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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Fazendo mistério

Depois de três tentativas, eis as "fotos" da Isabella. A danadinha achou um cantinho preferido e não mudou mais de posição! Claro, uma posição que dificulta visualizar seu rostinho. Tentamos o ultrassom 3D com 29, 30 e 32 semanas. A posição da placenta não ajuda (anterior), mas a Isabella também estava sempre com as mãos ou pés na frente do rosto!
 

Com 30 semanas - placenta na frente do rosto

Com 32 semanas - rostinho mais cheio e imagem mais definida. Mas a mãozinha e a placenta estão aí...

Será que parece com a irmã?  Com a Laura foi mais fácil, pois a placenta era posterior e ela "colaborou" mais. Mas dá para perceber que a tecnologia para este tipo de imagem melhorou bem em 7 anos... As da Isabella saíram mais nítidas.

Laurinha com 28 semanas - Chupando o dedo do pé!

Laurinha com 28 semanas - Olha a pose!



Nota: as "fotos" da Isabella já estão "antigas",  de 5 a 7 semanas atrás. Agora já estou na reta final, com 37 semanas. 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Segunda gravidez: as diferenças

Como disse no post anterior, segunda gravidez é muito diferente.  A vida da família continua e é preciso conciliar as demandas da gravidez com este dia-a-dia.

Foto do ensaio fotográfico feito com 29 semanas. By Eternizando Momentos

Pra começar,  serão poucos posts sobre o assunto e não detalhes a cada consulta ou novidade, como na gravidez da Laura. :)   E mais diferenças:

Sono e paparicos: como faço 7 horas corridas no trabalho, na gravidez da Laura tinha o privilégio de chegar em casa e, simplesmente... dormir! Fazer isso agora? Só em sonhos. No máximo uma soneca de dia no fim de semana... De vez em quando...

Com tempo sobrando, tanto porque não tínhamos a Laura como pelo fato de trabalhar menos horas que hoje, o Douglas conseguia me acompanhar em tudo e paparicar muito mais. Estava comigo das compras às consultas. Agora, muitas vezes tem que escolher de que ultrassom ou consulta participar.

Enxoval: falando em compras,  agora (mais que nunca!) faço tudo online. Das roupas ao papel de parede. Na gravidez da Laura comprei quase tudo em lojas físicas. Agora o inverso é a realidade. Sem falar que, com a experiência adquirida nestes anos, estou gastando muito menos. Conta o fato de saber melhor o que comprar. E a experiência de compras no exterior também me deixou mais exigente quanto a preço e qualidade.

Enxoval: Outlet Americano online
Embora o dólar alto e a cautela com a gravidez  (apesar da médica liberar) tenha feito com que desistíssemos de viajar para os EUA para fazer enxoval, comprei praticamente todas as roupas da
Isabella fora, além de muitos acessórios, como mamadeiras e bomba para tirar leite. Normalmente calculo o valor dos artigos já com imposto de importação antes de me decidir e, ainda assim, vale a pena. É impressionante como alguns artigos são absurdamente caros no Brasil. Como em muitas das compras não fui taxada, foi bastante vantajoso.

A decoração estou fazendo quase toda pelo Elo 7. Já  tinha tido uma ótima experiência com a organização do aniversário de 5 anos da Laura e resolvi repetir a dose. Mesmo comparando com preços de 6 anos atrás, estou gastando metade do que gastei. E pagando frete. É mais complicado comprar decoração online, de várias lojas diferentes. Tenho que coordenar os itens e ás vezes o monitor te engana. Já tive que devolver o kit de berço porque a cor "ao vivo" era diferente do que aparecia na tela do computador. Mas está valendo muito a pena.



Decoração: tudo pelo Elo 7

Moda gestante: na gravidez da Laura, fiz um guarda-roupa de gestante. Depois da gravidez não queria nem ver os vestidos. E a maioria não dava pra usar mesmo. Desta vez achei desnecessário. Estou usando as roupas mais largas que tenho sem problemas. Tirando algumas leggins e sapatos baixos (que vou usar depois que a Isabella nascer...) não comprei nada específico pra grávidas.

Saúde: na gravidez da Laura tive incisura (uma alteração no fluxo sanguíneo das artérias uterinas, que pode resultar em problemas de pressão), mas que não me causou problemas de pressão.  Até o momento, este problema não apareceu.

Agora estou tratando um anemia leve, que não lembro de ter tido na gravidez da Laura. Como minha pressão já é baixa e a anemia, mesmo sendo leve, faz baixar mais ainda, estou impedida de fazer atividades físicas mais intensas. Liberada só para caminhadas leves. No último hemograma deu tudo quase normal, a suplementação de ferro está fazendo efeito.

Aquelas coisinhas da gravidez: como na da Laura, tive enjoo a partir da 6a semana. Mas foi menos intenso e não precisei tomar medicação. Em compensação, durou mais. Com a Laura acabou com 17 semanas. Com a Isabella, um pouco depois da 20a semana!

Fiquei mais preocupada com problemas de formação e genéticos por conta da minha idade, mas correu tudo bem. Isso fez com que adiássemos mais o anuncio da gravidez: na da Laura anunciamos depois de 8 semanas.  Na da Isabella já estava com 13 quando contamos.

29 semanas e 1 metro de barriga!

