) mais adequado para as emergências (para ser aplicado a no 3o dia sem evacuar, para quebrar o ciclo vicioso). Aconselhou ainda a dar castanhas e mais água, além de colocá-la no vaso ou troninho regularmente, após as refeições principais, para aproveitar o reflexo gastrocólico para criar o hábito de evacuar.



Pegando carona no reflexo gastrocólico: livros e ipod pra relaxar

Embora tenhamos ficado meio resistentes a introduzir a prática de colocar no vaso, pois avaliamos que a Laurinha ainda não está pronta para o desfralde, seguimos todas as orientações e tivemos um bom resultado.  Outra coisa que ele recomendou e que não está muito alinhada com as orientações que usamos na criação da Laurinha é recompensar cada vez que ela evacuasse. Para não ter dúvida, seguimos tudo, inclusive isto.

Entretanto, na madrugada do dia 21/04 tivemos um susto. Passamos a noite em claro com a Laurinha reclamando da barriga. Levamos ao hospital e, pela ecografia, ela estava com muito gás e ainda muito cocô para ser evacuado. Ficamos meio preocupados com o quadro e acionamos o gastropediatra, que infelizmente não nos atendeu.

Como já tínhamos marcado uma consulta com outra gastropediatra, muito recomendada, aproveitamos a oportunidade para termos uma segunda opinião. E ficamos encantados com o atendimento da Dra. Lenora, que tem PHD na área, é professora na Unb, tendo sido inclusive professora do atual pediatra da Laurinha. Ela levantou todo o histórico da nossa pequena, desde o nascimento,  e também da nossa família, do ponto de vista gástrico. Ela abriu basicamente 2 possibilidades, sem fechar diagnóstico: alguma alergia alimentar que provoque a constipação ou a constipação de fundo comportamental. Como os indícios apontam mais para o comportamento (este quadro é comum em crianças inteligentes e perceptivas, que não querem repetir uma experiência negativa), a primeira coisa que faremos é uma avaliação com uma psicóloga especializada em comportamento relacionado com constipação (que a dra. Lenora nos indicou), para depois, se concluírmos que não há nada comportamental, investigarmos a hipótese de alergia, que é mais agressiva, pois implica em exames e restrições alimentares muito rigorosas.

Então, enquanto avaliamos a primeira hipótese, manteremos o tratamento que estamos fazendo inalterado.

Em resumo, as coisas estão sob controle. O evento do dia 21 foi só um susto mesmo. A Laurinha tem evacuado regularmente, embora sob medicação e com monitoramento e incentivo de nossa parte. E já agendamos com a psicóloga para avaliar a necessidade de um acompanhamento ou nos dar orientações sobre como proceder, se bastar fazer alterações na estratégia atual.

Particularmente, eu estou preocupada com a história da recompensa. O problema com sistema de recompensas é que ele ensina a criança a depender da aprovação alheia para se sentir bem consigo mesma, ao invés de ensiná-la autoconfiança. Vamos ver qual é a avaliação da psicóloga.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A adolescente que eu quero ter - parte 2

Bom, aqui vai a parte 2. Veja post anterior.


Comportamento típico do adolescenteComportamento desejadoComo ajudar a criança a desenvolver o comportamento desejado
Grita ou usa linguagem obscenaExpressa raiva de maneira apropriada1 a 3 anos: ajudar a criança a entender os próprios sentimentos, reconhecendo e dando nome ao que ela está sentindo, mas não sabe expressar
3 a 6 anos: encorajar a falar sobre os próprios sentimentos e ajudá-la a encontrar soluções quando for o caso
7 a 12 anos: ensinar técnicas para administrar a raiva, tal como ficar sozinha por um tempo para se acalmar
Não cuida dos pertencesRespeita propriedade e cuida dos pertences1 a 3 anos: não permitir destruição ou uso  inadequado dos brinquedos
3 a 6 anos: não permitir o acúmulo de muitos brinquedos que não são usados. Não substituir imediatamente brinquedos quebrados
7 a 12 anos: não ceder excessivamente aos desejos da criança. Dar uma mesada para que ela tenha que fazer seus desejos caberem num orçamento limitado
Preguiçoso, assiste muita TV e não faz exercíciosAssiste pouca TV, é ativo e se exercita.1 a 3 anos: limitar a TV a 30 minutos ou menos por dia.  Encorajar jogos e atividades físicas.
3 a 6 anos: Não usar a TV diariamente como babá. Priorizar as brincadeiras e atividades físicas ao ar livre.
7 a 12 anos: encorajar a prática de esportes.Ter em casa brinquedos, jogos e outros recursos que favoreçam atividades físicas. Limitar a TV a um tempo por dia previamente negociado com a criança
Mente tanto sobre coisas importantes quanto sobre coisas pequenas sem preocupaçãoDiz a verdade, mesmo em situações difíceis1 a 3 anos: ensinar sobre honestidade e ser um modelo de honestidade para a criança
3 a 6 anos: os erros não devem ser tratados com punição. Transformar a situação numa oportunidade de aprendizado e orientar a criança sobre como ser honesto
7 a 12 anos: ter o foco na solução do problema ao invés de ter o foco na punição. Elogiar sempre que ele for honesto.
Não se comunica com os paisTem comunicação honesta e aberta com os pais1 a 3 anos: brincar diariamente com seu filho.
3 a 6 anos: separar um tempo diariamente para ouvir a criança. Encorajar o bate-papo.
7 a 12 anos: ouvir a criança, olho no olho e sem distrações. Tente ver a vida do ponto de vista dela.
Sem traquejo social, age de forma rude e impensadaÉ gentil e trata as pessoas com consideração1 a 3 anos: ensinar boas maneiras
3 a 6 anos:relembrar a criança constantemente, de forma educada, de usar boas maneiras (Ex.: dizer por favor, obrigado, com licença)
7 a 12 anos: ser um modelo do uso de boas maneiras com seu filho e com os outros. Confiar que ele usará boas maneiras conforme ensinado (não intervindo antes mesmo de algo ocorrer).

