domingo, 22 de abril de 2012

Aniversário de Brasília


Ontem foi aniversário de Brasília e fomos de manhã ver os balões na esplanada, pois é época do campeonato de balonismo. Na verdade dá pra ver balões pelo céu da cidade no início da manhã e no final da tarde. Mas quando chegamos na esplanada, de onde eles partem, já não tinha mais nenhum! 


Aniversário de Brasília


Chegamos tarde, umas 10:30. Foi super difícil chegar, pois toda via que ia pro eixo monumental estava bloqueada. A esplanada inteira estava interditada. Parei na S2, um pouco depois da catedral. Não tinha balão nenhum, mas estava tendo show do palavra cantada ao vivo. A Laura curtiu. O sol estava de rachar e ficamos pouco tempo. Fomos pro carro umas 11:30 e, já em casa, fomos passear pela vizinhança.


Show do Palavra Cantada na Esplanada

E hoje tentamos novamente ver os tais balões. Fomos bem mais cedo, chegando lá às 9h. Mesmo assim já era tarde demais. Só havia um balão subindo e descendo com as pessoas. Os da competição já não estavam mais lá. Mas pelo menos a Laura pôde ver um bem de perto. Ficamos uns 20 minutos na fila, mas aí disseram que acabou o gás e não conseguimos. Mas a Laura curtiu o picolé e a pipoca.


O único balão (e nem subimos nele!)

Depois fomos pra fonte da torre de TV. Brincou muito de correr na frente da água espalhada pelo vento. Dissemos que não teria mais picolé e pipoca e aceitou bem. Quis foi uma pipa, mas não compramos. Reclamou e insistiu, mas se distraiu e pediu pra subir "no elevador"! Ou seja, lembrou-se da última vez que subimos na torre. A fila estava grande e explicamos. Mas ela queria logo! Distraímos até chegar nossa vez. Ficamos uns 5 minutos lá em cima e descemos. 

Na fonte da Torre de TV


Na fonte da Torre de TV (olha que molhança!)

No alto da Torre de TV

No alto da Torre de TV



Quando fomos pro carro, chorou que não queria. Cismou que queria picolé. Mas a regra é: permitir guloseimas no fim de semana, mas não ficar dando a ela essas porcarias o tempo todo. Nem sempre funciona, mas costumamos combinar antes que ela vai poder escolher alguma coisa, sem repetir. Fomos embora com ela chorando. Mas depois ficou bem.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Coelhinho da Páscoa


Na véspera do domingo de Páscoa eu e a Junia preparamos o clima para a chegada do Coelhinho da Páscoa. Espalhamos folhas de EVA pela sala e fizemos pegadinhas de coelho com talco para indicar os locais onde o Coelhinho da Páscoa teria escondido os ovinhos de chocolate :-) 

O Coelhinho da Páscoa passou por aqui!

A Laura não sabia de nada, mas parece que adivinhou! Ao acordar, lá pelas 7:30, foi direto pra sala, coisa que nunca faz! E aí disse: "wow, the colors!" (referência às placas de EVA que espalhamos no chão pra marcar as pegadas, pois o piso é claro demais). Não notou as pegadas de talco, apesar de muitas. Tivemos que mostrá-las pra ela e dizer que eram onde o Coelhinho da Páscoa tinha andado pra esconder os ovinhos. 

Ela então ficou animada e começou a procurar. Mas foi olhar debaixo do sofá, embora as pegadas indicassem as almofadas! Aos três anos de idade, algumas vezes ainda falta um pouco de noção. Finalmente ela levantou a almofada e achou um ovinho com bolinhas de chocolate dentro. Adorou! Tínhamos colocado outros dois pequenos, mas ao abrir ela não gostou do recheio. O negócio dela é chocolate puro!

A palavra mais ouvida naquele domingo de Páscoa: uhmmm!!!

Comeu bastante chocolate ao invés de tomar café da manhã! Mas uma vez por ano não tem problema. Dissemos que talvez o Coelhinho viria de novo depois da soneca. De fato, quando ela foi dormir à tarde, colocamos mais vários ovinhos pequenos. Ela dormiu pouco e logo acordou e foi correndo pra sala procurando mais pegadas. Mostramos e ela pegou todos. Comeu chocolate demais nesse dia. E com gosto! Toda hora soltava um uhmmmm com a boquinha cheia! Foi muito legal!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Fim da amamentação

No dia 18 de fevereiro, um dia após a Laura completar 3 anos, uma inspiração divina juntou algumas idéias perdidas na minha cabeça e tive uma conversa com a Laura sobre mamar.  Fui à cozinha, enchi uma mamadeira pequena com leite, coloquei no criado da Laura e sentamos na cadeira de balanço para a mamada da manhã, como de costume.

Então eu e nummies (que é como chamamos o peito) dissemos para ela que nummies estava muito cansado e que precisava que a Laura o ajudasse. Assim, nummies precisava de carinho, abraços, mas se a Lolly quisesse leite, agora deveria tomar da mamadeira  (que batizei de "baby nummies", já que coisas de bebê tem muito apelo para ela). Pasmem: desde então a Laura não mamou mais.

Talvez eu devesse escrever Nummies assim, com letra maiúscula. A Lolly se refere aos nummies quase como entidades separadas de mim. Quando estamos na cadeira de balanço ela conversa com eles, chama para brincar e vira a e mexe solta um "I missed you so much!" ou "I love you nummies!".

Eu tinha optado pelo desmame natural ou guiado pela criança. Aquele em que a criança deixa de mamar quando isso não é mais importante pra ela em qualquer esfera, seja nutricional ou emocional. Mas eu não contava com uma coisa: que meu tempo ia chegar antes do dela! Alí, mais ou menos por volta dos dois anos e meio, amamentar a Laura começou a ficar incômodo. E nos meses que se seguiram até então, foi progressivamente se tornando uma tortura. Insuportável.