 A barriga está tão grande quanto na gravidez da Laura, embora eu tenha ganhado menos peso até o momento.

Na gravidez da Laura não consegui uma boa nutricionista e acabei não fazendo um bom acompanhamento.  Desta vez estou com uma ótima profissional, que realmente contribuiu para melhorar a alimentação não só minha, como de toda a família.

Também estou monitorando a diástase. Na gravidez da Laura, nem sabia que existia. Aliás, nunca parei de fazer os exercícios de manutenção, mesmo no 1o trimestre. 







Laura: curtindo todos os momentos!

E está sendo incrível viver este momento com a Laura. Ela está curtindo demais, o que nos deixa muito felizes também. Sabemos que haverá uma adaptação à nova realidade quando a Isabella nascer, mas estamos com uma boa expectativa. Estou agora para completar 32 semanas e em contagem regressiva!

domingo, 3 de maio de 2015

Isabella


O da Isabella vai ser parecido com este e está sendo feito pela loja Fuxicando Arte

Quem nos conhece sabe que já tínhamos optado por ter uma única filha. Não que eu não quisesse. Mas como esta não era  a vontade do Douglas, a opção estava feita. Sempre pensei que esta é uma questão a respeito da qual não se força a barra. Criar um filho é algo que exige muito do casal e é preciso estar em sintonia desde o começo.

Então a vida estava resolvida. Já fazia projetos de futuro considerando a nossa família de filho único. E afirmava com certeza categórica para qualquer um que perguntasse que não teríamos outro.  Nunca, nem de longe me passou pela cabeça que o Douglas mudaria de ideia. Mas mudou!

Em outubro comentava com ele sobre o nascimento do filho de um amigo quando ele veio: "...falando nisso, eu estava pensando..." Quase tive um troço. Mil coisas me passaram pela cabeça ao mesmo tempo... Será que ainda quero? Será que ainda consigo? Será que ainda engravido aos 43?! Mas as dúvidas não duraram quase nada. E o tempo estava contra mim. Comecei logo a planejar: consulta com a ginecologista, pesquisar sobre fertilidade/infertilidade, riscos da gravidez depois dos 40...

A primeira coisa foi voltar para o meu amigo Fertility Friend. Que agora tem até app. Na época da gravidez da Laura só tinha o serviço no site.  Comecei a rotina de registrar os sinais de fertilidade ao longo do ciclo. Comparando os gráficos de outubro e novembro com os da época da Laura, parecia tudo funcionar como antes, o que me deixou animada.

A minha médica pediu um batalhão de exames. E uma triagem da minha fertilidade: medir hormônios em vários momentos do ciclo, estimar reserva ovariana. Os exames hormonais não estavam tão ruins, apesar de apresentar na maioria valores limítrofes em relação ao esperado. Mas no dia em que fiz o ultrassom para estimar a reserva ovariana voltei para casa desanimada. A reserva deu baixa. Disse para o Douglas que achava que não seria tão fácil engravidar desta vez. Então ele sugeriu que começássemos a tentar naquele ciclo, em dezembro.

Fiquei muito espantada quando o exame de gravidez deu positivo. Como assim de primeira? Nem na gravidez da Laura tinha sido tão rápido.  Mas, como dizem os especialistas, se a função ovariana está preservada (o ciclo funciona direito, a ovulação está ok...), você só precisa de um óvulo para engravidar.

A grande questão era: o óvulo ainda seria de boa qualidade? Este é um dos maiores problemas de quem engravida mais tarde, uma vez que, mesmo com boa saúde, os óvulos envelhecem. Existe certa controvérsia a este respeito, pois há pesquisadores que propõem que estilo de vida e determinados suplementos influenciam positivamente nesta qualidade. No pouco tempo que tive antes de engravidar, cheguei a tomar alguns como Arginina e Co-enzima Q10. Mas a maior parte das evidências está do lado da influência negativa da idade sobre a qualidade do óvulo. São mais frequentes abortos espontâneos e anomalias genéticas.

Também já tinha pesquisado e havíamos decidido fazer um exame surgido nos últimos anos, que faz uma triagem do DNA fetal para anomalias genéticas, de forma não  invasiva, a partir de células do feto presentes no sangue da mãe. É uma classe de exames chamada NIPT (Non Invasive Prenatal Test - Teste Prenatal Não-Invasivo). O exame é caro e tem laboratórios credenciados no Brasil apenas para a coleta do sangue. O teste é feito nos EUA e a gente tem que esperar até 20 dias úteis pelo resultado.

Havíamos decidido só revelar a gravidez, inclusive para a família, após o fim do primeiro trimestre, quando já teríamos feito o ultrassom morfológico e já teríamos o resultado do NIPT. Como a idade traz mais riscos e também temos a Laura, não quisemos criar expectativas antes de ter mais segurança sobre a saúde do feto e da gravidez.

No período do segredo contei com o Douglas e duas amigas (Regiane e Elayne) para dividir as preocupações e alegrias. Sem este apoio acho que teria surtado! :)))

Bem, deu tudo certo. Ultrassom morfológico do primeiro trimestre normal e NIPT apontando o risco mais baixo da escala para as principais anomalias genéticas. O NIPT também aponta o sexo: teríamos outra menina. Hora de contar!

