quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

De volta à natação

Laurinha teve seu primeiro contato com a natação aos 5 meses. Naquela época descobrimos que as crianças poderiam começar tão cedo quanto 3 meses! Além de acharmos importante a atividade física e, no caso da natação, seu papel na segurança da criança, tínhamos esperança de que o cansaço extra ajudasse com o sono, difícil naquela época. Não ajudou. Mas a aula era legal, ainda tinha a oportunidade de contato com outras crianças e continuamos com o "Bebê 1" (aula para crianças de 3 meses a 2 anos) até o fim.

Primeira aula de natação!

Não foi um caminho suave.  Às vezes a Laura ficava agitada e não participava de toda a rotina da aula. Era resistente com mergulhos e saltos. E, como ainda mamava, teve uma hora que tive que deixar de entrar na piscina com ela, pois ele queria o conforto do peito nos momentos de agitação. Assim, creio que por volta de quando a Laura tinha 1 aninho, a babá passou a entrar com ela na piscina. Normalmente o Douglas levava, pois minha presença também atrapalhava.

Ainda assim, tínhamos intenção se continuar. E iniciamos "Bebê 2" para crianças de 2 a 4 anos.  Nesta fase, as crianças ainda fazem aula na piscina infantil, mas entram na piscina sozinhas. Mas aí apareceu um problema de adaptação, pois trocaram de professora... A instrutora nova não estava lidando bem com a resistência da Laura em realizar algumas atividades como mergulhos e saltos, muito embora tivéssemos deixado claro para ela que não tínhamos expectativa de progresso rápido. Conhecemos a Laura e a última coisa que funciona quando ela está resistente é tentar forçar.  Precisa de muita paciência e encontrar o jeito certo de motivar. Enfim, as coisas chegaram a um ponto que avaliamos que o melhor seria tirar a Laura da aula.

Depois que ela completou 5 anos, começamos a nos preocupar novamente com a natação. Sempre surgem eventos em que piscina é parte da diversão... Tínhamos que supervisionar o tempo todo e, na maioria das vezes, entrávamos na piscina com ela. O que começou a ficar incômodo até para ela mesma, já que os amiguinhos nadavam e ficavam sozinhos na piscina.

De volta

Resolvemos apostar na familiaridade e retornamos para a mesma escola de natação. Felizmente, as lembranças ruins parecem não ter ficado. Mas o recomeço foi difícil. Embora ela gostasse da aula, da socialização, continuava resistindo principalmente com os mergulhos. Ela não admitia sequer colocar a cabeça embaixo d'água. Tivemos atenção especial do diretor da escola que chegou a fazer algumas aulas com ela. E os instrutores aconselharam que ela fizesse aulas com uma frequência maior, para que o ambiente e a aula se tornasse mais parte da rotina dela, ajudando a superar os medos.

A princípio ficamos inseguros de introduzir mais atividades na semana da Laura. Mas achamos que os instrutores poderiam ter razão, já que ela fazia aula apenas uma vez por semana, aos sábados. Além disso seria uma oportunidade para que ela fizesse aulas sem a nossa presença, pois, durante a semana a babá é quem levaria. A gente sabe que conosco por perto, ela controla menos o emocional.

E funcionou. Com paciência e aumento da frequência das aulas, a Laura desabrochou. E no fim do ano passado já estava fazendo aula com as crianças da turma que já estavam num nível mais avançado!! Ela ama fazer as aulas e estamos muito satisfeitos com o desenvolvimento dela.

Quanto às aulas de natação para bebê, avaliamos que, pelo menos no caso dela, não foram relevantes, nem parecem ter contribuído para o seu aprendizado atual.

Nenhum comentário:

Postar um comentário