O que mudou? Não sei dizer. A amamentação pra Laura já estava limitada a alguns momentos de aconchego ao longo do dia. E, embora eu tenha optado pelo desmame natural, não estava seguindo exatamente a cartilha. Já ha bastante tempo, talvez desde os 2 anos, vinha desetimulando a amamentação, com a técnica "don't offer, don't refuse" (não oferecer, mas não negar a mamada), impondo restrições de hora e local ou recorrendo a distrações, até o ponto em que mamar siginificava: ir para cadeira de balanço no quarto da Lolly. Ou seja, se a Laura quisesse mamar na rua, teria que esperar chegarmos em casa, para irmos para o lugar de mamar. Na visão do Douglas, por exemplo, estava tudo bem, com a necessidade de mamar da Lolly diminuindo gradualmente.

Mas não para mim. O ritmo dela estava lento demais. Aí começou o meu dilema: desmamar? Unilateralmente? Não tinha me preparado para isso. E como racionalmente não achava que era o que deveria fazer, ficava o conflito. Como tirar da Laura algo tão importante para ela? Como terminar sem choro e ressentimento uma relação de carinho, intimidade e tantos momentos especiais entre nós?

Para variar, fui procurar a resposta nos livros. Olhei sites alinhados com a minha forma de pensar sobre o assunto como o Kellymom. Li sobre algumas experiências de desmame de outras mães no Babycenter... Comecei a ler no Google Books trechos do livro Nursing Mother's Guide to Weaning - Revised: How to Bring Breastfeeding to a Gentle Close, and How to Decide When the Time Is Right, enquanto a minha encomenda da Amazon não chegava. Nada parecia ajudar muito, embora este livro falasse que desmamar nesta idade seria relativamente fácil, pois é uma idade em que já se consegue obter certa compreensão e cooperação da criança. Talvez esta informação tenha me dado o "click". E meio sem acreditar, tive a conversa que contei no início.


Acho que funcionou porque teve baixo impacto na rotina da Lolly e não tirou dela o seu tão estimado contato com o peito. Hoje ela ao invés de pedir: " I want to have nummies" ela diz: "I want to hug nummies" e ela abraça, coloca o rosto no peito... e fica feliz. E "baby nummies", que ela achou muito interessante no começo (tomava até 2 mamadeiras de uma vez), foi esquecida em menos de 3 semanas.


Para mim o impacto foi enorme. Não que este novo cenário seja exatamente o ideal. Nem sempre estou tão disposta e paciente para estes momentos de aconhego. Acho que, com o tempo, o fato de ainda ser tão requisitada vai pesando. Mas a mudança preservou minha sanidade e, em geral, continua sendo um momento agradável. 

E foi tão tranquilo que hoje a história de mamar virou piada entre nós. Às vezes ela brinca, abrindo a boca fingindo que vai pegar o peito. Eu olho com aquela cara de espanto fingido tipo "O que é isso?!!" e caímos as duas na gargalhada. Nem em sonhos eu podia esperar que fosse assim, depois de tantos meses de sofrimento, remoendo sobre o que fazer.  Acredito que sua reação também seja sinal de que ela já estava pronta para este passo. 

Parei de mamar, mas adoro leite, queijo, iogurte, sorvete, etc...

A surpresa foi quando, após duas semanas sem amamentar, comecei a sentir um desconforto nos seios que virou formigamento e uma dorzinha leve. Um dia, depois do banho, vazou leite! Chegava a ser engraçado, depois de tanto tempo, ficar com o peito cheio. Até porque não parecia. Aliás, era um mistério como eu ainda tinha leite, com a Lolly mamando tão pouco. Voltei a tomar o anticoncepcional que tomava antes de engravidar e o leite secou em alguns dias.  Era mesmo o fim.


Em inglês, a palavra para desmame, weaning,  tem uma origem bem bonita e significativa pra mim: significava amadurecer, estar pronto para uma passagem. E, como dito em um trecho do livro Nursing Mother's Guide to Weaning, que conta também muito da história da amamentação e desmame em várias culturas 
"O desmame era um momento de celebração, pois a criança era valorizada como uma criança que completou um estágio, uma criança tão bem equipada com as ferramentas básicas dos estágios anteriores de desenvolvimento que tinha graduado para se lançar ao próximo estágio de desenvolvimento mais independente"...
 (Tradução livre e não autorizada minha) 

Fico feliz que na nossa história o significado pareça ser este.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Eu amo meu potty!

Apenas para atualizar sobre o potty training: atualmente a Laura só usa fralda para dormir à noite. Fazer cocô no troninho, que no início chegou a ser um problema, resolveu-se por iniciativa da Laura,  a partir do início de janeiro; foi mesmo uma questão de dar tempo ao tempo.

A Laura ainda tem seus momentos de resistência, afinal, as brincadeiras são muito mais interessantes do que parar para ir ao banheiro ;-)  Com alguma frequência, ela deixa o xixi para o último minuto se não a convencemos a ir antes. Mas, fora isso, adora se sentar no seu potty e ficar brincando com o iPod. Fica lá até mais de meia hora. Tanto que, uma opção pela manhã é penteá-la e arrumá-la para ir para a escola enquanto ela está no troninho. Assim ela fica satisfeita com o tempo de permanência e se levanta de boa vontade quando a chamo para tomar café.  Ás vezes quando adiamos o xixi para o momento imediatamente antes de sair  para a escola, acabamos nos atrasando, pois depois que ela senta é a maior dificuldade para tirá-la de lá, principalmente quando ela resolve que tem que fazer cocô de qualquer jeito ;-)

Sentada num peniquinho e abraçando outro :-)

Outro avanço é que ela também tem usado banheiros públicos sem problemas. Às vezes até pede para ir e não faz nada, acho que só porque acha interessante a novidade.

Agora quanto a tirar a fralda da noite não temos nada a fazer a não ser esperar. Como li no  No cry potty training solution, este é um processo totalmente biológico. Não há nada que se possa fazer para ensinar uma criança a não fazer xixi à noite. Tudo depende da bexiga ser grande o suficiente para reter a urina e o sistema urinário e o cérebro estarem trocando as mensagens certas (por exemplo para acordar quando a bexiga estiver cheia à noite).  Desde o início do treino, a Laurinha passa algumas noites consecutivas acordando seca. Às vezes cinco ou seis dias. Mas quando penso que é hora de tentar deixá-la dormir sem fralda ela volta a acordar de xixi e permanece assim por mais outro perído. Em resumo, ainda não tem um padrão que permita arriscar deixá-la sem fralda para dormir.