Contamos primeiro pra Laura. Ela quase surtou de alegria. Saiu pulando pela casa e procurando a babá, Julienne (pra quem eu tinha contado um dia antes), pra contar que iria ter uma irmã! Depois ligamos para nossos pais. Todos ficaram muito contentes com a novidade. Depois foi dividir a alegria também com os amigos.

No aniversário do Douglas, o presente foi para a Isabella :) (dos colegas de trabalho)

Pra começar a envolver a Laura, deixamos que ela escolhesse o nome.  Eu e Douglas queríamos Amanda, mas a Laura não aprovou. Começou com Bárbara, para que a irmã tivesse o apelido de "Barbie". Ui. Ao longo do dia fomos falando do assunto, até que eu lembrei da boneca que ela ganhou no Natal, para quem ela deu o nome de Isabella. Até brinquei: "...mas você não vai querer sua irmã e a boneca com o mesmo nome, né Laura?".  Engano meu. Ela adorou. Disse: "...perfeito, elas serão gêmeas!" . Tudo bem que semanas depois ela trocou o nome da boneca...

Bem, os dois "l". Quando escolhemos Amanda, queríamos um nome bilíngue, comum tanto em português quanto em inglês. Para nossa sorte. Isabella atendia os requisitos. Mas a grafia mais comum em inglês é com dois "l".  Como por aqui também esta grafia não é incomum, ficou Isabella. Apesar de não gostar de nomes complicados, com th, y, letras duplas sem necessidade e etc.

A gravidez está indo bem. E a Laura está curtindo horrores. Conta pra todo mundo, abraça, beija, conversa com a barriga. Conta os meses quase todos os dias. Até ficamos surpresos com tamanha alegria. A Laura nunca tinha pedido irmãos, embora tenha criado irmãos imaginários. Mas amigos/irmãos/etc.  imaginários é algo comum e não vimos isto como algo especial no caso dela, que tem muita imaginação. Aliás, os "irmãos" já tinham ido embora há algum tempo.

Curtindo a irmãzinha, agora no 5o mês de gravidez

Segunda gravidez é bem diferente. O tempo é muito curto. A rotina da Laura continua e o tempo que "sobra" tem que ser divido com consultas, exames e organização do enxoval. Tem sido difícil a gente se organizar para postar as novidades até para a família.  Ainda não sabemos se vamos criar um blog pra Isabella. Por enquanto vamos dando notícias por aqui.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Efeito das mídias eletrônicas nas crianças


A Laura tem uma agenda cheia. Ela vai à escola. Faz robótica, artes, piano, natação. Mas tem tempo livre o suficiente para brincar todas as tardes com as crianças do prédio em que moramos ou nos playgrounds próximos.  Tempo para desenhar. Ler. Brincar com seus brinquedos. Brincar comigo e o Douglas, com a babá... E no meio de tantas atividades, sim: a Laura brinca com o seu iPod ou iPad e/ou assiste TV, e, mais raramente, brinca no computador.

Desde bebê,  dispositivos como o iPod fazem parte da sua rotina. E já fazia da nossa, antes de a Laura nascer. Eu e o Douglas temos formação em Ciência da Computação, somos profissionais de Tecnologia da Informação (TI). Douglas é particularmente apaixonado por ciência, tecnologia e futurismo. Não seria diferente. Tecnologia para nós sempre foi ferramenta de trabalho, educação e lazer.

Depois que a Laura nasceu não demorou muito para que víssemos a tecnologia como aliada em nossa rotina. A Laura era um bebê bastante exigente: dormia pouco durante o dia, acordava muito à noite. Ficava pendurada no peito. Requeria bastante interação, só queria meu colo e chorava facilmente nas situações mais corriqueiras, como trocar de fralda ou tomar banho. Além de querer o colo ela queria movimento. Então, na maior parte do tempo eu ficava de pé, de preferência andando ou dançando... Carrinho? Só funcionava se estivesse em movimento também. Não fosse o Douglas e a babá para revezar...

Mas nem o revezamento e nem todo o amor do mundo nos protegia de chegar ao fim do dia exaustos. Quem acompanha este blog sabe que a chave para lidar com a Laura foi tudo que aprendemos na literatura sobre sua personalidade, formas de lidar com suas características particulares, desenvolvimento e educação infantil.

Mas lançávamos mão de tudo que parecia ajudar... e as mídias eletrônicas entraram aí.  Começamos a usar a TV, pelo poder de capturar a atenção da Laura. Basicamente, isso garantia alguns minutos sentada com ela. Não me lembro quantos meses depois de nascida foi o primeiro contato. Mas lembro que neste início ela gostava de assistir o tema de abertura dos Backyardigans (o Douglas chegou a gravar um DVD que repetia a abertura por alguns minutos), Bebê Mais e Baby Einstein. Um dia, a Laura devia ter uns 5 meses, testamos usar o iPod com um vídeo infantil durante a rotina após o banho da noite. E a distração realmente ajudou a levar esta rotina adiante com mais tranquilidade.

1 ano e 3 meses: "meu" iPod?