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A adolescente que eu quero ter - parte 1

Nas minhas leituras sempre encontro orientações sobre disciplina que gostaria de compartilhar. Atualmente, estou lendo o "The no cry discipline solution" da Elizabeth Pantley e finalmente consegui um tempinho para traduzir alguma coisa. A tabela que compartilho a seguir é uma tradução livre e não autorizada de informação do capítulo "Planning ahead, looking ahead: your child as a teenager", cuja mensagem é: pense no adolescente que você espera que seu filho se torne e invista a partir da primeira infância! Como fica muita informação para um post (e porque só consigo fazer a tradução aos poucos...) vou dividir em 2 posts. Aí vai a primeira parte:

Comportamento típico do adolescenteComportamento desejadoComo ajudar a criança a desenvolver o comportamento desejado
Deixa a louça suja espalhada pela casaColoca as louças para lavar e guarda a louça limpa1 a 3 anos: ensinar a entregar o prato para você quando terminar a refeição.
3 a 6 anos: ensinar a colocar seu próprio prato na bancada ou na pia.
6 a 12 anos:fazer a criança colocar a louça na pia ou na lava-louça, ajudar a secar, guardar a louça e seguir uma rotina de limpeza como lavar a louça que sujar.
Deixa pilhas de roupas sujas no chão do quartoSepara as roupas para lavar e leva para área de serviço1 a 3 anos:ensinar a colocar a própria roupa em um cesto no seu quarto.
3 a 6 anos: ensinar a colocar a roupa suja na área de serviço ou separar as roupas (por exemplo, de cor e branca) para lavar
7 a 12 anos: participar da organização da roupa limpa como dobrar meias e camisetas e guardar as próprias roupas nos armários e gavetas.
Responde os pais quando pedem para fazer algoFaz o que foi pedido, mesmo a contragosto, sem responder1 a 3 anos: evitar dizer não excessivamente. Explicar o que você quer ao invés de dizer o que você não quer
3 a 6 anos: corrigir, educadamente, comentários inadequados. Ensinar a criança a expressar emoções negativas de maneira aceitável
7 a 12 anos:tratar imediatamente qualquer episódio de resposta inadequada. Definir comportamentos que não são permitidos. Ser consistente.
Ignora os pedidos dos paisDemonstra que entendeu o pedido e o executa1 a 3 anos: fazer pedidos de maneira simples, clara e adequada para a idade
3 a 6 anos:abaixar-se na altura da criança,  olhar nos olhos e fazer o pedido de forma clara e específica
7 a 12 anos: tomar uma atitude, fazendo com que as coisas aconteçam por meio de uma ação (tal como pegar a criança pela mão) se ela não responder imediatamente.
Esquece dos afazeres, tais como retirar o lixo
Faz as tarefas diárias sem ser lembrado.
1 a 3 anos:quando a criança fizer bagunça, fazer com que ela ajude a arrumar as coisas, tornando o processo agradável e divertido
3 a 6 anos: ter rotinas diárias de organização da casa , como ajudar a tirar a mesa.
7 a 12 anos: ter rotinas diárias de organização da casa sob sua responsabilidade, listadas num cartaz
Discute e briga com os irmãosSe dá bem com os irmãos, resolvendo desentendimentos de forma madura1 a 3 anos:ensinar como compartilhar e ser gentil e delicado com os irmãos.
3 a 6 anos:mediar brigas entre irmãos, ensinado-os como resolver os próprios problemas.
7 a 12 anos: pedir que as crianças resolvam seus problemas enquanto você monitora à distância

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Reading on the go

Atualmente, um Netbook e livros digitais (formato pdf) são meus companheiros inseparáveis. Como o tempo é sempre curto, a gente vai aprendendo novos truques :) - com um dispositivo móvel, dá pra fazer atividades como ler ou escrever este post, em qualquer lugar, a qualquer hora. Assim, esperar uma consulta médica ou fazer uma atividade em que não precise estar em "modo dedicado" (como lanchar), tornaram-se oportunidades de leitura.