Falando nisso, demorei tanto para publicar este post  (comecei há quase um mês) que já estão aparecendo novidades. Esta semana ela começou a pedir para usar o vaso ao invés do potty. Também esta semana a Laurinha, mesmo de fralda, começou a acordar no meio da noite pedindo pra fazer xixi. Dá a maior pena, pois ela acorda assustada e confusa. Além disso, é uma agitação danada e até que tudo se acalma, lá se foi uma hora até estarmos todos na cama novamente.  Mas isso pode ser mais um sinal de que estamos no caminho para darmos adeus às fraldas, definitivamente!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

De novo no zoológico


Fomos ao zôo hoje e a Lolly curtiu mais do que nas outras duas vezes. Viu macaquinhos e ouviu o leão (acho que ficou com medo e não quis ver nem ele e nem outros felinos). 

Pediu pra ver a girafa e o hipopótamo. No caminho compramos pipoca pra ela, viu pássaros e até chamou alguns grandes de hummingbird (beija-flor)! Viu o rinoceronte, a zebra. Os hipopótamos ela viu de bem perto e ficou impressionada com o tamanho. Estavam entre capivaras. A Laura gritou: look, a beaver! Realmente parece. Mas dissemos que o nome em inglês é capybara

Viu as girafas e, toda alegre, gritou whoopie!!! Mas estavam muito longe. Também viu os elefantes tomando banho de lama com as trombas e gostou. Mas ficou cansada e, após somente uma hora de passeio, pediu pra ir embora e disse que queria colo. Foi de cavalinho comigo pro carro. O sol estava forte.
Laura, papai e os elefantes bem lá no fundo


Fomos pra casa e chegou dizendo estar cansada e querer dormir, mas se recuperou. O problema é que o zôo fica a meia hora de casa, tempo suficiente pra ela ficar com sono. Até mesmo na chegada ao zôo ela já pareceu ter mudado o humor e ficou dizendo não querer entrar no "relógio" (zoológico) :-) Mas felizmente o passeio foi legal. Em casa ficou contando os animais que viu para a girafinha Gigi dela!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Vovó no telefone

Costumamos fazer uma conversa por vídeo com os avós da Laurinha uma vez por semana para mostrá-la a eles. Fazemos isso pelo iPhone, com uma aplicação do Yahoo Messenger que permite fazer conversa com vídeo de graça. Tanto os pais da Junia quanto os meus possuem a aplicação instalada em seus computadores. O legal é que dá pra seguir a Laurinha com o telefone pela casa, mostrando suas peripécias.

Lolly in the box / she's so still / will you come out? Yes I wiiiiiillll!

No início ela não ligava muito e parecia nem entender o que estava acontecendo. Mas nos últimos meses tem interagido bastante com eles e inclusive pede para ligarmos. A interação é mais fácil com os pais da Junia, Vovô Noraldo e Vovó Glória, porque a iluminação lá é melhor e ela consegue ver muito bem o rosto deles. Já na casa dos meus pais, Vovô Antônio e Vovó Letícia, não sei o que ocorre, mas a imagem fica sempre mais escura e a Laura acaba se desinteressando da conversa. Já trocaram a lâmpada, a webcam, mas nada resolveu. Ultimamente até que melhorou um pouco, mas um outro problema é o microfone, que nunca funciona. Sempre dá mau contato e não conseguimos ouvir o que estão dizendo lá.

Outro dia foi muito engraçadinho. Fizemos um passeio de metrô até o Park Shopping para ver a exposição "Era do Gelo", com animais desse período em tamanho natural, impressionante. A Laura até que não se interessou muito, pois queria é ficar brincando com a água da fonte! Aproveitamos para almoçar lá. Quando voltamos pra casa, ela pediu pra Junia ligar pra vovó Glória. A Junia ligou a câmera do telefone e ela correu pra contar que tinha passeado de trem, visto os animais, comido pizza...

Passeio à exposição "Era do Gelo"

Já outro dia ela pediu para assistir ao homem-aranha, pois adora esse super herói. Claro que não deixamos que ela assista tudo, mas apenas algumas cenas mais tranquilas. Ela fica imitando algumas cenas de lançar teia pro alto, de pular, etc. À tarde, pediu pra ligarmos pra vovó e contou, toda alegre, que tinha assistido ao homem-aranha.

Na despedida, ao desligar o telefone, ela costuma reclamar. Mas melhorou bastante, pois ela passou por uma época em que não tolerava despedidas e chorava pra valer. Hoje só reclama um pouco.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Primeiro exame de sangue da Laura (ouch!)


A Laura está há vários dias com uma irritação nas mãos e que agora passou também para os pés. São manchinhas vermelhas e um pouco inchadas cobrindo as palmas e as solas e que coçam, mas não muito. Usamos várias pomadas e começamos a usar Hixizine. Mas hoje de manhã parecia que tinha piorado e decidimos levá-la ao Santa Helena. 

O hospital estava uma bagunça, como sempre, com só um guichê para a pediatria, em ordem de chegada, mas sem ninguém atendendo! As pessoas chegavam e furavam fila em outros guichês, etc. Depois as atendentes disseram que é assim mesmo! 

Bom, então depois de quase duas horas lá a Laura foi atendida. Já entrou no consultório chorando! Na verdade, ela já começou a dizer "I'm so sad!" assim que entramos no hospital. Antes disso ela estava super bem. Parecia que se lembrara de quando costumávamos vir a este mesmo hospital para tratar de sua queimadura nas mãos, há dois anos atrás. 

No consultório ela não queria deixar a médica pegar sua mão. Tivemos que forçá-la. A médica deu umas recomendações sobre a melhor pomada e para manter o Hixizine. Pediu um exame de sangue que fizemos na hora. Aí é que foi o maior sofrimento! 