Consequência natural, gradativamente o iPod passou a ser opção para educação e lazer da Laura também. Qualquer que fosse o dispositivo, sempre tivemos muito cuidado com o conteúdo, escolhendo a dedo programas e apps que usávamos. Mesmo depois que ela já tinha condições de ficar sozinha, vendo TV, por exemplo, nunca a deixamos. Até hoje,  é algo que evitamos. Até pela questão do bilinguismo, tínhamos a noção de que exposição passiva a um conteúdo raramente traz benefícios (aprendizado, por exemplo), então estávamos sempre juntos e interagindo.

Paralelamente, comecei a me preocupar se esta exposição precoce poderia ser prejudicial. Esbarrei em algumas recomendações bastante radicais, como a da American Academy of Pediatrics - AAP - (Academia Americana de Pediatria), que recomenda que crianças menores que 2 anos não sejam expostas a nenhum tipo de mídia eletrônica, seja por meio de TV, computadores, dispositivos móveis, etc.

Bem. Antes de completar 1 ano, a Laura puxou o iPod das mãos do Douglas pela primeira vez. Antes de completar 2 anos, ela já sabia ligar, desbloquear e escolher o que queria fazer no seu iPod... Sempre achamos que exposição à mídia eletrônica, como tudo na vida, é uma questão de uso saudável, equilibrado.

Com tudo que tínhamos aprendido (e continuamos aprendendo) sobre desenvolvimento e educação infantil, sempre foi claro para nós o quê é mais importante para um desenvolvimento motor, cognitivo, emocional e social saudável: dar à criança atenção e interação adequada, estarmos presentes, darmos suporte emocional, amor. A recomendação da AAP me pareceu excessiva. Desde quando aquele nível de exposição à mídia eletrônica estaria privando a Laura de tudo isso?! Pra mim era óbvio que não estava. Mas a pulguinha ficou atrás da orelha. Será que poderia trazer algum prejuízo para o desenvolvimento do cérebro?

Não demorou muito para esbarrar em outras recomendações para limitar (ok, claro!) e mesmo banir (o quê?!) dispositivos da vida das crianças pequenas.  Artigos como este sugerem que o acesso a mídia eletrônica deve ser proibido até os 12 anos! A última recomendação, li em um post da minha adorada psicóloga Dra. Laura Markham, autora do livro "Peaceful Parenting, Happy Kids." Ela baniu TV (e outros dispositivos) de sua casa, até que seus filhos, por volta dos 10 anos, começaram a querer saber sobre os programas que os amigos assistiam.  Ela é terminantemente contra uso de mídias eletrônicas como hábito diário, pois, segundo as pesquisas em que ela se baseia, dentre as muitas desvantagens, estas mídias viciam.

Sou muito sensível a recomendações de especialistas a quem respeito. Mas isso, novamente, pareceu-me uma atitude extrema. Vemos tecnologia como parte natural da nossa vida e percebemos, no nosso dia-a-dia com a Laura, o poder que ela tem de apoiar o aprendizado e o amor pelo aprendizado.

Todos sabemos que a tecnologia está cada vez mais presente, em ritmo acelerado. E estamos só começando.  A solução é esconder as crianças embaixo da cama, colocá-las em uma bolha de vidro? Ou seria melhor prepará-las para lidar com um mundo sempre em evolução?  Prepará-las para ter uma relação saudável com as mídias eletrônicas? A raça humana estaria condenada a déficit no desenvolvimento, obesidade e desordens mentais por conta da tecnologia? Sim. É o que algumas pesquisas sugerem. Algumas chegam a sugerir correlação com déficit de atenção e hiperatividade (o famoso Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade - TDAH) e até autismo.

Alerta: correlação não é relação de causa e efeito! Significa, por exemplo, que se pode ter notado um aumento do diagnóstico de TDAH (ou qualquer outra doença)  no mesmo período em que aumentou o acesso das crianças a mídias eletrônicas. Mas coincidência temporal não significa que uma coisa causou a outra. O aumento no diagnóstico de casos de TDAH pode ter ocorrido simplesmente pelo fato de a ciência ter avançado e os profissionais de saúde terem se tornado mais capacitados para fazer o diagnóstico. Ou por um "efeito manada", em que qualquer desvio de comportamento acaba sendo diagnosticado como TDAH.

De qualquer forma, estamos em um momento em que  aumentou nossa preocupação com a exposição da Laura a mídias eletrônicas. Achamos que a Laura tem ficado mais absorvida quando está assistindo algo ou brincando no iPad. Interrompê-la, às vezes, é motivo de conflito.

iPad: Concentrada...
Sabemos que hoje seu poder de concentração é maior. E que ela reclama também se estiver no meio de outra atividade, como desenhar, e tiver que parar.  Transições são momentos delicados e às vezes a gente esquece de que ainda é necessário prepará-la. Mas, isso não elimina a possibilidade de que seu comportamento seja algo específico da sua relação com as mídias eletrônicas.

Outro dia, discutindo como tratar o assunto, o Douglas até colocou que acha que a diferença entre interrompê-la quando ela está desenhando é diferente de quando ela está jogando ou assistindo algo, pelo fato de, na primeira atividade, ela ter mais controle sobre o que está fazendo e o baixo impacto da interrupção. No caso de um vídeo ou app, há a ansiedade de se perder alguma coisa ao ser interrompido "bem naquela hora", o que naturalmente vai provocar atraso em nos atender e/ ou protestos mais intensos.