Raramente leio algo que não esteja relacionado com a educação da Laurinha. Embora venha ganhando experiência, cada fase traz novas dúvidas. A diferença agora é que, como já temos opiniões mais formadas sobre criação/educação da Laurinha, fica mais fácil escolher livros. Procuro aqueles que estejam coerentes com a visão que temos desenvolvido. Comento alguns destes livros a seguir.

The Attachment Parenting Book : A Commonsense Guide to Understanding and Nurturing Your Baby (by William Sears and Martha Sears) - Não temos uma palavra exatamente equivalente a "Parenting" em português. Toda vez que traduzo por "criação", parece que está faltando alguma coisa, pois o termo é bem específico para dar nome ao esforço, competências e habilidades dos pais para criarem seus filhos. Mas, enfim, este livro descreve uma abordagem de criação baseada em apego, que tem se mostrado muito útil e adequada no nosso relacionamento com a Laurinha. Particularmente para mim, o conhecimento dos princípios do AP (Attachment Parenting) foi um divisor de águas. Uma luz num momento em que eu tinha muitas dúvidas sobre como lidar com esta nova pessoinha e sobre como exercer a maternidade. E continua útil até hoje.

Para uma visão geral do assunto recomendo os artigos sobre AP do Dr. Sears  e o resumo dos princípios do AP do www.attachmentparenting.org.

The Baby Sleep Book: The Complete Guide to a Good Night's Rest for the Whole Family (Sears Parenting Library - William Sears, Martha Sears, Robert Sears, James Sears) - Neste livro, basicamente, fui procurar dicas sobre problemas com o sono. A Laurinha ainda acorda à noite e, buscar conselhos com a maioria das pessoas sobre o assunto normalmente termina em ouvir coisas do tipo: desmame à noite ou deixe chorar (nem consigo imaginar isso... li o Nana Nenê  e nada me deixou mais horrorizada!).

Este livro me deu uma melhor compreensão das necessidades noturnas da Laurinha.  Hoje sinto-me bastante confortável com seu comportamento noturno. É algo natural e ao qual consegui me adaptar.  Cuidar da Laurinha à noite é investimento, não tenho dúvida. Mas o livro também dá soluções suaves para tratar do "problema" para quem não consegue lidar bem com a rotina de acordar durante a noite.

Positive Discipline: The First Three Years: From Infant to Toddler--Laying the Foundation for Raising a Capable, Confident Child (Positive Discipline Library) [ by Jane Nelsen Ed.D., Cheryl Erwin and Roslyn Ann Duffy]. - Esta visão de disciplina é muito interessante. A lógica é a seguinte: como é que você quer disciplinar seu filho por meio de medo, violência, humilhação, constrangimento (o que está por trás da maioria dos métodos tradicionais) e ainda esperar algo bom como resultado? Claro, a gente faz sempre o melhor que pode. Mas a mensagem aqui é que há abordagens criativas e menos desgastantes para o relacionamento entre pais e filhos.

No livro, a autora explica como os pais que usam de delicadeza e firmeza ao ensinar os filhos estimulam neles o auto-respeito, a autodisciplina, a cooperação, o bom comportamento e a capacidade de resolver os problemas da vida. O livro indica como praticar esta 'delicadeza e firmeza' simultâneas, concentrando-se nos comportamentos positivos.

The Bilingual Edge: Why, When, and How to Teach Your Child a Second Language (by Kendall King and Alison Mackey) e Raising a Bilingual Child [(Living Language Series) by Barbara Zurer Pearson] - Uma decisão que tomamos muito cedo sobre a educação da Laurinha foi a de dar para ela uma educação bilingue. Falávamos com ela em inglês desde que estava na barriga, mas começamos a fazê-lo de forma consistente mesmo, ela devia estar com uns 4 meses. Achamos que é algo que trará um grande benefício para ela, com baixo investimento da nossa parte e sem sobrecarregá-la. Temos usado a abordagem minority language at home e parece que está funcionando. No começo, lemos artigos na internet para nos informarmos sobre bilinguismo e depois optamos por comprar estes livros. Ambos são bons. Trazem informações tais como: o que dizem as pesquisas sobre desenvolvimento infantil e educação bilingue, benefícios, estratégias para ensinar um ou mais idiomas, relatos de casos, crenças e mitos relacionados com a educação bilingue. Pessoalmente, gostei mais do Raising a Bilingual Child.

Para fechar, quero dizer que escolher uma boa literatura de apoio fez e continua fazendo diferença para mim, pois contribuiu muito para que eu me sentisse mais segura nas minhas decisões como mãe. Mas, a teoria é sempre complemento. Sem seguir seu coração nada funciona.