Chorava pedindo pra ir pra casa enquanto a enfermeira procurava sua veia. Conseguiu achar uma e tivemos que segurá-la muito forte. A coitadinha gritava e esperneava demais, sem entender o que ocorreia! E quando a agulha entrou, ela berrou! E dizia: "Mamãe! Machucou! Mamãe!" Deu dó demais! Ficou inconsolável quando acabou. Tentamos explicar depois que aquilo era um exame e que precisavam olhar o sangue da Lolly. Mas ela ficava emocionada e chorava de novo só de lembrar. 

Fomos pra casa com ela no colo da Junia. Em casa ela já estava melhor. Brincamos e até ensaiamos o exame, com ela fingindo que tirou sangue de nós. E nós reclamando que doeu, mas agradecendo a ela porque iria examinar nosso sangue e dizer se estava tudo bem. Trocamos de papel várias vezes.

De tarde eu fui pegar o exame e havia um pequeno aumento em uma das células da série branca. Provavelmente relacionada ao sintoma. Mais tarde descobriríamos que teria sido mesmo virose que acabou catalisando uma dermatite. Mas nada de grave.


Quem dera se todos os momentos pudessem ser de alegria!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

3 aninhos

O aniversário da Laura foi comemorado na escola, como no ano passado. Pensamos em continuar comemorando assim, até que a própria Laura queira algo diferente. A exceção a esta ideia foi o aniversário de um aninho, que comemoramos na casa dos avós, mais para criar uma oportunidade para apresentá-la aos familiares que ainda não a conheciam.

Ano passado a Laura não ficou muito à vontade com a comemoração. Ficou um pouco assustada com a nossa presença e chorou na hora do "happy birthday". Este ano foi completamente diferente. Ela estava toda animada e ficou radiante quando chegamos, ainda mais porque levamos sua babá, a Julienne para a festa.

As fotos falam por si.

Parabéns!

Tentando assoprar a velinha.

De novo!

Amiguinha Luíza

Professoras

Com mamãe e papai
Mamãe e Babá Juliene

Sala de aula

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Volta às aulas

A Laurinha voltou às aulas na Maple Bear no dia 31 de janeiro. Passou da turma de Toddler para a de Nursery. Na nova turma, tanto a professora titular como as assistentes são novas: Miss Amanda, Miss Dani e Miss Tati.

Ela estava ansiosa pra voltar e já vínhamos falando sobre o assunto há algum tempo. Mas na idade dela não dá pra saber até onde ela entende, pois as noções de causa e efeito, passado e futuro, ainda estão se formando. Acho que no dia anterior falamos sobre isso enquanto a Junia lhe punha o pijama. A Junia disse: "Tomorrow you're gonna meet your new misses and your new friends!" E a Laura, toda animada: "Mommy, tell me about my new friends! Their names!" Achamos muita graça e dissemos que também não sabíamos ainda :-)

Primeiro dia de aula em 2012


Ela estava bem animada no primeiro dia. Queria sair até mesmo antes de tomar o café da manhã! Achamos bom isso, mas ainda estávamos preocupados com a despedida ao deixá-la na escola. A idéia da primeira semana era de as crianças ficarem somente meio período. No caso da Laura, das 8h às 10h. Mas conversamos com a professora antes e combinamos que, se a Laura ficasse bem, poderia ficar a manhã toda.

Pois bem, a despeito da animação antes de sair de casa, não queria sair do carro ao chegar na escola! A Junia conseguiu distraí-la com as corujas que têm um ninho no estacionamento da escola e finalmente conseguimos entrar. Levamos a Laura até a nova sala de aula e mostramos a ela, mas não queria se desgrudar do colo da mãe. Viu que ao menos um dos seus coleguinhas do Toddler já estava lá e aí ficou mais à vontade. Quando percebeu que estavam brincando de play doh, correu pra mesa pra participar. Nós nos despedimos e saímos. Eu decidi ficar por ali um tempo, caso ocorresse algum imprevisto. E acabou que passei a manhã inteira na escola, aproveitando pra ler. Na hora da saída a Lolly estava toda feliz. Parecia ter se divertido bastante!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

It's called mucus!


O vocabulário da Laura em inglês está começando a surpreender.

Hoje ela estava olhando bem de perto e passando um dedinho em um ponto do sofá. Eu perguntei: Lolly, what's that? E ela: It's a stain! (é uma mancha!)

Mais tarde, na cozinha, a Junia estava se preparando para aquecer o jantar da Lolly, com carne cozida, que ela adora. A Lolly quis pegar um pedacinho da carne entre os dedinhos e a Junia deixou. Olhou atentamente, sentindo a textura entre o polegar e o indicador, e disse, com cara de nojo: It's called mucus! (isso se chama muco!) Rimos bastante!


Laura na cozinha


E hoje eu e ela tivemos o seguinte diálogo no banheiro, com ela sentada no penico:


LollyI'm almost pooping! (estou quase fazendo cocô)
DaddyI think you did it already cause I heard something! (eu acho que você já fez, pois eu ouvi algo)
LollyI heard something! Something falling down in the potty! (eu ouvi algo! Algo caindo no penico! 
:-)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Bubble Guppies!

A mais nova atração em casa, nas últimas semanas, tem sido um seriado da NickJr para crianças em idade pré-escolar chamado Bubble Guppies. Descobrimos no Youtube, nas listas de sugestões que aparecem quando estamos assistindo aos filminhos que a Laura mais gosta. Ela anda apaixonada e quase que só quer assistir a isso!

Bubble Guppies, da NickJr

Trata-se de uma animação em que um grupo de seis crianças (Molly, Gil, Goby, Deema, Oona e Nony) participam de várias aventuras no fundo do mar, imaginárias ou não, enquanto vão à escola. Na verdade, são seres com um rabinho de peixinho, como as sereias. E somente esses seis possuem parte humana. Todos os outros personagens são criaturas marinhas somente, como peixes, crustáceos e moluscos.