Já andava meio cansada da insatisfação com as respostas que tinha obtido até o momento. Tudo com cara de medo e dificuldade de lidar com o que é novo e/ou pouco compreendido. E resolvi pesquisar, pensando que alguém deveria ter uma opinião ou evidências diferentes das fontes de informação a que tive acesso. Não é possível ter uma visão equilibrada, bem fundamentada de um assunto se você não ouve quem é pró e quem é contra. Já tinha visto bastante  o lado contra e fui procurar literatura que tivesse uma visão mais positiva do assunto. E encontrei o livro: Screen Time: How Electronic Media—From Baby Videos to Educational Software—Affects Your Young Child, da repórter Lisa Guernsey.

Hum... repórter? Não era melhor um especialista em desenvolvimento infantil e/ou do cérebro? Talvez. Mas fiquei bastante impressionada com a quantidade  e qualidade do material que ela usou para escrever o livro. Em toda parte há referência a artigos, eventos da área de que ela participou para fazer sua pesquisa, entrevistas com especialistas e pesquisadores renomados. E uma análise profunda de muitos mitos relacionados com o uso das mídias eletrônicas por criança. Pareceu-me um livro muito sério e bem embasado.

Além do que, identifiquei-me prontamente com sua motivação:  mãe de duas meninas, ela queria respostas diretas e conselhos realistas sobre os efeitos de mídia eletrônica sobre crianças.  Depois de profunda investigação, ela sugere que exposição à mídia tem que ser vista menos em termos da quantidade de exposição e mais em termos da qualidade do conteúdo, do contexto em que é usada e das necessidades individuais da criança. Isso sim, me pareceu sensato.  Para exemplificar, comento a seguir algumas coisas que o livro esclareceu para mim. Não pretendo apontar para as referências às pesquisas já documentadas no livro. Sugiro que leiam o livro para maiores detalhes. Aliás, recomendo fortemente.

Chamo a atenção também para o fato de que esta é a minha visão do livro. Certamente tendenciosa pelo fato de ter me identificado bastante com a autora.


1) A recomendação da AAP

 Associação Americana de Pediatria recomenda:
"...avoid television viewing for children under age of 2 years ...
... research on early brain development shows that babies and toddlers have a critical need for direct interactions with parents and other significant caregivers (e.g. child care providers) for healthy brain growth and the development of appropriate social, emotional and cognitive skills. Therefore exposing such young children to television programs should be discouraged."
("... deve-se evitar que crianças menores de 2 anos assistam televisão...
... pesquisas no desenvolvimento do cérebro mostram que bebês e crianças pequenas tem uma necessidade crítica de interação direta com pais e outros cuidadores importantes (e.g. nas creches) para um crescimento saudável do cérebro e desenvolvimento de habilidades sociais, emocionais e cognitivas adequadas. Portanto, tal exposição precoce de crianças à televisão deve ser desencorajada.")
A AAP fez esta recomendação com a melhor das intenções, certamente pensando no interesse das crianças. Mas, para minha surpresa, sua recomendação não foi devidamente fundamentada. Ela se baseou na pesquisa existente que demonstra o papel primordial que  atenção e interação desempenham para o desenvolvimento da criança. Perfeito. Mas não se baseou em pesquisas igualmente maduras que demonstrassem prejuízo da exposição precoce a mídias eletrônicas. Segundo fala de um dos membros do comitê de mídia da AAP, "... nenhuma pesquisa tinha apontado ainda qualquer vantagem em expor crianças menores de 2 anos a TV...".  E por isso resolveram ser tão radicais?

E, coisa que não se conta quando citam esta justificativa contra a exposição a mídias eletrônicas: esta recomendação foi bastante criticada no meio científico por sua falta de fundamentação e seu caráter excessivo.

Além do mais, desde quando expor a criança a este tipo de mídia a está privando automaticamente de interação com pais e cuidadores? Estão assumindo que a criança ficará exposta quanto? 100% do tempo? E quanto aos pais que tem participação ativa no uso da mídia com seus filhos: assistem, jogam e brincam junto com a criança, caso em que não podemos falar de uma exposição passiva e nem de falta de interação?

Além disso, se os pais são negligentes a ponto de deixar a criança sujeita a uma falta de interação prejudicial ao seu desenvolvimento, a disponibilidade de mídias eletrônicas é a culpada? Desligar a TV vai tornar estes pais menos negligentes? Vai de fato aumentar o tempo que as crianças estariam interagindo com estes pais? Pouco provável.

E será que todo o tempo de interação com os pais é positivo? Ou somos todos humanos e temos momentos ruins também?

Como diz a autora do livro, em mundo ideal em que os pais tivessem tempo ilimitado para ficar com crianças eternamente felizes e bem comportadas, ninguém sequer pensaria em usar um vídeo para bebês para conseguir um momento para respirar. Mas, no mundo real, os vídeos são usados para isso. A resposta é moderação.

2) TDAH

Em 2004, um estudo liderado pelo pediatra Dimitri A. Christakis, à época pesquisador  do Instituto de Saúde Infantil da Universidade de Washington, reportou que  crianças que tinham assistido muita TV quando pequenas estavam tendo problemas de atenção aos 7 anos. O estudo parecia fornecer a primeira evidência de que a exposição à TV poderia afetar negativamente o desenvolvimento do cérebro e recebeu bastante atenção da mídia. Seus autores sugeriram a seguinte ligação: quanto mais TV, maior o risco de problemas de atenção. E que diminuir exposição à TV reduziria o risco de TADH.