A série é ótima, muito bem feita e divertida e os personagens são muito bonitinhos. Seus dubladores são ótimos e cantam muito bem! Lembra um pouco os Backyardigans, pois há muita música, dança e imaginação. Mas o Bubble Guppies possuem um formato mais fixo. No início, a Molly e o Gil anunciam que "It's Time for Bubble Guppies!", sempre dentro de uma cena curtinha envolvendo o tema que será recorrente no episódio. Depois da música de abertura, eles chegam à escola e começa a parte didática, recheada de diversão e música. Há até agora 20 espisódios da primeira temporada e dois da segunda. A Laura já viu todos, e mais de uma vez.

Bubble Guppies na sala de aula com Mr. Grouper

A ideia de colocar "sereiazinhas" e "sereiozinhos" como personagens foi bem interessante, pois eles flutuam o tempo todo e, por isso mesmo, não ficam limitados como seriam se estivessem em terra. Eu achei que isso deu uma dinâmica diferente ao desenho animado. Por exemplo, se querem sair de um carro, simplesmente saem pela janela, flutuando. Não precisam abrir a porta, dar os passos necessários pra descer, etc. As cenas parecem mais fluidas (desculpem o trocadilho!) e eles parecem voar. A impressão que dá é que o desenho acaba se concentrando no que é mais importante: divertir e educar.

E eu falei "sair de um carro"? No fundo do mar? Sim, isso mesmo! As situações ocorrem todas como se fossem em terra, o que é bem estranho no início, mas a gente acaba se acostumando. Para dar uma ideia do que acontece nos episódios, sempre debaixo d'água, aqui vão alguns exemplos de cenas:

Corrida de carros entre os personagens, com cada carro de uma cor, como se fosse um estojo de lápis de cor. A ideia é passar por determinados obstáculos e combinar as cores dos carros para formar outras. Tudo isso debaixo d'água!




Viagem até as montahas para abastecer um caminhão com marshmellow que brota da terra. Isso para confeitar uma casinha que estão fazendo, com paredes e teto de biscoito, com o objetivo de alegrar um peixe ranzinza que não gosta de comemorar o Natal. Com direito a neve subaquática e tudo!


Viagem de avião para demonstrar às crianças o que é um aeroporto, pra onde vão as malas, como embarcar no avião, etc. Esse foi especialmente legal porque a Laura assistiu poucos dias após viajar de avião e parece que conseguiu relacionar direitinho com o que aconteceu na viajem.

Viagem ao espaço sideral para falar do sol, da lua e dos planetas. Dá uma introdução bem divertida às informações sobre o sistema solar. O detalhe é que, como tudo mais, o espaço sideral aqui também é debaixo d'água (olha só o rabinho de peixe da astronauta Deema aqui ao lado!)


Mas nessas coisas que soam meio absurdas, mas que se encaixam com perfeição nos episódios, há um conteúdo educacional muito interessante. Por exemplo, no episódio "Call a Clambulance", um peixinho "quebra" a barbatana e é dada toda uma aula de como nós possuímos ossos dentro do corpo, os quais ajudam a nos sustentar a nos mover. Em "Crayon Prix" eles falam das cores e como é possível combiná-las para formar outras. Em "Build Me a Building", eles precisam construir uma casinha de cachorro para o "Bubble Puppy" e falam de ferramentas e como é possível utilizá-las para construir coisas. E assim por diante. Todos os episódios têm algum tema educativo a ser explorado. E a Laura fica encantada! Deixou até o Super Why meio de lado!

Infelizmente, no momento em que escrevo, a série ainda não passa no Brasil. Compramos os episódios na Itunes Store e são bem baratinhos. A primeira temporada era em SD, mas a segunda, que está começando, já é em HD (720p). Gostamos muito de assistir com nossa baixinha.

Atualização após comentário da nossa amiga Pac: a série é exibida no Brasil, desde abril do ano passado,  pela Nickelodeon (na faixa "Nick Jr") de 2ª a 6ª às 7h30! Realmente não tínhamos esta informação.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Fui ao cinema e gostei!

Hoje ficamos muito contentes pois foi a primeira vez que levamos a Laura ao cinema. Na verdade já tínhamos tentado fazê-lo antes, mas os horários dos filmes acabavam inviabilizando: ou eram na hora da soneca dela, ou à noite.

Fomos ao Pier 21 assistir ao "Alvim e os esquilos 3". Infelizmente só tinha dublado, mas achamos que também seria legal pra ela. Nosso foco era a experiência da primeira ida ao cinema, combinado com os procedimentos de desfralde. Achamos que tudo correu super bem, apesar de termos saído ainda faltando uns 20 minutos de filme, bem ruinzinho por sinal!

Ela se comportou direitinho na sala, comeu pipoca, ficou sentada como uma mocinha. Depois de uns 50 minutos ela pediu pra fazer xixi e a Junia a levou. Fez direitinho no vaso! Normalmente ela não gosta de fazer no vaso. Depois voltou e assistiu mais uns 20 minutos. Depois disso pediu pra ir embora e saímos.

O legal foi que não teve medo e deu pra ver que se divertiu bastante! Comentou partes do filme e achou graça em vários momentos. Exagerou na pipoca, pois comeu mais da metade de um saquinho médio!

Ela já tinha ido a sessões de "cineminha" na escola e já tinha ido ao banheiro fora de casa algumas vezes. Mas ficamos admirados de como tudo foi tão tranquilo!


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Natal 2011

Este anos decidimos passar o Natal e o Ano Novo em Minas Gerais. Os avós maternos da Laura moram em Sete Lagoas e os paternos em Belo Horizonte.

A Laura ficou muito feliz quando dissemos que iríamos viajar pra ver os avós. Também estava bem interessada em viajar de avião. Apesar de já ter voado várias vezes, acho que ela não se lembra.

Coloquei bastante coisa no iPod dela pra ter com o que se distrair, como os desenhos animados Bubble Guppies, Super Why, etc.

Saímos de casa no dia 24, bem cedo, e fomos de táxi pro aeroporto. A ida foi bem tranquila e a Laura se divertiu. Estava doidinha pra entrar no avião. Mas depois que entrou, ficou impaciente, fazendo a toda hora  contagem regressiva de 10 até 1 e dizendo ao final "let's go!"  :-) Quando o avião começou a se mover ela achou que já iria decolar, mas demorou ainda um tempo antes de decolar. Quando finalmente aceleramos pra subir, ela ficou toda animada, olhando pela janela e rindo!

Laura ansiosa pela decolagem

Fazendo um lanchinho no avião

Chegamos em BH sem atrasos e o Vovô Antônio veio nos buscar pra nos levar pra Sete Lagoas. Chegamos na casa da Vovó Glória no início da tarde e a Laurinha estava super curiosa com tudo. A última vez que ela esteve na casa da vovó havia um ano e não devia nem se lembrar. De qualquer forma, a casa era outra, visto que os pais da Junia se mudaram no início do ano.

Como nossa estratégia de bilinguismo é conversar com a Laura sempre em inglês dentro de casa e em português fora, decidimos que passar quase duas semanas falando só português não seria legal. Consideramos, então, que dentro da casa da vovó somente falaríamos em inglês com ela. Mas quando outras pessoas estivessem na conversa, obviamente falaríamos em português. E funcionou direitinho.

E foi tão legal vê-la alternando entre inglês e português! Por exemplo, certa noite o céu estava bem estrelado. Como sempre foi apaixonada com o céu e nunca deixa passar quando vê uma estrela ou a lua, saiu para o quintal gritando, em inglês: "Look, the stars! Lots of stars!" (Olha, as estrelas! Muitas estrelas!). Correu pra dentro de casa chamando a vovó, gritando em português: "Vovó, vem! Tem estrelinha, olha lá!" E, logo em seguida, ficou doidinha ao ver a lua crescente. Gritou: "The moon, look! Sooo beautiful! Somebody bit the moon!" (A lua, olha! Tão linda! Alguém mordeu a lua!)


Reconhecendo o terreno com o sapato da vovó!

A Laura costuma assistir a muitos programas educativos na TV. Ultimamente tem visto pouca TV a cabo e mais seriados, tais como Bubble Guppies e Super Why. Para ela não sentir falta, levamos a Apple TV. Como o vovô Noraldo tem um roteador wireless e uma TV com entrada HDMI, não houve problemas para instalar. Dessa forma, era possível passar diretamente os filminhos, fotos e vídeos do iPod para a TV na sala. A própria Laurinha sabe como fazer! Ah, sim, e também dava para assistir Youtube diretamente da TV dessa forma. Na noite de Natal, deixei passando na TV um slideshow com fotos da Laurinha de todas as épocas. Todos ficaram encantados.





No dia seguinte, de tanta correria no quintal, a Laura deu uma topada e machucou o dedão do pé. Chegou a cortar e gotejar sangue, mas bem pouquinho. Foi a primeira vez que ela viu sangue escorrendo e, se não fosse a dó que deu, teria sido uma situação bem engraçada. Antes de ver o sangue, ela só deu uma choradinha. Assim que viu o sangue, começou a gritar que o dedo estava vermelho e que não queria que ficasse vermelho! Literalmente, ela chorava, meio desesperada e olhando para o dedo: "No, mommy, I don't want it to get red!" Tivemos que explicar pra ela o que era sangue e que era normal acontecer de vez em quando. Colocamos um band-aid e ela, claro, foi contar para a vovó o ocorrido: "Vovó, a Laura caiu e machucou! E ficou vermelho! E colocou band-aid!"


Passeio em uma praça em Sete Lagoas
Os avós da Laura a veem quase toda semana via video chat, mas pessoalmente só a cada seis meses ou  até mais. Sendo assim, nessa viagem, cada coisinha que a Laura fazia era motivo de muito paparico. E, claro, ela adora ser paparicada e retribuía fazendo ainda mais gracinhas! Chamava os avós o tempo todo para verem o que estava fazendo. Queria que a vissem fazendo xixi no peniquinho, tomando banho ("Vem vovô, eu tô tomando banho com o meu pato!"), trocando de roupa, etc. Também comandava algumas brincadeiras com os avós. Por exemplo, ficava pedindo pra eles cantarem a vinheta do PBS Kids (lá lá láaaa lá lá, pbs kids!) e eles morriam de rir com ela!


Dentre outras coisas que fizemos, fomos visitar a Tia Lúcia, irmã do Vovô Noraldo, na cidadezinha de Cachoeira da Prata, próxima a Sete Lagoas. É uma cidade de menos de 4 mil habitantes. A Laura gostou de ver galinhas e alguns pássaros. Mas teve medo dos micos que apareceram no alto das árvores. Acho que foi porque ela não conseguiu identificar direito o que eram, pois eles são muito arredios. Comeu queiro mineiro e biscoito de polvilho e depois fez um passeio na praça da igrejinha.


Fazendo pose na frente da igrejinha, em Cachoeira da Prata


Num dos dias eu fui até BH passar o dia na casa dos meus pais. Acabei voltando no início da noite e os ônibus estavam muito atrasados, provavelmente devido às chuvas. Com isso, pela primeira vez, perdi o horário de contar história para a Laura dormir! Depois a Junia me disse que, quando a levou para o quarto para botá-la pra dormir, a Laura disse: "Let's call Daddy?" (vamos chamar o Papai?), já pensando na história. A Junia então explicou que eu ia demorar pra chegar porque estava ainda no ônibus. Ofereceu-se para ler a história e a Laura disse: "No, Mommy, don't read it!" (não, Mamãe, não leia!) Afinal, quem lê a história é o papai! Mas dormiu sem maiores problemas.


Laura com os primos Gaby e Felipe

Nos dias em que meus pais vieram trazendo a Gaby, a Laura passava o tempo todo atrás dela, pois adora brincar com crianças maiores. Chamava a Gaby para o pula-pula o tempo todo! O engraçado é que a Gaby, que é cheia de energia e não consegue ficar parada, não estava conseguindo acompanhar o ritmo da Laura.