Mas, em poucos meses após a sua publicação no jornal Pediatrics, o estudo  foi criticado por cientistas especializados em TADH, pesquisadores em psicologia do desenvolvimento infantil, e mesmo especialistas em mídia e comunicação, que apontaram falhas significativas no estudo. Por exemplo, nenhuma criança do estudo havia sido diagnosticada clinicamente com TADH. As conclusões foram tiradas a partir da declaração dos pais das crianças de como elas se comportavam... Parece piada, algo tão grosseiro, numa pesquisa que se diz científica, né?

Pois é. Outros pesquisadores questionaram também por que alguém sem tradição no meio científico estava ganhando tanta atenção.  Bem, ele ocupava um cargo no governo...

O estudo não levou  também em consideração a possibilidade de relação inversa ao que seus autores propuseram. E, se, quanto mais extremos os problemas de comportamento, mais os pais tivessem recorrido ao uso de TV para tornar sua rotina com estas crianças mais suportável?

A conclusão é que, com os dados disponíveis no estudo e considerando suas diversas falhas, não era possível estabelecer a ligação defendida no artigo.


3) Autismo 

Esta também é engraçada. A correlação com o autismo surgiu de um estudo feito por economistas e sequer foi publicado em uma publicação científica.  O tal estudo avaliava algumas localidades com alta adesão a TV a cabo com incidência de autismo. Detalhe: ninguém sabe por que as localidades escolhidas para o estudo foram selecionadas. Só rindo.

Não sei se existem estudos mais sérios sobre o assunto. Mas pelo menos nenhum que a autora tivesse conhecimento à época da escrita do livro.

4) Zumbis

Não. Aquele olhar vazio das crianças quando estão ligadas na TV e não te ouvem, não significa que estão em um estado de supressão de processos mentais. Não estão vegetando.  Existe envolvimento cognitivo. Mas em que grau, varia com a idade.

Em experimentos em que as crianças eram expostas a um vídeo infantil sem alterações, a um vídeo com cenas embaralhadas e outro em uma língua que nunca tinham ouvido, verificou-se que crianças maiores  de 2 anos percebem as diferenças e reclamam que há "algo errado" com o vídeo embaralhado, por exemplo. Crianças menores não perceberam, mas não se pode inferir o que são capazes de distinguir.

Além disso, também se demonstrou que a atenção das crianças não é contínua. Elas desviam bastante da tela e quanto mais jovens, maior a frequência dos desvios.

5) TV como barulho de fundo faz mal

Particularmente para a fase que as crianças estão desenvolvendo a linguagem. Por quê?  A TV ligada em segundo plano interfere negativamente com as atividades em primeiro plano. Apesar de nem sempre percebido, pesquisas mostram que este barulho de fundo (que pode ser de outras fontes como rádio ou ar condicionado barulhento) atua como uma distração. Afeta a qualidade da interação dos pais com a criança. A qualidade da brincadeira em termos de o quanto a criança se envolve com o que está brincando. E, quanto mais alto o barulho, mais afeta a capacidade das crianças distinguirem e entenderem a fala de outras pessoas, fundamental para o desenvolvimento da linguagem.

6) Aprendizado e violência

O livro tem muito mais informação a oferecer. Por exemplo, discute ainda se as crianças conseguem aprender assistindo programas de TV ou vídeo.  O aprendizado em situação de exposição passiva é quase nulo. Quando a mídia pede a participação do espectador (estilo as perguntas que a Dora faz nos episódios de "Dora Aventureira" ou o Steve em "Pistas de Blue") a possibilidade de aprendizado aumenta. Quando há um adulto diretamente envolvido, participando do momento com a criança, ela aprende ainda mais.  E, claro: exposição ao conteúdo violento, assustador ou de outra forma incompatível com a idade da criança (estilo uma criança de 2 anos assistindo Bob Esponja...) tem impacto negativo. Seja no aprendizado, desenvolvimento da linguagem ou emocional.

7) Contras

Um problema do livro é que ele está desatualizado. Ele fala de mídias eletrônicas da década passada. Formas de interação como as oferecidas pelas apps em iPad e similares ainda não estava em voga. A autora comenta somente no epílogo do livro que a pesquisa sobre este tipo de interação ainda estava começando. O modelo de interação destes dispositivos é diferente porque é altamente responsivo: não tem nada no meio do caminho entre a ponta do dedo e a resposta esperada. A interação é bem mais intensa. Não é como computador que a pessoa tem que ter em mente mapeamento de mouse, tela, clique e resposta. Seria um modelo que favoreceria mais o aprendizado?  E quais os pontos negativos? Por ocasião da publicação do livro ainda não havia pesquisa capaz de responder.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

De volta à natação

Laurinha teve seu primeiro contato com a natação aos 5 meses. Naquela época descobrimos que as crianças poderiam começar tão cedo quanto 3 meses! Além de acharmos importante a atividade física e, no caso da natação, seu papel na segurança da criança, tínhamos esperança de que o cansaço extra ajudasse com o sono, difícil naquela época. Não ajudou. Mas a aula era legal, ainda tinha a oportunidade de contato com outras crianças e continuamos com o "Bebê 1" (aula para crianças de 3 meses a 2 anos) até o fim.