Laura na casa da bisa Madalena com a prima Maria Eduarda

Dentre alguns episódios engraçados da viagem, teve um dia em que a Bisa Madalena fez bife de fígado e trouxe para o almoço, pois sabe que eu gosto. A Laura é super carnívora e estava comendo bife comum. Quando terminou, pediu mais carne, como de costume. Eu lhe ofereci um pedaço de fígado. Ela examinou o pedaço na ponta do garfo e, em seguida, disse: "Not this, the other meat!" (essa aqui não, a outra carne!) E não comeu do fígado.

Uma outra vez, ela estava no pula-pula e eu comecei a cantar a abertura do pbs kids. Ela gritou e esperneou nervosamente, dizendo no! Como se estivesse com medo (ela costuma fingir que tem medo dessa abertura). Eu então disse para cantarmos outra e comecei a cantar Backyardigans pela metade. Ela disse "ah, Backyardigans is much better! Let's say the beginning!" E começou a cantar desde o início.


Com a prima Gaby no pula-pula


Brincando atrás da casa

No dia da partida, quando meus pais chegaram pra nos levar pro aeroporto, a Laura ficou toda animada. Chamava o vovô antônio e a vovó Letícia para ver ela fazendo de tudo. Pulando, correndo, etc. "Olha, vovô!". "Vem vovó!" Foi uma graça. O engraçado é que, de manhã, ela não queria nem ver os pais da Junia. Acho que ela achou que iríamos embora já cedo, pois ela ficou doidinha com eles nos outros dias.

Fantasiada de Stephanie com a Vovó Glória e o Vovô Noraldo

O vôo saiu na hora e a Laurina estava super tagarela. Eu gravei um áudio com alguns trechos dela falando. Estava ansiosa que o avião decolasse e não parava de falar. Comportou-se muito bem durante toda a viagem, exceto quando tivemos que guardar o iPod, para o pouso em Brasília. Chorou e ficou um pouco histérica. Explicamos a ela o motivo e ela queria mamar. Mas aí eu a distraí com o saquinho plástico, fingindo ser uma cobra, e ela se acalmou logo. Pousamos umas 16:30.

Ao chegar em casa, pouco depois das 17h, a Laura ficou super animada! Na verdade, a princípio, não queria nem subir para o apartamento! Queria brincar embaixo do bloco. Mas a Junia a convenceu. Chegou pulando e cantando e pediu para virarmos o pula-pula para a posição normal. Pulou até. Depois brincou de triciclo, de bolas, com os backyardigans, etc. Estava super feliz de estar em casa e com saudades dos brinquedos. Pedimos Giraffas pra almoçar. No geral, a viagem foi bem legal e a Laura se divertiu bastante.






quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

I miss my misses

Na última reunião de pais do ano a Miss Mara (professora titular da turma da Lolly - a Toddler A), nos orientou a incluir a escola nos assuntos das férias, para contribuir com uma transição mais suave para o próximo ano letivo. Sugeriu atividades como rever os trabalhinhos feitos durante o ano e comentá-los. Mas, até agora, não precisamos tomar nenhuma inciativa. A Laura tem demonstrado, às vezes de maneiras até inusitadas, que aprecia e sente falta do ambiente escolar, de modo que o assunto permanece presente.


Toddler A 2011

Às vezes quando nos vê prontos para o trabalho de manhã, ela pergunta "Are you going to school, mommy? I wanna go, too." Sempre explicamos que estamos indo para o trabalho e ela está de férias, mas que daqui a um tempo, ela vai voltar. Ela também tem sonhado com a escola e acorda contando que "brincou" com o Tomaz, a Mariana ou outro coleguinha. Numa destas vezes eu falei "You played with your friends in your dreams, right?... I see you miss them", e ela respondeu "Yes, I miss my misses, too".

Outra coisa que ela tem feito é o pretend play. Durante os dias que passamos na casa dos avós, ela começou a brincar que estava na escola. Numa das brincadeiras, ela era a Miss Mara, eu a Miss Leilane (professora assitente) e o pai a Miss Nella (professora assitente). As bonecas viraram outros amiguinhos da turma. Dentre eles, sempre estava o Tomaz, seguido pela Mariana. Ela, inclusive, chegou a brincar numa das vezes que ela era o Tomaz! Segundo suas professoras, o Tomaz adora a Lolly e sempre a escolhe para toda a atividade que é feita em par.  Pelo jeito o afeto é recíproco!


Lolly e Tomaz

Outra coisa que tem ajudado é um desenho descoberto em uma das navegações da Lolly pelo Youtube, os Bubble Guppies. É muito divertido e educativo e destinado a crianças em idade pré-escolar. As aventuras se passam na escola e é a nova febre da Lolly.

Hoje comprei uniformes para a Lolly e, como tinha que experimentar algumas peças, aproveitei a oportunidade para falar da escola. Disse que o próximo mês era fevereiro e que ela retornaria à escola e  reencontraria os amigos, que haveria novos amigos também. Comentário da Lolly: "Now is february!" Aí eu expliquei ainda leva um tempo para chegar fevereiro ;-)

Todas estas manifestações só nos deixam mais satisfeitos e tranquilos com a escola.  E não podíamos deixar de aproveitar a oportunidade para agradecer pelo carinho e apoio que tivemos, neste ano que passou, de toda equipe da Maple Bear, especialmente das nossas queridas Misses Mara, Nella e Leila!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Good nights

Ano passado, o primeiro post que escrevi, comemorava uma noite inteira de sono da Laura, algo que não acontecia havia um bom tempo. Embora eu tenha encarado o evento com cautela, não deixei de alimentar expectativas de que a maturidade do sono não estaria longe. O que esperava, baseada nas minhas leituras e nas (poucas) trocas de experiências com quem já viveu algo parecido, era que  por voltas dos 2 anos e meio as coisas estariam bem melhor. 

As noites inteiras de sono começaram a aparecer com mais frequência sim, mas logo isso parecia tão eventual que não estava fazendo diferença. Já estava começando a me conformar que o meu destino seria o comentado pela antropóloga  Katherine A. Dettwyler, em seu artigo Sleeping through the Night, em que diz que é normal que "filhotes humanos" só passem a dormir a noite inteira entre 3 e 4 anos. E eu já estava me vendo no extremo desta faixa...

Num dia de cansaço e desânimo resolvi transformar em gráfico as informações de sono da Laurinha, para ver se identificava alguma evolução. Eu mantenho um diário, compartilhado com a babá, em que anotamos os principais eventos do dia (refeições, passeios, soneca...) e tinha todos os horários em que ela acordou à noite, o que me permitiu identificar todas as noites em que ela dormiu por 5 horas ininterruptas ou mais este ano.  Tirei as 5 horas como critério de alguns livros que li, como o The No-Cry Sleep Solution, da Elizabeth Pantley. Segundo esta literatura, este seria o número de horas a partir do qual já se considera que a criança dormiu a noite inteira, pelo menos quando estamos falando de bebês. 

O gráfico, na verdade, mostra um índice que criei, o "Good nights", que é o percentual de dias do mês em que a Lolly dormiu mais que 5 horas. Considerando, para facilitar a comparação, todos os meses com 30 dias.



 

Pelo gráfico dá pra perceber que o primeiro semestre não foi nada animador.  Também foi o semestre que andamos às voltas com mudanças como começar a frequentar a escola e problemas como a constipação. Ainda assim, de maio para frente, podemos dizer que houve sempre uma pequena evolução. Mas mudança sensível mesmo se deu a partir de outubro. Chegando a dezembro com quase 100% de noites "bem dormidas".

O gráfico a seguir é o outro índice em que tentei avaliar mais a qualidade do sono.  Corresponde à média de sono das noites em que a Lolly dormiu 5 h ou mais. Começamos o ano, grosso modo, com a média mais próxima de 5h e nos dois últimos meses do ano superior a 7h  (sua faixa de horas de sono varia entre 5 e 9,5h), chegando a 8h no último mês .



De novo vou ser cautelosa: ainda é cedo para ter certeza que vamos "viver felizes para sempre", mas os dados são animadores.  Apesar de todo o cansaço, sinto que fiz a escolha mais adequada, considerando personalidade da Laura. Diria que tenho até certo orgulho de estar sendo capaz de dar o tempo que ela necessita para atingir a maturidade do sono. Espero continuar tendo energia para permitir que ela siga seu próprio ritmo neste e outros marcos.




sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Let’s go potty!

Há mais ou menos 1 ano planejamos o desfralde da Laura. Compramos o troninho e quando íamos começar, ela constipou. Tudo começou na viagem que fizemos para Minas para passar o natal de 2010 com a família. Depois disso a constipação virou um círculo vicioso, com seus piores momentos entre março e abril deste ano. Em maio já estava tudo bem, mas resolvemos adiar qualquer iniciativa de potty training para depois que o tratamento terminasse, o que aconteceu em setembro.

Neste meio tempo, claro, Laurinha que já é uma criança grande, cresceu mais ainda e as fraldas começaram a não dar conta do recado. Em um certo momento começamos a conviver com vazamentos à noite e ela já estava usando pampers noturna XXG ... foi para a pull ups XXG da Huggies que também só deu conta por um tempo e terminamos com a geriátrica pp (Bigfral juvenil). E começamos a ter vazamentos também de dia (com a pampers total comfort XXG)!

Já andava lendo sobre desfralde e resolvi usar como referência o “No Cry Potty Training Solution” . Com base nesta referência, em outubro começamos algumas ações: desde deixar a Laura me  acompanhar ao banheiro com mais frequência a ensiná-la a baixar a calça e tirar a própria fralda. Compramos alguns livros e um vídeo na Amazon que contam histórias de meninas fazendo a transição para o peniquinho. E o plano para novembro era apresentar esse material e começar um desfralde simulado com as bonecas. Do material, "The Potty Book and DVD Package for Girls" foi o que fez  o maior sucesso. 


E no mesmo dia em que começamos a simular a rotina de usar o peniquinho com as bonecas a Laurinha também quis participar. Depois de alguns dias de acidentes sucessivos (e nenhum sucesso...) começamos a duvidar que a Laurinha estivesse realmente entendendo o que era esperado dela. Foi então que usamos mais uma das sugestões do "No cry potty training solution" e introduzimos um reward chart (do livro "Potty Time Training Pack"). 

Cada vez que ela fazia xixi no penico, dávamos a ela um adesivo para colar no chart. O que compramos é metálico, para ser usado com ímãs. Vieram vários adesivos magnéticos e, quando acabaram, passamos a colar adesivos comuns em pedacinhos de papel magnético, improvisando nossos próprios adesivos magnéticos.

Potty chart: nos dois primeiros dias após o chart, quatro vezes ela fez xixi no potty

Apesar de eu não gostar da história da recompensa, funcionou como mágica: a Laurinha começou a usar o peniquinho prontamente e não parou mais.  Com uma resistência aqui e outra ali, mas progredindo bem.
Fomos seguindo as iniciativas dela e, quando nos demos conta, na terceira semana desde o início do desfralde, ela já estava indo sem fraldas para a escola e usando o banheiro lá.  Também contamos com todo apoio das professoras da Laura, principalmente Miss Nella.

Ainda há uma dificulade: o cocô. A Laura ainda está resistente em usar o peniquinho para fazer cocô, embora já tenha feito algumas vezes. Aí procuramos ir com todo cuidado, seguindo o ritmo dela especialmente neste caso, tendo em vista o histórico de constipação.  

Agora achamos que é questão de dar tempo ao tempo até que a Laurinha se sinta confortável de usar o peniquinho sempre. Depois ainda vem a transição para o vaso... banheiros públicos...

Sabemos que ainda vamos conviver com acidentes, talvez alguns passinhos para trás, mas, de todo modo, tivemos muitos progressos num espaço curto de tempo e, até agora, tudo correu melhor que o esperado. Estamos orgulhosos da nossa mocinha!


Nossa mocinha fantasiada de Stephanie (Lazy Town)