Primeira aula de natação!

Não foi um caminho suave.  Às vezes a Laura ficava agitada e não participava de toda a rotina da aula. Era resistente com mergulhos e saltos. E, como ainda mamava, teve uma hora que tive que deixar de entrar na piscina com ela, pois ele queria o conforto do peito nos momentos de agitação. Assim, creio que por volta de quando a Laura tinha 1 aninho, a babá passou a entrar com ela na piscina. Normalmente o Douglas levava, pois minha presença também atrapalhava.

Ainda assim, tínhamos intenção se continuar. E iniciamos "Bebê 2" para crianças de 2 a 4 anos.  Nesta fase, as crianças ainda fazem aula na piscina infantil, mas entram na piscina sozinhas. Mas aí apareceu um problema de adaptação, pois trocaram de professora... A instrutora nova não estava lidando bem com a resistência da Laura em realizar algumas atividades como mergulhos e saltos, muito embora tivéssemos deixado claro para ela que não tínhamos expectativa de progresso rápido. Conhecemos a Laura e a última coisa que funciona quando ela está resistente é tentar forçar.  Precisa de muita paciência e encontrar o jeito certo de motivar. Enfim, as coisas chegaram a um ponto que avaliamos que o melhor seria tirar a Laura da aula.

Depois que ela completou 5 anos, começamos a nos preocupar novamente com a natação. Sempre surgem eventos em que piscina é parte da diversão... Tínhamos que supervisionar o tempo todo e, na maioria das vezes, entrávamos na piscina com ela. O que começou a ficar incômodo até para ela mesma, já que os amiguinhos nadavam e ficavam sozinhos na piscina.

De volta

Resolvemos apostar na familiaridade e retornamos para a mesma escola de natação. Felizmente, as lembranças ruins parecem não ter ficado. Mas o recomeço foi difícil. Embora ela gostasse da aula, da socialização, continuava resistindo principalmente com os mergulhos. Ela não admitia sequer colocar a cabeça embaixo d'água. Tivemos atenção especial do diretor da escola que chegou a fazer algumas aulas com ela. E os instrutores aconselharam que ela fizesse aulas com uma frequência maior, para que o ambiente e a aula se tornasse mais parte da rotina dela, ajudando a superar os medos.

A princípio ficamos inseguros de introduzir mais atividades na semana da Laura. Mas achamos que os instrutores poderiam ter razão, já que ela fazia aula apenas uma vez por semana, aos sábados. Além disso seria uma oportunidade para que ela fizesse aulas sem a nossa presença, pois, durante a semana a babá é quem levaria. A gente sabe que conosco por perto, ela controla menos o emocional.

E funcionou. Com paciência e aumento da frequência das aulas, a Laura desabrochou. E no fim do ano passado já estava fazendo aula com as crianças da turma que já estavam num nível mais avançado!! Ela ama fazer as aulas e estamos muito satisfeitos com o desenvolvimento dela.

Quanto às aulas de natação para bebê, avaliamos que, pelo menos no caso dela, não foram relevantes, nem parecem ter contribuído para o seu aprendizado atual.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

6 aninhos

Este ano os 6 aninhos da Laura foram comemorados em casa, fazendo passeios e atividades que ela gosta e na escola.

O aniversário coincidiu com a terça de carnaval, dia 17.  Assim, tivemos tempo e liberdade para deixar que ela escolhesse como queria comemorar em cada dia.

Começamos no sábado, dia 14 indo almoçar no The Fifties do Park Shopping, onde ela sempre pede cachorro quente (com catchup!) do menu infantil. A melhor parte do passeio? Ir prá la de metrô. Neste dia ela também escolheu o seu presente.

No Metrô

Escolhendo o presente

Domingo o papai baixou vários episódios do atual desenho preferido da Laura, o "Teen Titans Go" e ela mergulhou numa maratona. Ok, combinamos de afrouxar os limites e deixá-la comemorar...



Dia 16 ficamos em casa, brincando quase o dia inteiro :)

Dia 17, teve bolo,  claro, com direito a parabéns cantados por nós e os avós (por meio de chamada de vídeo). Neste dia também ela pediu para ir para um dos seus playgrounds preferidos, na 214 Norte.

Pronta para os parabéns

Torta de maracujá, o segundo sabor preferido :)

O dia mais esperado contudo, foi o dia 20, com celebração na escola. Ela não falava de outra coisa em casa e, segundo as professoras, na escola também! Estava empolgadíssima e a celebração foi bem divertida.

Com a amiguinha Maria Fernanda

Parabéns com bolo de chocolate, claro!

Muito felizes com nossa estrelinha

Com a querida Babá, Julienne

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Baby Alive negra? Só importada...

Depois de mudar de ideia umas 3 vezes, a Laura finalmente escolheu seu presente de Natal. Em sua cartinha para o Papai Noel, pediu uma boneca Baby Alive.

"Dear Santa, I want a Baby Alaiv for crismis. Love, Laura"
Fiquei surpresa e contente ao ver que a boneca vinha em 3 versões: loura, morena e negra. Eu estava inclinada a comprar a morena e o Douglas achou que a negra tinha a cor da pele mais proxima da cor da Laura. Mas, enfim, embora a Laura tenha uma imagem muito positiva da propria cor (de chocolate, como ela mesma diz), nada impedia que ela estivesse pensando na loura, que era a que tinha visto na propaganda.

Então achei um site que tinha todas as versões e perguntei a Laura, qual delas ela queria que o Papai Noel trouxesse. Quando viu a negra, vibrou de alegria! Com os olhos brilhando, disse que queria aquela. Mal sabia eu que ia ser um parto achar a boneca negra!

Fui ao site da Hasbro e procurei nas lojas indicadas como revendedoras. Olhei somente online. Em TODAS as lojas a Baby Alive negra estava esgotada. Não sei se é exagero meu, mas fiquei pensando no que isso revela sobre nossa identidade de mestiços e negros. Certamente a baby Alive negra não estava esgotada por ser um sucesso de vendas. Meninas de todas as raças andam com bonecas louras... 

Com o Natal se aproximando, acabei apelando para a importação e comprei a boneca pela Amazon. Ainda passei mais um período de tensão com a boneca presa na Receita. Mas contei com o bom atendimento da DHL. Entrei em contato com eles, explicando que se tratava de um presente de Natal e conseguiram fazer a burocracia e liberar a boneca um  dia após o meu contato.

Na véspera de Natal, Laura ainda estava preocupada se o Papai Noel ia saber que ela queria a boneca de pele escura. Até insistiu para eu escrever outra carta dizendo para o Papai Noel que era a "moreninha". Só dormiu tranquila depois que concordei.

Infelizmente, não vimos quando a Laura achou a boneca na árvore de Natal. Estávamos de férias na casa da minha mãe e dormimos até mais tarde. Foram os avós que presenciaram  sua alegria quando abriu o pacote. Segundo a vovó Glória ela estava exultante dizendo "Olha, vovó, ela é igualzinha a mim!"


Feliz da vida com a boneca "igualzinha a ela" :)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Celebrações de fim de ano

Este ano, além das festas de encerramento tradicionais da escola, tivemos alguns momentos especiais, já que tivemos também a "formatura" da Laura (passagem do ensino infantil para o fundamental).


Apresentação de Ballet

No Ballet tivemos a organização de várias apresentações inspiradas em filmes e musicais infantis da Disney. No caso da turma da Laura, o tema foi "Frozen".





Encerramento de ano

Para celebrar o fim do ano, tivemos a apresentação tradicional de todas as turmas, cada uma com uma dança.




Formatura

Ponto alto das comemorações foi a passagem de segmento, que a escola comemora quando as crianças passam do Ensino Infantil para o Ensino Fundamental I (year 1 - ano 1), do Fundamental I para o fundamental II (year 5 - ano 5) e quando concluem o primeiro grau (year 9 - ano 9).

O evento tem mesmo pompa de formatura, com as crianças vestidas de beca e direito a oradores e entrega de diploma.  A cerimônia foi conjunta para os alunos do IK (Intermediate Kindergarten - Jardim II) e Year 4 (Ano 4), e os  oradores do Year 4 representam os do IK.





Confraternização das famílias

Tivemos ainda uma animada confraternização das famílias da turma da Laura, organizadas pela nossa querida Nathalie. Tudo preparado com muito capricho e a hospitalidade de sempre! Foi nota 10!!










domingo, 14 de dezembro de 2014

Evolução do vocabulário 2014

Fizemos recentemente uma nova avaliação do vocabulário, utilizando o mesmo site que temos utilizado nos últimos anos. A Laura está crescendo e a expectativa é que seu vocabulário esteja aumentando bastante. Além disso, eu e a Junia estamos sempre lendo material em inglês e ouvindo audiobooks. Sendo assim, é bem interessante ter uma avaliação do como temos progredido.

Nossos resultados foram os seguintes, o que indica que todo mundo melhorou:

Laura: 6.840
Mamãe: 15.100
Papai: 20.600



Eu achei meu aumento exagerado e, com certeza, há alguma distorção. Fiz o teste três vezes e peguei a mediana. Eu costumo ler muito e anotar todo vocabulário novo que aprendo para tentar não esquecer. Mas tenho certeza de que não aprendi quase três mil palavras em um ano. No máximo um terço disso. Para comparar, fiz o teste usando o VocabularySize.com, e atingi 18500, que é mais próximo do que eu esperava, apesar de ser outra metodologia e os valores não serem comparáveis de forma direta.

Percebi também que está mais difícil fazer o teste no lugar da Laura pela grande quantidade de palavras de sentido abstrato que começam a aparecer no teste. Se por um lado é relativamente fácil avaliar se ela conhece uma palavra de sentido concreto, como o substantivo "beam" (raio, facho) ou o verbo "dig" (cavar), não é nada fácil estimar se ela sabe o que significa algo abstrato como "contempt" (desprezo).

Como o teste é baseado em um conjunto limitado de palavras e faz uma extrapolação, é bem possível que ela saiba muito mais do que imaginamos. Principalmente porque ela não tem nenhuma dificuldade em assistir filmes e seriados infantis em inglês. Talvez ano que vem ela mesma já consiga fazer o teste!